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  • "O Velho – A história de Luis Carlos Prestes" no Cine Clube de Taiobeiras

    O Cine Clube de Taiobeiras, o Arte em Cena, apresenta sessão neste domingo, 3 de abril de 2011, às 16 horas no plenário da Câmara Municipal, o filme O Velho – A história de Luis Carlos Prestes.

    Leia a sinopse que extraí do blog Acervo Nacional:

    “O fim da guerra fria e da ditadura militar tornou possível a realização de um filme inédito sobre um dos personagens mais emblemáticos da história do Brasil no século XX: Luiz Carlos Prestes. Um nome, por si só, carregado de estigma, aversão, entusiasmo, desconfiança … O Velho, a história de Luis Carlos Prestes é a história de um mito, de um homem que encarnou uma causa. Um comunista convicto que carregou ideais, hoje soterrados pelos escombros do muro. O roteiro atravessa setenta anos da história contemporânea brasileira, da qual Prestes foi um dos agentes principais. O caminho de “ouro de Moscou” na insurreição comunista de 35; Olga Benário, o primeiro amor de Prestes, na verdade espiã do Exército Vermelho; a participação dos agentes estrangeiros no levante; o cruel assassinato de Elza por importantes dirigentes do PCB; o surpreendente acordo entre Vargas e Prestes em 46; a equivocada posição do Velho diante do iminente golpe de 64 … Finalmente, estes fatos marcantes e obscuros são trazidos à tona para ajudar a entender nosso passado recente. Foram colhidos os depoimentos de políticos, historiadores, escritores, jornalistas, amigos, família e ex-membros do Comitê Central do PCB. Uma exaustiva pesquisa de filmes de época na precária memória da país revela imagens raríssimas de Luiz Carlos Prestes. O Velho é um abrangente painel sobre a história da esquerda brasileira. Sempre clandestinos ou foragidos, poucos registros visuais sobre os comunistas brasileiros resistiram à feroz perseguição policial. É a primeira iniciativa do gênero, um filme sobre a história não oficial do Brasil. O Velho carregou durante toda sua vida um projeto coletivo. Neste final de século [começo do século XXI], onde as utopias viraram pó histórico e a humanidade se encontra envolvida com seus pequenos projetos individuais, o filme nos resgata a trajetória de um Quixote que entregou sua vida a uma causa social. No índice remissivo da história, as páginas da vida de Prestes, como o destino do Brasil, estão coladas num epílogo sem fim …”

    A história pessoal e política de Luis Carlos Prestes sempre me fascinou, seja pelos ideiais; seja pelas “lendas” dos “revoltosos” por ele liderados, que há mais de 80 anos passaram pelas regiões onde nasci (na Bahia) e onde fui criado (aqui em Taiobeiras); ou também por Olga Benária, sua primeira companheira. Enfim, um grande herói e um mito da história do Brasil do século XX.

    Vá à sessão e veja o filme.

  • Aprovação inicial do Governo Dilma supera as de Lula e FHC


    BRASÍLIA (Reuters) – O governo Dilma Rousseff registrou no início de sua gestão uma taxa de aprovação superior às obtidas pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso no começo de seus mandatos, mostrou pesquisa divulgada nesta sexta-feira. A sondagem realizada pelo Ibope por encomenda da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou o governo Dilma com avaliação ótima ou boa para 56 por cento dos entrevistados em março. Já 27 por cento veem como regular o governo Dilma e outros 5 por cento o avaliam como ruim ou péssimo.

    Em março de 2003, o governo Lula tinha 51 por cento de avaliação positiva e quatro anos depois essa aprovação era de 49 por cento. No caso de Fernando Henrique, no início de seu primeiro, em março de 1995, o Ibope verificou 41 por cento de avaliação ótima ou boa, proporção que caiu para 22 por cento quatro ano depois. Para o gerente-executivo de Pesquisa, Avaliação e Desenvolvimento da CNI, Renato da Fonseca, o desempenho da economia e a herança da popularidade do governo Lula ajudam na boa avaliação do governo Dilma. “A boa avaliação do governo Lula acaba passando para o governo Dilma”, disse.

    A aprovação pessoal de Dilma chegou a 73 por cento, segundo o levantamento, contra 12 por cento dos entrevistados a desaprovam, enquanto 14 por cento disseram não saber ou não responderam.

    O Ibope também pediu que os entrevistados comparassem o governo Dilma com o de seu antecessor e padrinho político. Para 64 por cento dos ouvidos pelo Ibope os dois governos são iguais, ao mesmo tempo que 13 por cento avaliam a administração da presidente como pior e 12 por cento a consideram melhor. Pesquisa CNI/Ibope realizada em dezembro, antes de Dilma assumir, mostrou que 62 por cento dos entrevistados na ocasião tinham expectativa de que o governo da petista seria ótimo ou bom. Mostrou ainda aprovação de 80 por cento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    O levantamento divulgado nesta sexta mostrou também que 44 por cento dos entrevistados afirmaram que o combate à inflação deve ter prioridade igual a outras políticas do governo, enquanto 40 por cento avaliaram que deve receber prioridade maior. Segundo a pesquisa, 48 por cento aprovam as medidas do governo para combater a elevação dos preços, enquanto 42 por cento a desaprova. A política de juros do governo tem 43 por cento de aprovação e exatamente o mesmo percentual de desaprovação. Levantamento do Datafolha divulgado no dia 20 de março apontou avaliação positiva do governo de 47 por cento.

    O Ibope entrevistou 2.002 pessoas em 141 municípios entre os dias 20 e 23 de março. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.
  • Morre o ex-vice-presidente José Alencar


    Por Vagner Magalhães, direto de São Paulo.

    Morreu nesta terça-feira, aos 79 anos, o empresário mineiro e ex-vice-presidente da República José Alencar (PRB), no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Alencar lutava contra o câncer desde 1997.

    O ex-vice foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na segunda-feira, com um quadro de suboclusão intestinal, em “condições críticas”. Ele havia recebido alta em 15 de março, após uma internação de mais de um mês na instituição devido a uma peritonite (inflamação da membrana que reveste a cavidade abdominal) por perfuração intestinal.

    Nascido em 17 de outubro de 1931, José Alencar foi o 11º filho de um total de 15 do casal Antônio Gomes da Silva e Dolores Peres Gomes da Silva. O ex-vice-presidente nasceu em um povoado às margens de Muriaé, cidade de 100.063 mil habitantes no interior de Minas Gerais. José Alencar era casado com Mariza Campos Gomes da Silva e deixou três filhos reconhecidos: Josué Christiano, Maria da Graça e Patrícia.

    Ele começou a trabalhar aos 7 anos, no balcão da loja do pai. Em 1946, aos 15, deixou a casa da família, na zona rural, para trabalhar como balconista em uma loja de tecidos da cidade. Dois anos depois, em maio de 1948, José Alencar mudou-se para Caratinga, onde conseguiu emprego como vendedor. Ao completar 18, em 1950, Alencar abriu seu próprio negócio, com a ajuda de um dos irmãos. Em 1967, em parceria com o empresário e deputado Luiz de Paula Ferreira, fundou, em Montes Claros (MG), a Companhia de Tecidos Norte de Minas (Coteminas), hoje um dos maiores grupos industriais têxteis do País.

    Nos anos seguintes, José Alencar foi presidente da Associação Comercial de Ubá, diretor da Associação Comercial de Minas, presidente do Sistema Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais e vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria.

    Estabelecido no setor empresarial, candidatou-se para o governo de Minas em 1994 e, em 1998, disputou uma vaga no Senado Federal, elegendo-se por Minas Gerais com quase 3 milhões de votos. No Senado, foi presidente da Comissão Permanente de Serviço de Infraestrutura, membro da Comissão Permanente de Assuntos Econômicos e membro da Comissão Permanente de Assuntos Sociais.

    Embora tenha se caracterizado como a principal voz dissonante do governo Lula em relação à política de juros ao longo dos oito anos de mandato, sua inclusão na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 foi decisiva para que o petista conquistasse o apoio do empresariado e, pela primeira vez, a Presidência do País.

    A presença de Alencar foi decisiva na vitória de Lula ao angariar o apoio do empresariado, desconfiado com a possibilidade de um presidente da República sindicalista. Em 2004, Alencar passou a acumular a vice-presidência com o cargo de ministro da Defesa, função que exerceu até março de 2006. Em 2007, assumiu o segundo mandato como vice-presidente após ser reeleito, novamente, ao lado de Lula.

    Alencar se desligou do Partido Liberal (PL) em 29 de setembro de 2005, após a crise envolvendo o nome de seu sobrinho Daniel Freitas, um dos fundadores da DNA Publicidade e falecido em 2002. A DNA, que tem como sócio o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, foi investigada por suposto envolvimento no escândalo do mensalão. Ainda em 2005, juntamente com outros ex-membros do PL, Alencar participou da fundação de um novo partido: o Partido Republicano Brasileiro (PRB).

    No tempo em que ocupou o cargo de vice-presidente, José Alencar ganhou os títulos de cidadão honorário dos Estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe, do Distrito Federal e de 53 municípios brasileiros, sendo 51 deles em Minas Gerais.

    Juros
    Desde o início do primeiro mandato, o empresário foi voz discordante da política econômica do governo Lula, comandada então pelo ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci. Mudou o titular da pasta, assumiu Guido Mantega, mas não o discurso de Alencar. Ao longo de oito anos, sua posição pela queda na taxa de juros foi tão ferrenha que se tornou uma marca registrada.

    Tanto que, ao comentar o bom estado de saúde do então vice após a cirurgia de 17 horas a que ele se submeteu em janeiro de 2009 – a mais complexa que enfrentou na luta contra o câncer -, o então presidente Lula afirmou, em tom de brincadeira: “tenho certeza de que a primeira palavra dele será para pedir a redução da taxa de juros”.

    Câncer
    Alencar lutou contra o câncer desde 1997, quando, após um check-up, foi encontrado um tumor no rim direito e outro no estômago, retirados naquele mesmo ano. Em 2000, uma nova cirurgia retirou um tumor na próstata. Depois da remoção de outros nódulos no abdome, Alencar foi diagnosticado com câncer no intestino.

    Em janeiro de 2009, ele enfrentou cerca de 17 horas de operação para a retirada de nove tumores na região abdominal. Na mesma cirurgia, os médicos retiraram parte do intestino delgado, outra do intestino grosso e uma porção do ureter, canal que liga o rim à bexiga. Alencar chegou a ficar internado 22 dias após a operação.

    Reconhecimento de paternidade
    Alencar morreu em meio a um polêmico reconhecimento de paternidade disputado na Justiça. Em julho de 2010, a Justiça de Caratinga (MG) concedeu à professora Rosemary de Morais, 55 anos, o direito de ser reconhecida como filha do empresário. Ela seria fruto de um relacionamento com uma enfermeira, na década de 50.

    Alencar se recusou a fazer o teste de DNA e sua defesa contestou a decisão. Em setembro do mesmo ano, o então vice-presidente obteve no Tribunal de Justiça de Minas uma liminar para impedir o uso do sobrenome e a mudança do registro de nascimento da professora. O recurso ainda será analisado pela corte.

    Internação antes do 2° turno e infarto
    Alencar foi internado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, no dia 25 outubro de 2010, a menos de uma semana do segundo turno das eleições. O ex-vice deu entrada na instituição com quadro de suboclusão intestinal, um entupimento parcial do intestino. Por estar hospitalizado, Alencar não pôde registrar seu voto no pleito, que encerrou com a vitória da petista Dilma Rousseff.

    No dia 11 de novembro, Alencar se sentiu mal no hospital e foi diagnosticado um infarto agudo do miocárdio. Ele foi submetido a um caterismo, mas os médicos não encontraram obstruções arteriais importantes. O então vice ficou internado até 18 de novembro.

    Hospitalizado, Alencar perde posse de Dilma Rousseff

    Após outra internação e da 16ª cirurgia no final de novembro, Alencar voltou ao Sírio-Libanês em 22 de dezembro de 2010, com um sangramento intestinal grave. Apesar dos procedimentos que controlaram a hemorragia e da insistência do então vice em acompanhar a transmissão de cargo de Lula para Dilma Rousseff, os médicos não permitiram a viagem até Brasília.

    Homenagem no aniversário de São Paulo
    Em 25 de janeiro de 2011, quando a capital paulista completou 457 anos, Alencar recebeu a Medalha 25 de Janeiro, uma homenagem da prefeitura, das mãos da presidente Dilma Rousseff. O ex-vice deixou o hospital, com autorização da equipe médica, somente para a cerimônia.

    Visivelmente emocionado, Alencar afirmou que fazia um discurso “de coração” e que está “vencendo as dificuldades”. “Eu tinha um texto preparado no bolso, mas resolvi falar do coração. Ainda que (as dificuldades) sejam fortes, estamos vencendo. Quem fica num hospital esse tempo (90 dias, segundo seus cálculos), tem muitas reflexões… Se eu morrer agora, é um privilégio, porque é tanta gente torcendo por mim… Se eu morrer agora, tá bom demais”, disse. O evento contou com a presença do ex-presidente Lula.

  • Comblin: Bastão de Deus que fustiga os acomodados

    Teólogo Pe. José Comblin,
    falecido em 27/03/2011
    Faleceu neste domingo, 27 de março de 2011, o padre e teólogo José Comblin, no Estado da Bahia, aos 88 anos de idade. Leia artigo sobre Comblin.

    * José Lisboa Moreira de Oliveira, disponível em Adital

    Estou acompanhando o que se anda dizendo nos últimos dias sobre o nosso irmão teólogo José Comblin. Houve quem tentou até se compadecer dele dizendo que já passou dos oitenta e chegou a insinuar que ele está meio “gagá”. E por está gagá, coitadinho, passou a dizer umas coisas fora de lugar, fazendo umas afirmações pessimistas, vendo o horizonte escuro, tendo uns ataques de “alucinação”, enxergando coisas que não existem, falando mal da hierarquia da Igreja e assim por diante.

    Todas essas coisas me fizeram imediatamente pensar nos profetas de todos os tempos. Também eles, quando começaram a falar sem meios-termos, a “dar nomes aos bois”, a colocar o dedo em certas feridas, foram logo acusados de serem visionários, lunáticos, inimigos da religião e do rei. Amós, por exemplo, foi acusado por Amasias, sacerdote de Betel e “capanga” de Jeroboão, de ser um visionário. Por essa razão foi impedido de profetizar no santuário do rei (Am 7,10-17). Jeremias foi surrado e preso (Jr 20,1-6). Antes deles, Elias teve que se refugiar no deserto para não ser assassinado por Jezabel (1Rs 19,1-8). Geralmente todos os profetas são perseguidos e ridicularizados por que falam a verdade e não camuflam a realidade. Creio que o paradigma de todos os profetas é Miquéias, odiado porque nunca profetizava coisas boas, mas só desgraças (1Rs 22,8). Ou seja, não era bajulador e conivente com os poderosos, mas falava apenas o que Javé mandava falar (1Rs 22,14). Era fiel somente a Deus.

    Também Jesus, o profeta por excelência, não escapou da fúria dos poderosos. Falou o que pensava, do que estava convencido, atacando tanto o sistema religioso como o poder político. Por essa razão chegaram a pensar que ele estava louco (Mc 3,21). Terminou os seus dias crucificado como um malfeitor. Tinha feito tremer a ordem estabelecida e ameaçado a posição dos privilegiados, desmascarando suas hipocrisias e suas falsidades (Mt 23,1-36).

    Não. Comblin não está gagá, não está louco, não está tomado de pessimismo e nem tão pouco de derrotismo. Comblin é um dos poucos profetas que ainda temos na Igreja dos nossos dias. Infelizmente em tempos de exílio eclesial, como o que estamos vivendo atualmente, é rara a figura do profeta. “Nesse nosso tempo, não há chefe, profeta ou dirigente” (Dn 3,38). Quando a corrupção atravessa os limiares da religião, e permanece entranhada dentro dela, são poucas as pessoas dotadas de clareza e de lucidez (1Sm 3,1). Todos querem fazer carreira e preferem silenciar, mesmo sabendo interiormente que o que acontece não condiz com o projeto de Deus. Como verdadeiro profeta, Comblin não se deixa enganar e não se ilude com o que vê. Enxerga longe, além das aparências e dá o seu prognóstico, mesmo que tal prognóstico, como no caso de Miquéias, apareça cruel, sem piedade e sem esperança. Mas é assim mesmo e assim deve ser, pois se trata de profeta e de profecia.

    O profeta é o bastão de Deus que fustiga os acomodados. E onde há profetas verdadeiros e autênticas profecias há incômodo e mal-estar para muita gente. Dom Tonino Bello, bispo de uma minúscula diocese do sul da Itália, falecido ainda jovem, vítima de um câncer, gostava de afirmar que o autêntico cristão deve consolar os aflitos e afligir os consolados e acomodados. De fato, ele incomodou bastante seus colegas bispos italianos. Sua simplicidade e pobreza, sua determinação em defender os pobres, especialmente os imigrantes africanos, o colocou em rota de colisão com as eminências e excelências. Teve inclusive que dar explicações à cúpula da Igreja acerca da sua atitude audaciosa de acolher no palácio episcopal alguns imigrantes africanos. Mandaram-lhe como visitador um bispo de uma diocese da Sicília, o qual, logo depois de sua visita a Dom Tonino, ficou conhecido no país por suas ligações com a máfia, sendo inclusive processado pela justiça italiana. Não foi preso porque a diplomacia vaticana entrou em ação e não permitiu que isso acontecesse.


    Comblin é um autêntico teólogo e como tal não se contenta em ficar repetindo o que os outros já disseram. Não é teólogo-papagaio e nem faz teologia de coorte, apenas repetindo frases do Catecismo ou de documentos da Igreja para agradar a cúpula eclesiástica, receber elogios ou até compensações, como, por exemplo, uma roupa roxa ou avermelhada. Comblin faz teologia de verdade, ousando dizer o que ninguém diz, propondo alternativas para o que aí está, apontando caminhos que podem ser trilhados. Como teólogo-profeta mostra que certos modelos atuais de Igreja estão carcomidos pelo tempo e por vícios seculares e não dizem mais nada para a humanidade que sonha com outro mundo possível e com uma comunidade eclesial que, de fato, seja sinal desse novo mundo.

    Com sua ousadia e determinação profética, Comblin não tem medo de afirmar que a Igreja precisa perscrutar os “sinais dos tempos”. Não pode viver acomodada, acreditando que o atual modelo eclesiástico é o melhor de todos os tempos. Creio que Comblin está sendo ridicularizado porque do alto de sua sabedoria anciã tem a coragem de falar palavras proféticas como essas: “A experiência mostra que a hierarquia errou muitas vezes na condução da Igreja em circunstâncias determinadas. O Espírito mostra o caminho por outros meios. A hierarquia deve estar atenta aos sinais dos tempos que alguns cristãos têm o dom de entender. Deve escutar se não quer errar e provocar desastres” (A profecia na Igreja, São Paulo: Paulus, 2008, p. 11). Alguns membros da hierarquia não suportam tanta sinceridade e honestidade. Estendendo o dogma da infalibilidade papal para todos os casos e para todos os hierarcas, sem exceção, não admitem que alguém diga que alguns deles, em algum momento, erraram e continuarão a errar se não souberem escutar. Atribuem a si mesmos uma prerrogativa divina, ocupando na Igreja e na terra um lugar que pertence exclusivamente a Deus.

    Não temos como negar. É visível a mudança de rota na Igreja Católica Romana a partir do final da década de 1970. Aos poucos as propostas e intuições do Concílio Vaticano II são postas de lado ou reinterpretadas a partir de uma eclesiologia jurídica, segundo a qual o direito canônico está acima do Evangelho. Enquanto se perde tempo com a discussão de temas banais, questões sérias não são enfrentadas. Basta lembrar, por exemplo, o caso da centralidade da celebração eucarística. Institui-se um ano eucarístico, afirma-se que a Eucaristia é o centro e o cume da vida cristã, e, no entanto, não se resolve o problema gravíssimo das milhares e milhares de comunidades católicas que ficam meses e até anos sem a celebração eucarística dominical.

    Qualquer pessoa honesta, que conheça bem a situação da Igreja no momento atual, não poderá negar que ela está sendo dominada por grupos e movimentos ultraconservadores. Tais grupos e movimentos estão trazendo de volta a Igreja da Contra-Reforma, fechando cada vez mais os espaços de participação do povo de Deus, impondo uma moral rigorista e “tirando do baú” costumes e tradições arcaicas, “mofadas” e ridículas. Os pobres são cada vez mais esquecidos e é notória a adesão desse modelo de Igreja a sistemas políticos de direita. Com isso a Igreja Católica Romana vai se distanciando da realidade do povo e se tornando cada vez mais um sinal opaco e sem sentido do Reino de Deus. Por essa razão é cada vez mais visível o afastamento das comunidades eclesiais de pessoas com um pouco de bom senso e com consciência crítica. A Igreja Católica vai se transformando, no dizer de Cappelli, numa comunidade “infantil, feminil e senil”. Uma Igreja só de crianças e de mulheres idosas. Alguns até se empolgam porque, de vez em quando, aparecem jovens distraídos em alguns espaços religiosos. Mas não deveriam se iludir. A participação de jovens nas comunidades católicas não ultrapassa a percentagem de 1% do total de jovens da nossa sociedade.

    Dizia pouco antes, citando o profeta Daniel, que na atualidade não temos mais nem chefe e nem profeta. De fato, as lideranças cristãs transformaram o serviço de coordenação e de presidência das comunidades em puro carreirismo. Por isso adotam uma atitude de subserviência, não se importando com os reais problemas de suas comunidades. Os próprios bispos não mais cultivam a solicitude por todas as Igrejas, elemento fundamental do ministério episcopal e do colégio episcopal. Assim sendo, não falam com as instâncias vaticanas com a autoridade de bispos das Igrejas locais e da Igreja Católica, de igual para igual. Agem com timidez e medo, deixando de oferecer à direção da Igreja em Roma seus pareceres sobre questões e problemas eclesiais inadiáveis. Sem falar em todo o problema da onipotência da burocracia eclesiástica que, como nota o próprio Comblin, não se move e não faz nada para uma maior descentralização (cf. Quais os desafios dos temas teológicos atuais? São Paulo: Paulus, 2005, pp. 60-64).

    Por que, então, tanto escândalo e tanto alvoroço com aquilo que Comblin falou ultimamente? Será que perdemos a capacidade de enxergar? Por que insistimos num comportamento de avestruz, recusando-nos a ver o que é tão visível? Por que duvidar da possibilidade de “politicagem e de conchavos” dentro da Igreja Católica? Por acaso não conhecemos a sua história para saber que ela sempre esteve cheia desses casos? Será que esquecemos que os escritores dos primeiros séculos do cristianismo a chamavam de “casta meretrix”, de “casta prostituta”? Será que chegamos a um nível tal de arrogância a ponto de achar que o atual sistema eclesiástico é tão perfeito a ponto de não mais precisar de reformas e nem de profetas para pregar a conversão da Igreja?

    Comblin é um profeta que possui sensibilidade para perceber o que está acontecendo. E por isso fala sem medo e sem falsas contenções. Ele, enquanto ancião, é um verdadeiro modelo para as novas gerações de cristãos e de cristãs. Como o velho Eleazar (2Mc 6,18-31) prefere a morte, a perseguição e a calúnia do que trair suas próprias convicções. Não aceita fingir para escapar dos olhares mortíferos dos acomodados e incomodados. Recusa-se a ser tratado com benevolência e a trocar sua fidelidade por vantagens. Assim, “coerente com a sua idade e com o respeito da velhice, coerente com a dignidade dos seus cabelos brancos” (2Mc 6,23), prefere continuar firme em sua profecia. Como Eleazar, ele tem consciência de que o fingimento, em troca de certas vantagens e do “bom nome”, escandalizaria os mais jovens. Assim é para todos nós um exemplo honrado de fidelidade. Uma fidelidade diferente, é claro. Ele não pretende amar a Igreja mais do que os outros, como insinuou alguém. Apenas ama-a de um modo diferente, radical e corajoso. Um modo, aliás, que não se tem visto ultimamente, inclusive entre os anciãos, e do qual tanto precisamos em nossos dias.

    * José Lisboa Moreira de Oliveira é filósofo,  doutor em teologia,  ex-assessor do Setor Vocações e Ministérios/CNBB, ex-presidente do Instituto de Pastoral Vocacional, gestor e professor do Centro de Reflexão sobre Ética e Antropologia da Religião (CREAR) da Universidade Católica de Brasília.
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  • Artigo do Mino Carta: A ausência de Lula

    Luís Inácio Lula da Silva, ex-presidente do Brasil
    * Mino Carta, diretor da Revista CartaCapital

    O ausente foi mais presente do que os presentes. A frase não é minha, é do professor Delfim Netto, e diz respeito às reações da mídia nativa à ausência de Lula no almoço oferecido pela presidenta Dilma a Barack Obama. Os jornalões mergulharam no assunto em colunas e reportagens por três dias a fio, entregues com sofreguidão à tarefa de aduzir o porquê daquela cadeira vazia sem receio de provar pela enésima vez sua vocação onírica.

    Neste espaço, o sonho midiático foi meu tema da semana passada, mas os especialistas em miragens insistem em mostrar a que vêm, sem contar o complexo de inferioridade tão explicitamente exposto com a visita do presidente americano apresentada como um celebrity show. As emissoras globais ficaram no ar 24 horas para contar todos os passos de Obama ou mesmo para esperar que ele os desse. A certa altura vimos um perdigueiro da informação aguardar no Galeão, por mais de uma hora, a chegada do avião que levava o visitante de Brasília ao Rio, em proveito exclusivo de uma visita instrutiva dos telespectadores a um aeroporto às moscas.

    É o recalque do vira-lata, e esta definição também não é minha, já caiu da boca de Lula. Quanto à sua ausência no almoço de Brasília, li entre as versões que ele não apareceu para “não ofuscar” a anfitriã, a mostrar toda a sua pretensão, acompanhada pela dúvida de um colunista: “ao recusar o convite”, foi malandro ou zé mané? Textos de calibres diversos clamam contra “a descortesia”. Uma colunista do Estadão aventa a seguinte hipótese: o ex-presidente quis evitar o constrangimento “de ouvir sem compreender a conversa na mesa, da qual fazia parte Fernando Henrique Cardoso”. Ah, o príncipe dos sociólogos, este é um poliglota. E não falta quem convoque a inveja de Lula por Dilma, que recebe Obama em lugar dele, embora o tivesse convidado em 2008.

    Segundo um colunista do Valor Econômico, o ex também foi descortês com Obama, que já o tratou tão bem. A Folha localizou “um amigo de Lula” disposto à revelação: ele está irritado “com os elogios excessivos da mídia a Dilma”. Uma colunista da Folha vislumbra na ausência de Lula a demonstração “do contraste de estilos” e até a torna mais evidente. Neste esforço concentrado no sentido de provocar algum desentendimento entre o ex e a atual, imbatível o editorial do Estadão de domingo 20, provavelmente escrito por um aluno de Maquiavel incapaz de entender a ironia do mestre.

    Fala-se em “mudança de mentalidade que emana do Planalto”, “sobriedade em lugar de espalhafato”, “distanciamento das inevitáveis servidões” do ofício presidencial. Transparente demais a manobra. Não escapa, porém, ao ato falho, ao discordar da presidenta no que se refere à posição de Dilma quanto “ao atual surto inflacionário”, embora formulada a objeção com suave cautela, para aplaudir logo o propósito do governo de abrir os aeroportos à iniciativa privada em regime de concessão.

    São teclas antigas de quem professa a religião do Deus Mercado e enxerga nas privatizações os caminhos da Graça. Os praticantes brasileiros dos jogos financeiros não estão sozinhos: de fato, para variar, trata-se de pontuais discípulos, ou imitadores. Os Estados Unidos ensinam, por lá os vilões do neoliberalismo, responsáveis pela crise mundial, continuam a postos para atiçar a doença. O exemplo seduz. Aí se origina a tentativa, levada adiante obviamente pela mídia, de derrubar o ministro Guido Mantega, representante da continuidade que a tigrada gostaria de ver interrompida de vez.

    As consequências da aventura neoliberal, que deixaria o próprio Adam Smith em pânico, atingem inclusive o Brasil. No ano passado crescemos 7,5%, este ano a previsão fica bastante abaixo, entre 4% e 4,5%. Será um bom resultado no confronto com outros, mas dirá que ninguém está a salvo. CartaCapital confia na permanência de Mantega e na continuidade, ainda que, desde a posse, reconheça na presidenta a capacidade de imprimir à linha do governo características da sua personalidade.

    É simplesmente tolo imaginar a ruptura almejada pela mídia, perfeita intérprete de um sentimento que sobe das entranhas de burgueses e burguesotes contra o metalúrgico nordestino eleito à Presidência duas vezes por larga maioria e destinado a passar à história como o melhor e mais amado desde a fundação da República. Pelo menos até hoje. Os senhores do Brazil zil zil ainda cultivam o ódio de classe. O mesmo Lula, que frequentemente mantém contatos com a sucessora, a qual, do seu lado, sabia previamente da ausência do antecessor ao almoço, observa: “Quando me elegi, me apresentaram como a continuidade de FHC, agora dizem que Dilma não dá continuidade ao meu governo”.

    O ex-presidente tucano formula, aliás,- a sua hipótese sobre a ausência de Lula: inveja dele mesmo, FHC. Quem sabe o contrário se dê de fato quando, dentro de poucos dias, Lula receber o canudo honoris causa da Universidade de Coimbra.

    Teste final: se Lula fosse ao almoço, que diria a mídia? Foi para: A. Não ficar atrás de FHC; B. Pronunciar um discurso de improviso em louvor a Chávez, Fidel e Ahmadinejad. C. Ofuscar Dilma.
  • 20 anos da chegada das Irmãs em Taiobeiras

    Ir. Letícia com livro Memorial da Juventude de Taiobeiras

    20 anos atrás, em 16 de março de 1991, chegavam a Taiobeiras as Irmãs da Divina Providência. Elas assumiam mais uma missão no Norte de Minas. Fundaram a Comunidades Jesus Peregrino, vinculada à Paróquia São Sebastião, situada no bairro Vila Formosa. O pároco da época era o Frei João José de Jesus, OFM. As primeiras religiosas a assumir o trabalho pastoral foram irmã Laudeci Ouriques de Sousa e irmã Maria Eliza de Brida, provenientes do estado de Santa Catarina.

    A atuação das irmãs gerou grandes e boas mudanças na caminhada das Comunidades Eclesiais de Base taiobeirenses. Houve uma intensa formação de lideranças leigas, articulação das comunidades rurais, reforço nas Pastorais da Juventude, da Criança, do Batismo e da Liturgia, além da criação do CEIA (Centro Educacional para a Infância e Adolescência) e da Banda Divina Providência.

    Outras irmãs também vieram conviver nos vários momentos da Comunidade Jesus Peregrino. São elas: Nilza Cascaes, Neusa F. Nascimento, Maria Rita, Glauciene Ribeiro, Marias das Neves, Letícia Rocha, Elídia, Edilza, Maria Aparecida e Aparecida Ribeiro.

    A presença das irmãs ainda despertou três jovens vocações taiobeirenses que ingressaram na Congregação. São as hoje irmãs Markelísia, Ilsa e Elizete.

    Em 2005 as Irmãs da Divina Providência, deixando um grande legado evangelizador, partiram de Taiobeiras para prosseguir sua missão na Diocese de Almenara, a convite do Bispo Diocesano Dom Frei Hugo von Steekelemburg, OFM.

    Na foto que ilustra este post, veja um momento da visita da irmã Letícia Rocha – missionária da Comissão Pastoral da Terra –  (com livro Memorial da Juventude de Taiobeiras nas mãos), que recebi em minha casa na semana do carnaval.

  • O futuro prefeito de Taiobeiras

    Confirmando tendência que adiantei a mais ou menos uma semana atrás aqui no blog, hoje a Rádio Norte Mais FM, no Programa Boca no Trombone, pesquisou a opinião dos eleitores taiobeirenses sobre os prováveis nomes que poderão vir a disputar a cadeira de Prefeito de Taiobeiras nas eleições de 2012. Os nomes giram e recaem sobre os mesmos, já indicados aqui.

    Creio que, mais do que especular sobre pré-candidados, o melhor que os cidadãos, os meios de comunicação e toda a sociedade, em geral, devem fazer é discutir ideias, levantar os problemas da cidade e do campo, e construir programas voltados para o desenvolvimento humano, social, cultural e econômico de Taiobeiras. Imagino que um bom candidato, ou candidata, seja aquele que, mais do que ter padrinhos políticos ou recursos financeiros, se encaixe no perfil dos que estejam atentos aos clamores do povo, especialmente do que está, desde há muito, alijado dos bens sociais que a municipalidade produz.

    Um salto de qualidade em nossa política ocorrerá quando um grande número de pessoas compreender que os custos de nossas campanhas eleitorais devem cair. Isto para que, uma vez eleito algum cidadão, o seu compromisso seja com o bem-estar de todos e, não somente, com os que financiam e apoiam sua candidatura.

  • Guia: Como reconhecer um direitista enrustido?

    Este artigo, cômico e verdadeiro, me foi enviado por e-mail pelo meu ex-aluno Thales Queiroz. Compartilho-o com todos(as) os(as) leitores(as) deste blog.

    Levon

    * Por André Lux, jornalista e crítico-spam (de esquerda)

    Inspirado pelo texto do jornalista Leandro Fortes (clique aqui para ler), resolvi fazer uma listinha básica com dicas para quem quer aprender a identificar um direitista enrustido. Porque, como bem sabemos, ninguém tem coragem de admitir que é de direita no Brasil, mas prestando atenção aos discursos e atitudes das pessoas fica fácil identificá-los. Vamos lá:

    Direitista votaria em Hitler?

    1) Como bem apontou Fortes, o direitista enrustido costuma bradar que odeia política e políticos em geral e que “não existe esse negócio de direita e esquerda”. Mas, na prática, é diferente. O cara vota no Maluf, em alguém do PFL, do PSDB ou em qualquer um que for o anti-petista ou anti-esquerdista da vez. Se Adolf Hitler em pessoa ressuscitar e chegar ao segundo turno contra Marta Suplicy, por exemplo, adivinhem só em quem ele vai votar?


    2) Eles adoram xingar os abusos da Telefônica, da CPFL e os pedágios caríssimos das estradas. Enquanto você concorda, são só sorrisos. Porém, na hora que você lembra que a culpa de tudo isso recai sobre as privatizações lesa-pátria ocorridas nos oito anos de governo FHC, ele fecha a cara e começa a defendê-las, alegando que “antes a gente tinha que esperar anos pra conseguir um telefone” e que a culpa é das “agências reguladoras” (que também foram criadas pelo FHC). Aí você explica que não é contra parcerias público-privadas, desde que elas sejam feitas em favor da população e não de um grupelho de “amigos do rei”. E então faz aquela fatídica constatação: “Realmente, hoje você consegue uma linha rapidinho, só que paga as tarifas mais caras do mundo, recebe em troca um serviço horrível e não tem ninguém para reclamar”. Se depois disso a pessoa se enfurecer e começar a falar mal do Lula, do PT ou de Cuba, pode ter certeza que você está diante de um direitista.

    3) Toda pessoa de direita acredita piamente que as pessoas são pobres porque querem. “O problema do Brasil é que pobre não gosta de trabalhar”, costumam repetir. De tanto ler a Veja e ver o Jornal Nacional, eles passam a crer que o sujeito mora numa favela e só consegue trabalhar de lixeiro porque “não quis estudar” ou “não se esforçou o suficiente para subir na vida”. Quando você lembra que essas pessoas não têm condições nem para comer, são obrigadas a trabalhar desde cedo largando os estudos e, devido a tudo isso, só conseguem arrumar subempregos, o direitista novamente vai fechar a cara e começar a resmungar coisas sem nexo do tipo: “Pode ser, mas se um vagabundo desses entrar na minha casa eu meto tiro!”.

    4) Ainda em relação aos excluídos, o direitista vive dizendo que a solução para os problemas sociais do país é “investir em educação”. Claro que, como bom esquerdista, você vai concordar com ele. Mas você será obrigado a explicar que a direita, que governou o país desde que o Cabral invadiu essas terras, nunca investiu em cultura e em educação. Pelo contrário. E foi durante a ditadura militar de direita que o sistema público de ensino sofreu seu golpe mais duro, ficando totalmente sucateado. Então vai lembrar ao direitista que se todo mundo tivesse estudo e condições iguais para “subir na vida”, ele (ou ela) seria obrigado(a) a fazer faxina na própria casa ou a recolher o lixo da rua, já que ninguém mais precisaria se sujeitar a trabalhar nesses subempregos, exceto de forma voluntária para ajudar a comunidade – igual acontece em Cuba – ou no mínimo ganharia um salário igual ao de um médico. Pronto. Depois dessa é melhor você correr para um abrigo!

    5) Pessoas de direita tendem a ser extremamente incoerentes. Via de regra, elas falam mal de tudo (política e políticos, programas na TV, filmes, jornalistas, sexualidade, música) e repetem que “o mundo está perdido”, “nada mais presta” ou “na minha época não tinha nada disso”. E geralmente terminam suas reclamações dizendo que a única solução para tudo isso é “jogar uma bomba atômica e começar tudo de novo”. Aí, logo depois, eles afirmar que são “conservadores”…

    Fidel Castro

    6) Conheço uma dúzia de caras, por exemplo, que adoram o Pink Floyd (até tocam suas músicas em bandas cover) enquanto repetem jargões que deixariam até um nazista envergonhado. “Vai dizer que o Roger Waters é petista agora??” costumam vociferar quando você aponta essa incongruência a eles. Obviamente, os direitistas confundem ser “de esquerda” com “ser petista” ou “ser comunista”. Quando eles cantam “Imagine”, do Lennon, com certeza não se tocam que aquela é uma música que contesta o sistema vigente que eles defendem, ou seja, é de esquerda. E aí, voltamos à lógica esquizofrênica exposta acima: o direitista enrustido é contra tudo, acha que o mundo está perdido, que o ser humano não presta e que político é tudo FDP, mas na hora das eleições, dá seu voto aos sujeitos mais conservadores, reacionários e corruptos que existem. Justamente aqueles que, além de não mudar nada, vão deixar tudo ainda pior. Aqueles que, como diz Mino Carta, “querem deixar as coisas como estão para ver como é que ficam”.

    7) Uma forma fácil de identificar um(a) direitista enrustido(a) é começar a falar sobre Cuba. Disfarçado no discurso “a favor da democracia e da liberdade”, você vai poder identificar todos os clichês mais obtusos que a mídia de direita usa para doutrinar os incautos. Não adianta você dizer que antes do Fidel, Cuba era uma ditadura de direita na qual a maioria esmagadora da população passava fome e não tinha direitos. Nem que, depois do Fidel, ninguém mais passa fome e todos têm acesso gratuito à educação, à saúde, à alimentação e ao transporte. Também é inútil explicar que, em Cuba, não existem crianças na rua pedindo esmola e que a maioria da população tem curso superior adquirido gratuitamente. Pois o direitista vai jogar na sua cara que em Cuba não existem carros zero km, nem telefone celular, nem shopping centers, nem DVD, nem liberdade de imprensa. Sim, trata-se da mesma pessoa que acabou de vociferar que “o mundo está perdido”, “na televisão só tem porcaria”, “jornalista é tudo safado e a imprensa é uma merda”, “hoje em dia essa molecada só quer gastar dinheiro com lixo” e “o problema do Brasil é a falta de educação e cultura”. Eu disse que coerência não é o forte deles, não disse?

    8) Direitista enrustido que se preze é a favor do neoliberalismo. Não, ele não tem idéia do que é isso nem quem inventou esse negócio, mas como ouviu o Arnaldo Jabor e o Django Mainardi [da Veja] dizendo que era a solução para os problemas do mundo, ele acreditou. E passou a repetir tudo como um bom papagaio: são contra o Estado e as Estatais (mas não reclamam quando dinheiro público é usado para salvar bancos privados da falência), a favor das privatizações (sim, as mesmas que o fazem espumar de ódio contra a Telefônica) e pregam a “redução dos impostos” (ao mesmo tempo em que choram de raiva por terem que pagar fortunas para ter plano de saúde privado). Como são manipulados pela mídia de direita, adoram meter o pau no governo Lula, não reconhecem nenhum mérito nele e acreditam (mesmo!) que tudo de bom que acontece hoje no país é resultado do governo FHC (embora eles odeiem política e todos os políticos, inclusive os do PSDB, lembram?).


    9) Outra característica marcante da turma da direita é a certeza absoluta que são donos da verdade. Quando eles falam sobre qualquer assunto, não estão emitindo uma opinião, mas sim uma verdade única e incontestável. A melhor forma de fazer um tipinho desses sair do armário e mostrar sua verdadeira face é simplesmente contestá-lo com argumentos sólidos e muita calma. Eles até vão tentar rebater, mas quando perceberem que o que estão dizendo é APENAS uma opinião e que, por mais que tentem te ridicularizar ou denegrir, você não vai mudar a sua opinião, o direitista enrustido vai então partir para ataques chulos e de cunho pessoal, como que tentando convencer os outros que o que você diz não tem valor, afinal trata-se de uma pessoa má, feia, fedida, chata ou qualquer outra coisa. Em última instância, o direitista enrustido vai perder todas as estribeiras e acabará apelando para o último recurso usado na tentativa de calar o interlocutor: ameaçar processá-lo!

    E então? Você conhece ou não conhece um monte de gente assim por aí? Vai ver você é uma delas. Mas não se desespere, pois sempre é hora para mudar. E, como diz John Lennon, eu espero que um dia você possa se juntar a nós para que o mundo possa ser um só…
  • Agência do INSS: inaugurada mais uma obra de Lula e Dilma em Taiobeiras

    Depois da agência da Caixa Econômica Federal, no final de 2010, hoje foi a vez de mais uma obra dos governos Lula e Dilma ser inaugurada em Taiobeiras. Trata-se da agência do INSS (Previdência Social) de Taiobeiras. A agência taiobeirense favorecerá toda a população que necessita de serviços previdenciários na cidade e em municípios vizinhos, evitando que tenham de se deslocar até Salinas, como acontecia até então.

    A obra do Governo Federal, iniciada sob Lula e concluida sob Dilma, custou R$ 781.018,37 e está situada à Rua Rio Pardo, n. 1035, no Bairro Sagrada Família.

  • Resultados do Encontro da CF-2011 em Taiobeiras

    Seguindo a metodologia Ver-Julgar-e-Agir da Campanha da Fraternidade, as lideranças das comunidades, pastorais e movimentos da Paróquia São Sebastião de Taiobeiras, reunidas entre 11 e 13 de março no Encontro de Formação para a CF-2011 (Fraternidade e Vida no Planeta – “A criação geme em dores de parto”. Rm 8,22) assumiram vários compromissos visando a conscientização da população e a participação em ações concretas de defesa do meio ambiente. Destacam-se, dentre outras:

    * Criação de uma comissão que envolva igrejas cristãs e outras organizações da sociedade civil para acompanhar o processo de implantação das atividades de mineração do ferro na microrregião Alto Rio Pardo e dissemir informações às comunidades e toda a sociedade, especialmente aos que estão à margem das decisões políticas e econômicas;

    Muda de quaresmeira plantada na E.E. Pres. Tancredo
    Neves (gesto simbólico da CF-2011 em Taiobeiras)

    * Apoiar, divulgar e pressionar pela implantação da Lei Municipal (já em processo de estudo e tramitação na Câmara) que proíbe a utilização de sacolinhas plásticas no comércio de Taiobeiras.

    Ao término do encontro, no final da manhã de domingo (13/03), durante a celebração de encerramento, o gesto concreto simbólico foi o plantio de uma árvore de quaresmeira no jardim do Centro Comunitário Paroquial. Também foram sorteadas outras mudas desta planta para os grupos, categorias profissionais, pastorais e comunidades presentes. Os profissionais da educação foram contemplados. Hoje de manhã a “Quaresmeira da Fraternidade”, em plena Quarema, foi plantada no jardim da Escola Estadual Presidente Tancredo Neves (foto).

  • Encontro de preparação da Campanha da Fraternidade 2011 em Taiobeiras

    Ocorre entre 11 e 13 de março o Encontro Paroquial de Preparação para a Campanha da Fraternidade 2011 promovido pela Paróquia São Sebastião de Taiobeiras, no Centro Comunitário desta cidade.

    A Campanha da Fraternidade deste ano reflete o tema “A Fraternidade e a Vida no Planeta”. O lema é retirado da Carta de São Paulo aos Romanos, capítulo 8, versículo 22, “A criação geme em dores de parto”.

    A Campanha da Fraternidade da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) é uma ação evangelizadora da Igreja Católica, realizada no Tempo da Quaresma, que busca sensibilizar os cristãos e a sociedade para a vivência dos valores de Jesus Cristo nas diversas situações práticas em que a vida está ameaçada. Neste ano, o alerta é sobre a destruição da obra criadora através do aquecimento global gerado pela sociedade industrial-capitalista.

    A assessoria do Encontro Paroquial de Preparação da CF 2011 em Taiobeiras está sob a responsabilidade de Alvimar e Paulo, ambos da Comissão Pastoral da Terra da Arquidiocese de Montes Claros (MG).

  • Artigo do Levon: Intolerância ou ‘dar a outra face’?

    Xenofobia: universitária paulista divulgou frases incitando a
    violência contra nordestinos no Twitter após vitória
    de Dilma no segundo turno

    O ressurgimento e crescimento rápido de movimentos xenófobos, homofóbicos, racistas e religiosos-intolerantes em todo o mundo – os quais, se suponha, mortos e enterrados desde o fim do Nazismo – desencadeados pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 e amplificados pela grave crise do capitalismo de 2008/2009, tornam ainda mais grave a luta daqueles que defendem os direitos humanos como meio para uma sociedade mais justa, equilibrada e pacífica.


    Exemplo dentre os movimentos intransigentes, está o Tea Party nos Estados Unidos. Organização de extrema direita dentro do Partido Republicano, dirigido pela candidata derrotada à vice-presidência dos EUA, Sarah Palin (Eleições 2008), apela ao ódio racial e à aversão aos imigrantes latino-americanos, árabes e de outras partes pobres do Planeta. Estimula uma visão religiosa-intolerante, despolitizada e preconceituosa sobre as políticas sociais do Governo Obama em favor das minorias empobrecidas, especialmente nas áreas de saúde, educação e imigração. Recentemente, um simpatizante do Tea Party matou várias pessoas num estacionamento de supermercado norte-americano na tentativa de atingir uma deputada federal do Partido Democrata, que defendia bandeiras em favor dos imigrantes e dos excluídos.

    No entanto, não se resume somente aos estadunidenses a marca da intolerância. Em toda a Europa, sobretudo após a crise econômica que ainda não amainou por lá, crescem ondas de desprezo em relação a africanos, latino-americanos e árabes, vistos como inferiores, degradados sexuais ou fanáticos religiosos.

    No Brasil, o nosso Tea Party se manifestou de forma muito clara e organizada nas eleições presidenciais de 2010. A turba xenófoba, homofóbica e farisaico-religiosa-intolerante se postou no submundo da internet ao lado do candidato derrotado José Serra. Foi como se o PSDB, seu partido, tivesse sido desconsiderado pelo próprio concorrente. Em lugar da ideologia neoliberal ou social-democrata do partido, o candidato preferiu seguir as orientações de um tal guru indiano-norte-americano que presta serviços ao Tea Party ianque. Este o incentivou a lançar mão da internet, de modo a difundir preconceitos e mentiras, não somente contra a candidata de então – Dilma Rousseff (PT) –, mas combatendo principalmente todas as políticas sociais redistributivas e os direitos humanos duramente conquistados ao longo da história brasileira, valendo-se de artifícios que promovem o ódio coletivo, o preconceito com as minorias, a manifestação farisaica da fé e a fragmentação de classe.

    Para quem não está atento, xenofobia significa aversão a pessoas ou a culturas diferentes. Em São Paulo, por exemplo, nordestinos em geral são tratados como figuras inferiores pela chamada elite ou até mesmo pela classe média “pequeno-burguesa”. Quanto à homofobia, ela é a violência moral e física contra pessoas que apresentem características homossexuais. Nas grandes metrópoles, além do bullyng (gozação e desprezos morais), tornou-se comum a agressão material a homossexuais. Quanto a isto, vale um conselho: com aqueles (gays e lésbicas) a quem não se entende as características, que sejam respeitados simplesmente por serem humanos e, só por isto mesmo, merecedores das mesmas deferências que qualquer outra pessoa. Já a intolerância religiosa é aquela que se baseia numa suposta vontade de Deus sobre comportamentos morais e sociais, que deveriam ser procedimentos pessoais daquele que se converteu, mas que se transformam em artifícios para movimentos políticos radicais e esquizofrênicos, a atacar quem pensa diferente ou pratica outra forma de crer. A questão do aborto, nas últimas eleições, a meu ver, nada tinha de respeito a Deus ou à vida. Tornou-se motivação escandalosamente apropriada por oportunistas políticos, de dentro e de fora das igrejas. A própria CNBB, por meio de seu secretário-geral, em encontro recente com Dilma, afirmou que este assunto está encerrado para a Igreja.

    Quando, no primeiro parágrafo, alertei para o crescimento deste tipo de movimento que, reconheço, tem grande respaldo no senso comum da sociedade, o fiz como Professor de História e como Cristão, de modo a instruir a todos os que me leem, informando-os, de que o horror nazista que vitimou milhões de seres humanos durante a Segunda Guerra Mundial, também começou com este tipo de procedimento. Não haverá justiça nem paz numa sociedade que insiste em não aprender a lição de “dar a outra face”.
  • Enquete sobre os pré-candidatos a prefeito de Taiobeiras

    Sabe-se que as pesquisas feitas através de enquetes em blogues ou sites da internet não têm qualquer validade como amostragem científica. Isto ocorre porque estes levantamentos estão sujeitos a vários tipos de interferência tecnológica e à insegurança típica da web, que não dão garantias da exatidão de um voto por pessoas ou por máquina (computador), como deveria ser em tais questionamentos. Mas não deixa de ser curioso e atua fortemente sobre o imaginário coletivo da sociedade, sobretudo quando se trata de política, saber os resultados de uma enquete, como a que o Blog do Alex Vídeo, do Jornal Folha Regional, está realizando sobre os nomes que poderiam vir a ser candidatos a prefeito de Taiobeiras nas eleições do próximo ano.

    No momento em que escrevo este post, às 00h47min da quarta-feira de Cinzas, 09/03/2011, a enquete no Blog da Folha Regional aponta uma virada. Carlito Arruda aparece em primeiro, com 33% dos votos, superando Toninho Kembéu, que apresenta 31% das intenções. Em terceiro vem Peninha, com 21%, seguido por Eder da Protej e João Eudeus, que apresentam 1% de intenções, cada um. 10% dizem que não votariam em nenhum dos nomes propostos pelo blog.

  • A Igreja necessita de uma reforma?

    Li e gostei dos argumentos do padre casado Eduardo Hoonaert, um belga que vive a mais de 50 anos no Brasil. Ele mora em Salavador (BA) e é historiador e teólogo. Atualmente se dedica ao estudo das origens do cristianismo. Muito intelegente, polêmico e cheio de fé no futuro dos CRISTÃOS, o artigo em questão, publicado no site da Agência Adital.

    Compartilho o link com os(as) leitores(as) do blog. Basta clicar aqui.

    Temas relacionados:
  • Análise: os candidatos a prefeito de Taiobeiras

    Nova bandeira de Taiobeiras, desde 07/09/2010.

    As eleições municipais de 2012, em Taiobeiras, apresentarão caráter inédito na história deste município. Eis os argumentos:

    1. Pela primeira vez a velha situação, que não soube “existir” como oposição, não tem um candidato natural, muito menos a mais remota sombra de renovação. Não há um nome viável para a disputa principal, que é o do cargo de prefeito. Existe de fato, para este setor político, um recall de votos “cativos” que fazem a sua liderança prinicipal, o ex-prefeito Joel da Cruz Santos (PR), um “grande eleitor” (cabo eleitoral), capaz de participar com muita força nos bastidores das definições pré-eleitorais, podendo indicar um candidato a vice que será muito significativo na decisão do pleito.

    2. A atual situação que orbita em torno da liderança e da popularidade do prefeito Denerval Germano da Cruz (PSDB) ainda não foi capaz, a um ano e sete meses das eleições, de chegar a um consenso que defina com segurança o nome que representará o espólio do grupo. Desta indefinição vários cenários se aprensentam como opção:

    a) Denerval imita Lula e Aécio, define um candidato através do “dedaço”, o impõe ao grupo, baseando-se em sua liderança e popularidade, e o carrega pelos quatro cantos do município, associando sua própria imagem ao do postulante à sua cadeira. Talvez esta seja a opção mais adequada a Denerval, mas, pela demora, parece ser difícil de viabilizar, pois tem o risco de, ao antecipar o jogo eleitoral, fragmentar e fragilizar o período final de seu segundo mandato, comprometendo seu próprio futuro político.

    b) Denerval deixa as águas rolarem e, mesmo com o risco de fragmentação, deixa que o pré-candidato mais apto alcance a indicação de seu grupo (ou pelo menos do núcleo central) e se viabilize como concorrente; Pode ser uma saída, revestida de certa democracia, denotando sua opção racional pelo nome mais viável, porém, apresenta os mesmos riscos de divisão e perda de aliados que se engajaram em suas últimas campanhas eleitorais.

    c) O grupo de Denerval se fragmenta e lança mais de um nome, enquanto o atual prefeito, amparado em sua liderança e popularidade, atua mais como grande magistrado do que como cabo eleitoral. Esta opção, para mim, seria a de menor probabilidade de ocorrer.

    3. Uma terceira via, especialmente liderada pelo empresário Carlito Pereira (Arruda), se lançaria com um discurso de preservação dos avanços de gestão das adminsitrações de Denerval, porém avançando numa proposição mais “ao social” – deixada em segundo plano pela atual situação – visando aglutinar grupos que se ressentem do atual prefeito, bem como setores “joelistas” que nunca votaram com ele. Esta opção é viável de ocorrer. No entanto, creio eu, Carlito Arruda ainda sonha com a “indicação” de Denerval.

    Esta é a minha análise. Se o leitor quiser, envie também a sua observação, através de um comentário aqui no blog.

  • "Quem seria um bom candidato a prefeito de Taiobeiras?"

    O jornalista e diretor da Folha Regional, Alex Sandro Mendes, disponibilizou uma enquete no blog deste periódico taiobeirense perguntando “quem seria um bom candidato a prefeito de Taiobeiras”. Como opções, apresentou as seguintes, aqui divulgadas na mesma ordem em que aparecem na pesquisa:

    1. Toninho Kembéu;
    2. Carlito Arruda;

    3. Éder da Protej;
    4. João Eudes;
    5. Peninha;
    6. Nenhum deles.

    Para ter acesso ao blog e à enquete, clique aqui.

    Atualização às 23h13min de 03/03/2011: Ao verificar a enquete no Blog da Folha Regional agora à noite, cerca de 24 horas depois de redigir este post, verifiquei que houve um salto no número de votos, com a disputa se polarizando para o segundo lugar. Esta minha resenha também foi responsável por um aumento no número de acessos, bem maior do que a média diária, figurando entre os posts mais populares deste blog. Sinal de que os internautas – assim como toda a população de Taiobeiras – estão ansiosos por discutir os rumos e os nomes que a sociedade tem a apresentar para as eleições de 2012.

  • Montes-clarenses usam redes sociais da internet para mobilizar o "Fora Tadeu"

    19/02/2011: Montes-clarenses no “Fora Tadeu” em pleno dia
    do aniversário do Prefeito da maior cidade do norte de Minas

    * Do Blog do Luis Carlos Gusmão

    A internet tem tido papel fundamental na luta contra a incompetência e o caos que tomou conta de Montes Claros, na atual administração, sem nenhum comentário da nossa imprensa, que foi quase toda comprada, segundo denúncia do Comitê de Combate à Corrupção de Montes Claros, encaminhada para o Ministério Público, mostrando quanto recebe cada órgão de imprensa na cidade. Uma espécie de mensalinho que a Prefeitura paga para divulgar apenas o que Tadeu manda.

    Montes-clarenses protestam contra caos na administração
    da maior cidade do norte de Minas.

    Por causa disso, a internet através do Facebook, Orkut, Twitter, MSM, E-mails, Blogs e Sites, virou o único meio de mostrar as verdades, que a imprensa esconde. O twitter “O que Tadeu fez”, por exemplo, está sendo o maior fenômeno na cidade, ficando entre os Trending Topics (termos mais citados) do Twitter e chegou ao topo da lista do microblog nas últimas 72 horas. Os montes-clarenses resolveram criar o twitter (O que Tadeu fez?), após o caos que foi instalado na cidade, pelo prefeito Tadeu Leite. Ontem os twitteiros mais acessados destacaram o fenômeno do twitter @oquetadeufez, dentre eles o apresentador do programa CQC, da Band, Marcelo Tas que mandou seu recado: “Alo pessoal de Montes Claros, se vocês querem mesmo se manifestar, tirar prefeito… Tirem a bunda dessa cadeira e já para as ruas!”. Até a apresentadora americana de TV, Oprah Winphrey queria saber quem é esse tal de Tadeu.

    Jovens nas ruas convocados pela internet, enquanto mídia
    tradicional ignorou movimentação.

    A manifestação “Fora Tadeu” aconteceu nesse sábado, 19 na praça Dr. Carlos, com a participação de milhares de jovens, que concentraram na praça Dr. Carlos e saíram pelas ruas de Montes Claros, gritando Fora Tadeu!. A InterTV, TV Gerais, TV Alterosa, Canal 20, Estado de Minas, Jornal de Notícias, Gazeta etc, fingiram que nada estava acontecendo. A única exceção ficou por conta do Hoje em Dia.

  • Crítica: Cordel do Big Brother Brasil

    * Antonio Barreto, cordelista natural de Santa Bárbara (BA), residente em Salvador, grande nome do cordel na Bahia, fez uma literatura de cordel para o programa Big Brother Brasil.

    Curtir o Pedro Bial
    E sentir tanta alegria
    É sinal de que você
    O mau-gosto aprecia
    Dá valor ao que é banal
    É preguiçoso mental

    E adora baixaria.
    Há muito tempo não vejo
    Um programa tão ‘fuleiro’
    Produzido pela Globo
    Visando Ibope e dinheiro
    Que além de alienar
    Vai por certo atrofiar
    A mente do brasileiro.
    Me refiro ao brasileiro
    Que está em formação
    E precisa evoluir
    Através da Educação
    Mas se torna um refém
    Iletrado, ‘zé-ninguém’
    Um escravo da ilusão.
    Em frente à televisão
    Lá está toda a família
    Longe da realidade
    Onde a bobagem fervilha
    Não sabendo essa gente
    Desprovida e inocente
    Desta enorme ‘armadilha’.
    Cuidado, Pedro Bial
    Chega de esculhambação
    Respeite o trabalhador
    Dessa sofrida Nação
    Deixe de chamar de heróis
    Essas girls e esses boys
    Que têm cara de Lezão.
    O seu pai e a sua mãe,
    Querido Pedro Bial,
    São verdadeiros heróis
    E merecem nosso aval
    Pois tiveram que lutar
    Pra manter e te educar
    Com esforço especial.
    Muitos já se sentem mal
    Com seu discurso vazio.
    Pessoas inteligentes
    Se enchem de calafrio
    Porque quando você fala
    A sua palavra é bala
    A ferir o nosso brio.
    Um país como Brasil
    Carente de educação
    Precisa de gente grande
    Para dar boa lição
    Mas você na rede Globo
    Faz esse papel de bobo
    Enganando a Nação…
    Respeite, Pedro Bial
    Nosso povo brasileiro
    Que acorda de madrugada
    E trabalha o dia inteiro
    Dar muito duro, anda rouco
    Paga impostos, ganha pouco:
    Povo HERÓI, povo guerreiro.
    Enquanto a sociedade
    Neste momento atual
    Se preocupa com a crise
    Econômica e social
    Você precisa entender
    Que queremos aprender
    Algo sério – não banal.
    Esse programa da Globo
    Vem nos mostrar sem engano
    Que tudo que ali ocorre
    Parece um zoológico humano
    Onde impera a esperteza
    A malandragem, a baixeza:
    Um cenário sub-humano.
    A moral e a inteligência
    Não são mais valorizadas.
    Os “heróis” protagonizam
    Um mundo de palhaçadas
    Sem critério e sem ética
    Em que vaidade e estética
    São muito mais que louvadas.
    Não se vê força poética
    Nem projeto educativo.
    Um mar de vulgaridade
    Já tornou-se imperativo.
    O que se vê realmente
    É um programa deprimente
    Sem nenhum objetivo.
    Talvez haja objetivo
    “professor”, Pedro Bial
    O que vocês tão querendo
    É injetar o banal
    Deseducando o Brasil
    Nesse Big Brother vil
    De lavagem cerebral.
    Isso é um desserviço
    Mal exemplo à juventude
    Que precisa de esperança
    Educação e atitude
    Porém a mediocridade
    Unida à banalidade
    Faz com que ninguém estude.
    É grande o constrangimento
    De pessoas confinadas
    Num espaço luxuoso
    Curtindo todas baladas:
    Corpos “belos” na piscina
    A gastar adrenalina:
    Nesse mar de palhaçadas.
    Se a intenção da Globo
    É de nos “emburrecer”
    Deixando o povo demente
    Refém do seu poder:
    Pois saiba que a exceção
    (Amantes da educação)
    Vai contestar a valer.
    A você, Pedro Bial
    Um mercador da ilusão
    Junto a poderosa Globo
    Que conduz nossa Nação
    Eu lhe peço esse favor:
    Reflita no seu labor
    E escute seu coração.
    E vocês caros irmãos
    Que estão nessa cegueira
    Não façam mais ligações
    Apoiando essa besteira.
    Não deem sua grana à Globo
    Isso é papel de bobo:
    Fujam dessa baboseira.
    E quando chegar ao fim
    Desse Big Brother vil
    Que em nada contribui
    Para o povo varonil
    Ninguém vai sentir saudade:
    Quem lucra é a sociedade
    Do nosso querido Brasil.
    E saiba, caro leitor
    Que nós somos os culpados
    Porque sai do nosso bolso
    Esses milhões desejados
    Que são ligações diárias
    Bastante desnecessárias
    Pra esses desocupados.
    A loja do BBB
    Vendendo só porcaria
    Enganando muita gente
    Que logo se contagia
    Com tanta futilidade
    Um mar de vulgaridade
    Que nunca terá valia.
    Chega de vulgaridade
    E apelo sexual.
    Não somos só futebol,
    baixaria e carnaval.
    Queremos Educação
    E também evolução
    No mundo espiritual.
    Cadê a cidadania
    Dos nossos educadores
    Dos alunos, dos políticos
    Poetas, trabalhadores?
    Seremos sempre enganados
    e vamos ficar calados
    diante de enganadores?
    Barreto termina assim
    Alertando ao Bial:
    Reveja logo esse equívoco
    Reaja à força do mal…
    Eleve o seu coração
    Tomando uma decisão
    Ou então: siga, animal…

    Nota 1. O titular deste blog informa que não assite mais ao BBB desde a edição número 4. E que não sentiu falta. Pelo contrário, sente-se bem mais livre e inteligente em relação a esta Big Baixaria.

    Nota 2. A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) lançou nesta sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011, uma nota condendando a torpeza dos chamados “Reality Shows”, incluido nesta categoria o tal BBB. Leia a nota dos bispos católicos clicando aqui.

  • CNBB evita discutir aborto em 1º encontro com Dilma

    * Breno Costa & Ana Flor, de Brasília (DF) na Folha Online

    No primeiro encontro com a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) após a polêmica em relação ao aborto durante a campanha eleitoral, a presidente Dilma Rousseff foi poupada de cobranças em relação ao tema.

    Segundo o presidente da entidade, dom Geraldo Lyrio Rocha, o assunto não foi tratado no encontro realizado na tarde desta quinta-feira (17) no Palácio do Planalto. Durante a campanha, um braço da CNBB, a Regional Sul 1, chegou a distribuir panfletos pregando voto contrário a quem defende a descriminalização do aborto e com críticas ao PT.
    D. Geraldo Lyrio, presidente da CNBB e
    a Presidenta Dilma Rousseff

    No primeiro encontro com a CNBB após a polêmica sobre aborto, Dilma Rousseff foi poupada de cobranças do tema

    A polêmica, que passou a nortear a disputa entre Dilma e José Serra (PSDB) no segundo turno, levou a então candidata petista a prometer que, se eleita, não proporia “alterações de pontos que tratem da legislação do aborto”. Hoje, o aborto é permitido apenas em casos de estupro e risco de vida para a mãe.

    De acordo com o arcebispo, ele levou uma pauta de “preocupações” da CNBB relativas às reformas política e agrária e às mudanças no Código Florestal, além de propostas de parcerias para a erradicação da miséria e em trabalhos sociais voltados a portadores do vírus HIV, dependentes de drogas e deficientes físicos.

    O secretário-geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, que também participou da audiência com Dilma, contou ter se reunido ontem, a convite da CNBB, com a ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos).

    Segundo Barbosa, o PNDH-3 (Plano Nacional de Direitos Humanos) foi abordado. Na primeira versão do plano, posteriormente alterada, a descriminalização do aborto estava presente. No entanto, dom Dimas disse que a questão do aborto não foi objeto de discussão específica.

    “Me parece que esse tema [aborto] já foi encerrado durante a campanha”, disse o bispo.
  • Eleições no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Taiobeiras: resultado

    Geraldo, presidente-eleito
    do STR Taiobeiras
    Neste sábado, 12 de fevereiro, ocorreram as eleições para a renovação da presidência e da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Taiobeiras.


    Candidato Síndio Sena
    Apuradas as oito urnas, o resultado foi o seguinte: Geraldo Caldeira Barbosa, o Geraldim da Comunidade de Manteiga, venceu para presidente com 847 votos, derrotando Síndio Inácio de Sena, que alcançou 272 votos. Quarenta e uma pessoas votaram nulo e, sete, em branco. Consequentemente venceu a chapa número 1 para a composição da diretoria, uma vez que o voto para presidente é vinculado ao na diretoria.


    Diretoria-eleita do STR Taiobeiras.
    O mandato sindical dura quatro anos. Este blog deseja sucesso ao trabalho da nova direção do STR de Taiobeiras. Que a luta pela emancipação dos trabalhadores seja a principal bandeira e o sentido concreto de sua atuação.