Publicado no Jornal Folha Regional, página 3, ano VIII, edição n. 176, janeiro de 2011.
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Artigo do Levon: O ano que começa…
O ano novo chegou trágico em Taiobeiras. A morte de cinco cidadãos de nossa cidade em um acidente de trânsito na BR-251, em pleno dia três de janeiro de 2011, colocou em pauta não somente a dor da perda, mas também o valor da vida humana e as questões prático-políticas que demandam maior atenção da sociedade.Aprendemos com a tragédia o quão frágeis somos diante daquilo que nós mesmos criamos. Rodovias e máquinas automotoras deveriam estar ao nosso serviço. De modo algum poderiam se transformar em nossos carrascos a nos conduzirem à fatalidade e à destruição material.Amargamente, com as perdas, nos vimos diante da pequenez de nossa condição humana. Nossos planos se esvaem em segundos, diante da brutalidade do acaso da física (ou da conjuntura humanamente criada). Amigos e parentes nos são tirados num piscar de olhos. Nossas crenças são desafiadas. Nossos corações dilacerados. Mais do que nunca, nossa esperança é testada e compelida a avançar.Do ponto de vista social e político, é preciso agir no campo humano para tentar evitar que o acaso (ou o contexto) tripudie de nós outra vez. A sociedade precisa se organizar. Ela tem de exigir a quem de direito que providências sejam tomadas, de modo a alcançar maior segurança em nossas estradas. A bandeira pela duplicação da BR-251 se ergueu. Não pode ser baixada pelo esquecimento ou pela falta de memória histórica. Não pode ser tomada em vão por oportunistas e estratégicas confabulações de manutenção do poder político “de sempre” e em plantão contínuo. Deve fazer parte das preocupações amorosas de cada pessoa de boa vontade.Aos parentes, os que mais sofreram (e sofrem ainda) com a perda sem explicação plausível às nossas mentes e corações limitados pela humanidade, que recebam o carinho de todos nós, igualmente frágeis e irmanados na condição de pequenos seres que povoamos este imenso “universo” chamado Terra. E, ainda assim, que este ano de 2011 seja para nós um tempo de esperança no que há de vir. -
Memorial da Juventude de Taiobeiras: apresentação
* Referente às páginas 13 e 14 do livro Memorial da Juventude de Taiobeiras (Ação Microprojetos Mais Cultura – Governo Federal, Ministério da Cultura, Funarte, Instituto Nordeste Cidadania, Banco do Nordeste e Governo de Minas). Texto de Levon do Nascimento.Aparentemente as expressões “Memorial” e “Juventude” não se ligam uma à outra. Geralmente, a memória é coisa de quem tem mais idade e fica recordando os fatos do passado; e juventude representa o início, o projeto de futuro, aquele momento em que, muitas vezes, o passado não importa; valor mesmo tem é o presente no qual se constrói o futuro.
Mesmo assim, resolvemos levar adiante a noção de que em todo tempo há “Juventude”. E que, apesar das características de cada época, a juventude tem traços em comum que vão além do tempo em que se é jovem. São eles: a alegria, a disponibilidade, o entusiasmo, a capacidade de sonhar e fazer com rapidez, a irreverência… Tudo isto, sem se apegar a dogmas, tradicionalismos ou autoritarismos impostos pela sociedade.
É esta capacidade de fazer e amar; sorrir e construir; dançar e cantar, que queremos tornar perene neste trabalho. Queremos criar uma memória coletiva, afetiva e comum de todas as juventudes sonhadoras, lutadoras e transformadoras; de todos os tempos da história de Taiobeiras.
Queremos olhar pela janela desta história e enxergar no rosto do jovem dos anos 80 do século XX, com suas roupas e penteados da época, a mesma emoção de um jovem da primeira década do século XXI. E
assim, fazer a comparação entre os desejos e as visões de mundo de uma época e de outra.
Taiobeiras sempre teve uma juventude sonhadora, capaz e atuante. Uma juventude que nunca se conformou com as regras impostas pela sociedade. Juventude alerta aos problemas e sofrimentos do próximo. Juventude festiva e irradiante de uma fé na vida, no sagrado, nos irmãos e irmãs, no progresso e no planeta.
Este “Memorial da Juventude de Taiobeiras” é uma janela por onde os jovens de todos os tempos poderão mirar seus sonhos, suas lutas, seus valores, sua dedicação e, assim, reencontrarem-se consigo mesmos e, mais uma vez, com alegria juvenil, assumir suas vocações para o bem comum, para a vida em comunidade, para a transformação do mundo em uma sociedade mais justa, humana e solidária.
Taiobeiras precisa inebriar-se de sua juventude. Juventude de todos os tempos. E uma vez inebriando-se, refletir em suas ações a irreverência saudável, a inocência utópica, a coerência revolucionária e a crença sem medo: valores próprios do universo juvenil.O livro MEMORIAL DA JUVENTUDE DE TAIOBEIRAS pode ser adquirido por R$ 20,00 (vinte reais) na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Taiobeiras, na Rua Conrado Rocha, 255, no centro de Taiobeiras.
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Campanha da Fraternidade 2011: a Vida no Planeta
* Do site da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil)“A Campanha da Fraternidade deste ano (2011), reflete a questão ecológica, com foco, sobretudo, no problema das mudanças climáticas. Ela se coloca em sintonia com uma cultura que está se expandindo cada vez mais, em todo o mundo, de respeito pelo meio ambiente e do lugar em que Deus nos coloca, não só para vivermos e convivermos, mas também para fazer deste o paraíso com o qual tanto sonhamos”, disse dom Dimas [Lara Barbosa, Secretário Geral da CNBB].O secretário Executivo da Campanha da Fraternidade, padre Luiz Carlos Dias, presenteou os jornalistas com um texto-base da Campanha, documento que aprofundada o tema proposto. “O objetivo da campanha é de contribuir para a conscientização das comunidades cristãs e pessoas de boa vontade sobre a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas, e motivá-las a participarem dos debates e ações que visam enfrentar o problema e preservar as condições de vida no planeta”, declarou o padre.A Campanha da Fraternidade terá início na Quarta-feira de Cinzas, 9 de março de 2011, e se estende por toda a Quaresma. -
Debate: a progressão continuada em Minas
Faça parte do debate sobre a progressão continuada (passar de ano, mesmo sem ter sido aprovado em algumas matérias e fazer dependência no ano seguinte) nas escolas de Minas Gerais no Blog do Luis Nassif.
Clique aqui: Progressão continuada em Minas.
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Presidenta, sim!
Por Marcos Bagno, na CartaCapitalO Brasil ainda está longe da feminização da língua ocorrida em outros lugares. Dilma Rousseff adotou a forma “presidenta”, que assim seja chamadaSe uma mulher e seu cachorro estão atravessando a rua e um motorista embriagado atinge essa senhora e seu cão, o que vamos encontrar no noticiário é o seguinte: “Mulher e cachorro são atropelados por motorista bêbado”. Não é impressionante? Basta um cachorro para fazer sumir a especificidade feminina de uma mulher e jogá-la dentro da forma supostamente “neutra” do masculino. Se alguém tem um filho e oito filhas, vai dizer que tem nove filhos. Quer dizer que a língua é machista? Não, a língua não é machista, porque a língua não existe: o que existe são falantes da língua, gente de carne e osso que determina os destinos do idioma. E como os destinos do idioma, e da sociedade, têm sido determinados desde a pré-história pelos homens, não admira que a marca desse predomínio masculino tenha sido inscrustada na gramática das línguas.Somente no século XX as mulheres puderam começar a lutar por seus direitos e a exigir, inclusive, que fossem adotadas formas novas em diferentes línguas para acabar com a discriminação multimilenar. Em francês, as profissões, que sempre tiveram forma exclusivamente masculina, passaram a ter seu correspondente feminino, principalmente no francês do Canadá, país incomparavelmente mais democrático e moderno do que a França. Em muitas sociedades desapareceu a distinção entre “senhorita” e “senhora”, já que nunca houve forma específica para o homem não casado, como se o casamento fosse o destino único e possível para todas as mulheres. É claro que isso não aconteceu em todo o mundo, e muitos judeus continuam hoje em dia a rezar a oração que diz “obrigado, Senhor, por eu não ter nascido mulher”.Agora que temos uma mulher na presidência da República, e não o tucano com cara de vampiro que se tornou o apóstolo da direita mais conservadora, vemos que o Brasil ainda está longe da feminização da língua ocorrida em outros lugares. Dilma Rousseff adotou a forma presidenta, oficializou essa forma em todas as instâncias do governo e deixou claro que é assim que deseja ser chamada. Mas o que faz a nossa “grande imprensa”? Por decisão própria, com raríssimas exceções, como CartaCapital, decide usar única e exclusivamente presidente. E chovem as perguntas das pessoas que têm preguiça de abrir um dicionário ou uma boa gramática: é certo ou é errado? Os dicionários e as gramáticas trazem, preto no branco, a forma presidenta. Mas ainda que não trouxessem, ela estaria perfeitamente de acordo com as regras de formação de palavras da língua.
Assim procederam os chilenos com a presidenta Bachelet, os nicaraguenses com a presidenta Violeta Chamorro, assim procedem os argentinos com a presidenta Cristina K. e os costarricenses com a presidenta Laura Chinchilla Miranda. Mas aqui no Brasil, a “grande mídia” se recusa terminantemente a reconhecer que uma mulher na presidência é um fato extraordinário e que, justamente por isso, merece ser designado por uma forma marcadamente distinta, que é presidenta. O bobo-alegre que desorienta a Folha de S.Paulo em questões de língua declarou que a forma presidenta ia causar “estranheza nos leitores”. Desde quando ele conhece a opinião de todos os leitores do jornal? E por que causaria estranheza aos leitores se aos eleitores não causou estranheza votar na presidenta?Como diria nosso herói Macunaíma: “Ai, que preguiça…” Mas de uma coisa eu tenho sérias desconfianças: se fosse uma candidata do PSDB que tivesse sido eleita e pedisse para ser chamada de presidenta, a nossa “grande mídia” conservadora decerto não hesitaria em atender a essa solicitação. Ou quem sabe até mesmo a candidata verde por fora e azul por dentro, defensora de tantas ideias retrógradas, seria agraciada com esse obséquio se o pedisse. Estranheza? Nenhuma, diante do que essa mesma imprensa fez durante a campanha. É a exasperação da mídia, umbilicalmente ligada às camadas dominantes, que tenta, nem que seja por um simples -e no lugar de um -a, continuar sua torpe missão de desinformação e distorção da opinião pública.Marcos Bagno é professor de Linguística na Universidade de Brasília -
Lugares: Feirinha do Morro (Condeúba – BA)
Bem no dia de Natal (25/12/2010), eu passei por este vilarejo chamado Feirinha do Morro, no município de Condeúba, sudoeste baiano. Até aí nada especial. Parece um como tantos outros do interiorzão do Brasil. Mas para mim, conta um bocado. Nas várias histórias que cresci ouvindo, meu padrinhos sempre falaram (e falam) que iam a este lugar, no domingo (isto mesmo, no domingo) “fazer” a feira e encontrar os conhecidos. Além de comprar, também iam vender as “coisas da roça” por eles produzidas. Tinham acesso “às novidades” do mundo ali.
A rigor, a Feirinha, como é chamada, nada tem de especial. Pelo contrário, parece que parou no tempo. Estando lá, a não ser pelos carros com placa de São Paulo (migração!), antenas parabólicas e cobertura de zinco do galpão onde acontece a feira dominical, tem-se a impressão de estar na década de 40 do século passado, sem brincadeira.
Mas compartilho com vocês, justamente por fazer parte da memória coletiva, afetiva e histórica do meu povo. Quantas memórias, de nossos pais e avós, também contadas em nossa infância não poderiam ser resgatadas com visitas às “feirinhas” da vida?
Ah, o nome Feirinha do Morro provavelmente se deve à feira popular já mencionada. Também ao fato do vilarejo ficar próximo daquele Morro de Condeúba, do qual já falei aqui no blog e que, até o início desta semana, era a imagem de topo deste blog. Agora está lá no rodapé. Confira.
< Veja também a Feirinha do Morro no Google Mapas:
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Teólogo José Comblin: "A Igreja abandonou as classes populares"

José Comblin Matéria enviada através de e-mail por Sônia Gomes de Oliveira, da Coordenação de CEBs da Arquidiocese de Montes Claros (MG).José Comblin (foto), um dos criadores da Teologia da Libertação, afirmou que a eleição de João Paulo II e de Bento XVI foi manejada pelo Opus Dei “praticando a chantagem, intimidando os cardeais”, e que na América Latina o Papa “é mais divino do que Deus”. Comblin, belga que vive no Brasil e acaba de visitar o Chile, país em que esteve exilado em 1972, durante o governo da Unidade Popular, explicou ainda que os teólogos da libertação têm hoje mais de 80 anos e “não apareceu uma nova geração” que desse continuidade a esse pensamento.A reportagem é do sítio Religión Digital, 05-01-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.“A repressão foi muito forte, terrível, e a ditadura do Papa aqui na América Latina é total e global. Aqui, pode-se criticar Deus, mas não o Papa. O Papa é mais divino do que Deus”, asseverou o teólogo.Segundo Comblin, a Igreja Católica “abandonou as classes populares, salvo os velhos e algumas relíquias do passado”.“Hoje, as universidades e os colégios católicos são para a burguesia. O porvir da América Latina é ser um continente evangélico protestante, salvo sua classe alta. Assim, a Opus Dei e os Legionários de Cristo e todas essas associações que existem de ultradireita vão crescendo nesse setor”, opinou, em declarações no Chile à revista El Periodista.“Onde há um ou dois bispos da Opus Dei no episcopado, intimidam a todos os demais. Os outros ficam calados e só um fala. Esse é um problema de psicologia típico de ditaduras”, defendeu.Segundo Comblin, “foi a Opus el que elegeu João Paulo II e o atual, praticando a chantagem, intimidando os cardeais. O próximo Papa será igual porque a Opus tem um poder muito forte”.O teólogo, de 87 anos, defende que Deus está “em La Victoria e em La Legua (dois bairros populares de Santiago) e na prisão, mas de Roma desapareceu há muito tempo”.“Agora, sempre fica mais claro que o problema é o Papa, ou seja, a função do Papa, uma ditadura implacável com muitas formas de doçura e amabilidade, mas implacável”, defendeu.Comblin defendeu que “o porvir do cristianismo está na China, Coreia, Filipinas, Indonésia. Estima-se que só na China há 130 milhões de cristãos martirizados, porque estão praticamente perseguidos”.O teólogo criticou a eventual canonização de João Paulo II porque seu papado “foi catastrófico”.“Todos os que fizeram sua carreira com ele puderam ser cardeais, apesar de sua mediocridade pessoal. Não mereciam nada, mas ele os promoveu. Claro que agora querem canonizá-lo! Uma vez que canonizaram Escrivá, todo mundo sabe que se pode ser santo sem ter virtude alguma”, destacou.Sobre a Opus Dei e os Legionários de Cristo, Comblin afirmou que “têm a confiança da Cúria Romana e depois representam a plena liberdade dada a personalidades que são como os grandes Rockefeller, os conquistadores”.“Como Escrivá de Balaguer, que era um capitalista, o homem que vai triunfar, que vai desfrutar o mundo, que vai ganhar, ser rico, poderoso e que é capaz de criar pessoas totalmente subordinadas, soldados com mentalidade de soldado, esses são todos homens deformados psicologicamente, como são os futuros ditadores”, detalhou.Depois de recordar que do mexicano Marcial Maciel, dos Legionários de Cristo, foi descoberta uma vida paralela e uma fortuna de 50 bilhões de dólares, afirmou que “sua chantagem, sua palavra e sua exigência chegaram aos milionários”.“Hoje, os que trabalharam com ele, seus colaboradores, todos dizem e afirmam que não sabiam nada da vida paralela (de Maciel). Como? Trabalham 40 anos com ele e não sabem de nada, que ele tem uma família, três filhos, que praticou a pedofilia com as crianças, alunos de sua formação, de seus colégios, que tinha um mundo de amantes. Não sabiam de tudo isso? Supõe-se, então, que eles são cúmplices e também têm uma vida paralela”, concluiu. -
Papa Bento 16: Deus é o responsável pelo Big Bang

Papa Bento 16 em fotografia de Vincenzo Pint/AFP A mente de Deus esteve por trás de teorias científicas complexas como a do Big Bang, e os cristãos devem rejeitar a ideia de que o Universo tenha surgido por acaso, disse o papa Bento 16 nesta quinta-feira.“O Universo não é fruto do acaso, como alguns querem que acreditemos”, disse Bento 16 no dia em que os cristãos celebram a Epifania – a Bíblia diz que os três reis magos, seguindo uma estrela, chegaram ao lugar onde Jesus nasceu.“Contemplando (o Universo), somos convidados a enxergar algo profundo nele: a sabedoria do Criador, a criatividade inesgotável de Deus”, disse o papa em sermão para 10 mil fiéis na Basílica de São Pedro.Nas ocasiões anteriores em que o papa falou sobre a evolução, ele raramente voltou atrás no tempo para discutir conceitos específicos como o do Big Bang, que cientistas acreditam tenha levado à formação do Universo, cerca de 13,7 bilhões de anos atrás.Pesquisadores da Cern (sigla francesa de Organização Européia de Pesquisa Nuclear, em Genebra) vêm esmagando prótons em velocidade quase igual à da luz para simular as condições que, acreditam, teriam dado origem ao Universo primordial, do qual terminaram por emergir as estrelas, os planetas e a vida na Terra – e possivelmente em outros lugares também.Alguns ateus afirmam que a ciência pode provar que Deus não existe, mas o papa disse que algumas teorias científicas são “mentalmente limitadoras” porque “chegam apenas até certo ponto (…) e não conseguem explicar a realidade última (…)”.PERGUNTAS SEM RESPOSTASO papa declarou que as teorias científicas sobre a origem e o desenvolvimento do Universo e dos humanos, embora não entrem em conflito com a fé, deixam muitas perguntas sem resposta.“Na beleza do mundo, em seu mistério, sua grandeza e sua racionalidade (…), só podemos nos deixar ser guiados em direção a Deus, criador do Céu e da Terra”, disse ele.Bento 16 e seu predecessor, João Paulo 2º, procuram despir a Igreja da imagem de ser contrária à ciência – rótulo que ela ganhou quando condenou Galileu por ensinar que a Terra gira em volta do Sol, contestando as palavras da Bíblia.Galileu foi reabilitado, e hoje a Igreja também aceita a evolução como teoria científica e não vê razão pela qual Deus não possa ter empregado um processo evolutivo natural para formar a espécie humana.A Igreja Católica deixou de ensinar o criacionismo – a ideia de que Deus teria criado o mundo em seis dias, conforme descrito na Bíblia – e diz que o relato bíblico do livro do Gênesis é uma alegoria para explicar como Deus criou o mundo.Mas a Igreja é contra o uso da evolução para respaldar uma filosofia ateia que nega a existência de Deus ou qualquer participação divina na criação. Ela também é contra o uso do livro do Gênesis como texto científico.OUTRO ASSUNTO -
História de Taiobeiras: a enquete do blog
Quebrando definitivamente minha proposta de “dar um tempo” nos posts (confira aqui), publico o resultado da enquete que realizei durante todo o segundo semestre de 2010, na qual perguntei qual “fato histórico” de Taiobeiras mereceria ser especialmente contado num livo.
Relembre o post de inauguração da enquete clicando aqui.
Agora veja o resultado aí abaixo.
A era populista de Joel35 (25%)A era neoliberal de Denerval27 (19%)A eleição de Dona Lia para prefeita6 (4%)O assassinato de Tezinho em 198127 (19%)O assassinato de Martinho Rego em 19116 (4%)A passagem da Coluna Prestes em 192614 (10%)A festa social e religiosa de Maio17 (12%)A trajetória esquerdista de Zé da Máquina5 (3%)Esteja à vontade para comentar ou propor outros fatos históricos que, na sua opinião, mereceriam ser destacados. Vamos valorizar a história do novo povo!
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Luto em Taiobeiras
Lamento profundamente a morte de 5 (cinco) cidadãos taiobeirenses ocorrida na manhã desta segunda-feira, 3 de janeiro de 2011, por volta das 7 horas da manhã em um acidente automobilístico na BR-251, Km 413 , na zona rural de Grão Mogol (MG), na direção de Montes Claros, numa colisão com uma carreta Scania com placa de Piracicaba (SP).
As vítimas estavam no veículo do taxista taiobeirense Divaldo Santanta, que também está entre os mortos.
Peço a Deus pelas famílias, para que sejam confortadas e amparadas.
Veja o Boletim do Corpo de Bombeiros Militares de Minas Gerais clicando aqui.
Outras fontes de informação
Jornal Estado de Minas
Sala de Imprensa dos Bombeiros Militares de Minas Gerais
Jornal Hoje em Dia
Blog do Banu
MontesClaros.com -
A molecada "de elite" que quer matar Dilma
Eu confesso que queria iniciar 2011 com um post mais feliz aqui neste blog, mas a realidade crua do fanatismo despertado pela mídia e por setores autoritários da política e da sociedade brasileiras me fazem apresentar esta brilhante reflexão do jornalista Luís Nassif para vocês. Levon.
Por Luís Nassif em seu BlogNo dia 1º o excelente blog “Curso Básico de Jornalismo Manipulativo” publicou a nota abaixo, sucinta, com o título dizendo tudo: “A perigosa catarse da oposição derrotada”.. Ontem, o nosso colega Eduardo Guimarães iniciou uma campanha contra os jovens agressivos apontados pelo Blog.Fico com a conclusão sucinta do Blog. A responsabilidade por essa maluquice que tomou conta do país é de quem conduziu a campanha de catarse e o papel irresponsável da velha mídia, de esquecer de suas responsabilidades com a opinião pública e promover clima propício a linchamentos. Para vencer atropelaram princípios civilizatórios e a missão principal da mídia, que é ser um foco de racionalidade contra o caos trazido pela má informação.Sem essa loucura, gradativamente o país está voltando ao normal. De repente pessoas que achavam que Dilma era assassina começam a evocar outro mantra midiático – o de que, por ter diploma, é melhor que Lula, e outras sandices típicas de quem só consegue entender papel da mídia como difusor de slogans que impedem o raciocínio.A rapaziada selvagem abaixo não deve ser criminalizada. Merece um bom susto e palmadas dos pais. A responsabilidade é de que os levou a trilhar esse caminho de ódio. -
Valeu, Lula! 3
Neste fim de 2010, minha homensagem ao melhor Presidente da República que o Brasil já teve em toda a sua história, o nordestino, o metalúrgico, o sindicalista, o petista, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA… Valeu, Presidente LULA!
Leia também: “Valéria Borborema: Lula é o chefe de estado mais bem avaliado do mundo“.
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Valeu, Lula! 2
Neste fim de 2010, minha homensagem ao melhor Presidente da República que o Brasil já teve em toda a sua história, o nordestino, o metalúrgico, o sindicalista, o petista, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA… Valeu, Presidente LULA!
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Valeu, Lula!
Neste fim de 2010, minha homenagem ao melhor Presidente da República que o Brasil já teve em toda a sua história, o nordestino, o metalúrgico, o sindicalista, o petista, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA…. Valeu, Presidente LULA! -
Último pronunciamento do Presidente Lula
Olha eu aqui quebrando minha abstinência de internet e postando no blog na véspera do Natal. Mas vale a pena. É para registrar e compartilhar com vocês o vídeo do último pronunciamento de Luíz Inácio Lula da Silva como Presidente da República Federativa do Brasil.
O pronunciamento em questão foi ao ar ontem (23/12/2010) à noite em cadeia de rádio e televisão. Bastante emotivo, o presidente Lula se despede dos brasileiros e do cargo máximo da nação.
Em poucas palavras, apesar das limitações de seu governo, posso dizer que Lula é uma das raras figuras políticas, dentre as tantas nas quais eu já acreditei, que posso dizer que não me decepcionou. Lula é o maior político da história do Brasil. Com certeza, o melhor presidente que já tivemos neste país.
Sinto-me feliz e honrado por ter votado nele todas as vezes em que foi candidato, desde que obtive o Título de Eleitor. Valeu muito! Estou também orgulhoso de ser testemunha ocular deste momento histórico do Brasil: alguém proveniente das camadas pobres da sociedade que chegou à presidência de um dos países mais injustos e elitistas da Terra, governou bem e entregou o poder ao final do mandato com aprovação recorde. Se Deus quiser, levarei isto comigo para compartilhar com as futuras gerações.
Obrigado PRESIDENTE LULA (para sempre)!
Assista ao vídeo.
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Comunicado a todos(as)
Olá amigos e amigas,
Agradeço a todos(as) que acompanharam este blog durante este ano de 2010. Com certeza, estreitamos muito a transmissão de conhecimentos e informações, sobretudo a respeito de Taiobeiras, do Alto Rio Pardo e da política, de um modo geral. Muito obrigado de coração. A todos Feliz Natal. Que 2011 seja ainda de maior entrosamento.
A minha pretensão é manter uma certa distância do blog por pelo menos um mês, ou seja, até 18 de janeiro de 2011. Mas, se houver assunto que mereça um post, aqui estarei eu.
Um abraço a todos(as).
Levon
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100 anos da Arquidiocese de Montes Claros, hoje
Hoje, 10 de dezembro de 2010, a Arquidiocese de Montes Claros completa 100 anos de criação pelo Papa Pio X. Conheça mais:
Oração do Centenário
Hino do Centenário I
Hino do Centenário II
Blog em preparação à 2ª Assembleia Arquidiocesana de Pastoral
Site da Arquidiocese de Montes Claros
História da Arquidiocese de Montes ClarosUma diocese, também chamada de Igreja Particular, é a circunscrição territorial-eclesiástica da Igreja Católica comandada por um bispo. É equivalente, em termos históricos, às primeiras igrejas submetidas ao pastoreio dos apóstolos de Cristo. Quando a diocese passa a ter um tribunal eclesiástico (como Montes Claros, em 2001), é elevada à condição de Arquidiocese. Nesta situação, seu pastor torna-se Arcebispo. A Arquidiocese de Montes Claros é uma das maiores, em extensão territorial, de Minas Gerais.
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Vídeo Memorial da Juventude de Taiobeiras no You Tube
Veja o vídeo que produzimos para a cerimônia de lançamento do livro Memorial da Juventude de Taiobeiras, ocorrida em 3 de dezembro de 2010, na Câmara Municipal de Taiobeiras. Ele está disponível no site You Tube. Divulgue.
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Lançamento do Memorial da Juventude de Taiobeiras
Livros de autoria de Levon do Nascimento Na noite de 03 de dezembro de 2010 foi lançado o livro-fotográfico Memorial da Juventude de Taiobeiras na Câmara Municipal da cidade. Este livro, fruto de um microprojeto encaminhado ao Edital Mais Cultura (Ministério da Cultura, Banco do Nordeste e outros parceiros) para o Semiárido em 2009, foi editado por Flaviana Costa Sena Nascimento e Levon do Nascimento. Resgata as fotografias e a memória histórica dos grupos de jovens, da Pastoral da Juventude e dos projetos pedagógicos voltados para a formação da juventude de Taiobeiras no período entre 1975 e 2010.
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Artigo do Levon: O que somos e o que imaginamos ser
* Publicado no Jornal Folha Regional, ano VIII, n. 183, dezembro de 2010.A vitória de José Serra em Taiobeiras – único município do norte de Minas onde tal fenômeno ocorreu – deve ser analisada além da ideia predominante, segundo a qual o prefeito local foi o grande cabo eleitoral do tucano. Na verdade, as classes sociais são muito bem definidas em Taiobeiras. Há uma parcela pequena da sociedade que de fato detém a posse completa dos bens materiais e a usufrui de forma contundente. Esta sempre esteve com Serra, ou melhor, nunca esteve com o PT.Na outra ponta do cabo de guerra societário, uma grande parcela da população vive em outro mundo. São os despossuídos dos bens materiais e culturais da civilização. Cumprem o papel determinista de expectadores da luxuriosa manifestação dos senhores desta terra.A questão está no meio. Há um grande setor da população, razoavelmente instruído para os padrões norte-mineiros, que é composto de assalariados com poder de compra um pouco mais acrescido. Consumidores ávidos de bens físicos e simbólicos, apesar da condição operária de seus contracheques ou carteiras de trabalho, se identificam, se associam ou se sentem como integrantes da classe proprietária. Seria uma “classe média” iludida. Na verdade é operária, mas pensa e age como patroa. Alienação e fetiche, na perfeita definição de Marx. Nada mais do que isso. Este setor intermediário tenta, por meio da bajulação, igualar-se aos grandes detentores, pelo menos simbolicamente e/ou ideologicamente. E age sem nenhuma solidariedade para com aqueles a quem consideram subalternos.Essa gente lamenta profundamente o Bolsa Família, desconhece o significado de Direitos Humanos, não percebe que Taiobeiras recebeu inúmeros investimentos do Governo Federal na Era Lula (rede de esgoto e estação de tratamento, CEO, Escola Família Agrícola, agências do INSS e da Caixa, reforma do mercado, telecentros, projetos culturais, etc.), como “nunca antes na história deste” município. Também tem verdadeira fobia de questões que a levem a queimar a massa cinzenta com algum raciocínio mais complexo, tais como: a questão do aborto como política de saúde pública, a busca de saber como instrumento de elevação da pessoa humana e não somente como meio para o alcance de dinheiro e poder, a homossexualidade (a não ser o deboche), a consciência negra e o racismo, a política de cotas universitárias (quando não lhes é útil) e a questão ambiental ou de reforma agrária (MST ou defesa do cerrado, “Deus me livre!”).E o pior é que este grupo influencia a camada mais humilde e sofrida por meio da propagação do medo, da ridicularização daqueles que assumem papel de protagonistas-reflexivos e do discurso determinista. Uma comunidade que repete teses e ideias fundamentalistas e preconceituosas, sem discernimento crítico, impondo-as por meio da prática ou do discurso, não pode ainda ser considerada culturalmente desenvolvida ou socialmente educada.Daí se entende a vitória de Serra em Taiobeiras. Sabe-se que a campanha do candidato tucano não se destacou por apresentar um plano de governo lógico ao Brasil. Pautou-se em público por esconder seu passado privatizador na Era FHC e por agredir a candidata de Lula. Nos subterrâneos da internet e nos segmentos minoritários fanáticos, tanto católicos quanto de outras igrejas cristãs, partiu para a deformação (não informação) esdrúxula de temas como aborto, terrorismo, satanismo e banditismo. Xingaram a candidata Dilma de tudo. Só não apresentaram um projeto melhor do que o dela. O que não colou na maioria do Brasil, em Taiobeiras, para setores que se imaginam bem informados, ainda é tido como a mais pura expressão da verdade. Taiobeiras foi terreno fértil para a propagação de todas as armações de baixo calão e pouco QI tramadas contra a candidatura da esquerda.A vitória do PT no Brasil foi inequívoca. Mesmo com as limitações inerentes a qualquer processo político, foi o reconhecimento do projeto mais viável para o país. Em Taiobeiras, quase metade dos votos válidos, 47,37%, foram dados à candidata petista, sinalizando imensas possibilidades de avanço progressista no tecido social. Há esperanças de transformação.As críticas que faço, neste artigo, às características culturais da sociedade taiobeirense, amparado nos resultados eleitorais, vão muito além deles e de seus interesses imediatos. São, em verdade, questionamentos a costumes e práticas poucos saudáveis numa democracia. Somente diante do espelho da crítica, incômodo e impertinente, uma sociedade pode avançar e crescer ideologicamente. É o que desejo.









