Blog

  • A minha religião

    A minha religião é essa, da qual fez parte Dom Helder Câmara.
    É uma religião que tem tudo a ver com Jesus Cristo. E não estou falando de instituição ou “denominação”.
  • O jogo da desinformação na CPI Cachoeira, por Luís Nassif

    Autor:

    Mais que uma disputa política, a CPI de Cachoeira será uma guerra de informações – como já se nota. Todos os expedientes de manipulação da informação serão utilizados: o ocultamento de informações que não interessam a um dos lados; a escandalização de informações irrelevantes; as conclusões impossíveis em cima de diálogos neutros etc.

    É importante que não se entre nesse jogo, seja para defender amigos ou atingir adversários. Fazer esse jogo significará entrar no campo da desinformação tão pretendido por quem não quer esclarecer, apenas confundir.

    Alguns exemplos:

    1. Foram flagradas conversas de Protógenes com Dadá. Ora, é público que Dadá colaborou da Operação Satiagraha. Portanto, conversa em si não significa nada. O que significa é seu conteúdo. Até agora não apareceu nada que mostrasse vinculação de Protógenes com Cachoeira.


    2. O emprego dado por Aécio a uma sobrinha de Cachoeira. Ora, o pedido foi feito por Demóstenes Torres, senador, o herói da mídia, o cavaleiro sem jaça. Demóstenes não anunciou que era prima de Cachoeira, chefe de quadrilha, seu financiador. Os problemas de Aécio estão fora da CPI: o caso das suas rádios em BH, por exemplo.

    3. Conversas de representantes da Delta com autoridades em geral, seja em qualquer estado ou departamento for, a não ser que revelem claramente objetivos criminosos.

    Em meu “O Jornalismo dos anos 90” publico um manual completo de expedientes manipulatórios da mídia. Um deles é justamente este: menciona um diálogo grampeado e tiram-se conclusões da conversa que nada têm a ver com seu conteúdo original.

    O fato de Aécio ter virado alvo não é sinal nenhum de isenção da velha mídia. Fosse isenta estaria analisando os fatores que levaram Cachoeira a optar, em 1999, a esquentar seu dinheiro em laboratórios de genéricos em Anápolis, assim como as críticas dos especialistas à Lei dos Genéricos: todos apoiaram seus princípios mas não entenderam a pressa com quem foi implementada, prejudicando em muito sua eficácia.

    Vamos tentar transformar esse pedaço, o Blog, em um local de filtragem técnica das notícias e de montagem de quebra-cabeças mais sofisticados do que esse mero exercício de tirar conclusões taxativas de diálogos inócuos.
  • Dilma libera recursos para enfrentamento dos efeitos da seca

    Efeitos da seca e da ação abusiva do ser humano sobre o
    Rio Pardo, na altura de Berizal (MG)
    Do Dilma.com.br

    A presidenta Dilma Rousseff anunciou hoje os projetos selecionados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para transporte nas cidades com mais de 700 mil habitantes. Serão R$ 32 bilhões investidos nos próximos anos, sendo R$ 22 bilhões do governo federal destinados aos governos estaduais e prefeituras.

     “O Brasil tem que investir em metrô. Antes, as cidades não tinham condições de fazer isso porque era muito caro. Hoje, os governadores têm enorme dificuldade para construir metrôs com a cidade funcionando. É um duplo desafio”, disse a presidenta.

    Ontem, Dilma se reuniu com os governadores da região Nordeste e disse que serão liberados 2,7 bilhões para combate aos efeitos da seca. As medidas serão: concessão de crédito para pequenos produtores, expansão da rede de água, antecipação dos recursos do programa Água para Todos e recuperação de poços artesianos.

    Leia as notícias

    Grandes cidades receberão R$ 32 bi de investimentos em transporte

    Dilma libera R$ 2,8 bi para combater seca no Nordeste

  • Os posts mais vistos neste blog nos últimos 30 dias

    As estatísticas deste blog neste mês:

    Postagens
    04/04/2012
    148 Visualizações de página








    26/03/2012, 6 comentários
    132 Visualizações de página








    14/04/2012, 3 comentários
    125 Visualizações de página








    06/05/2011, 1 comentário
    100 Visualizações de página








    23/03/2012
    95 Visualizações de página








    07/01/2011, 2 comentários
    95 Visualizações de página








    23/03/2012
    82 Visualizações de página








    26/02/2012
    76 Visualizações de página








    15/04/2012
    68 Visualizações de página








    04/04/2012
    54 Visualizações de página
  • Aulas de história: Canudos e Contestado

    Aproveitando que estou trabalhando o tema “Resistência Popular na República Velha Brasileira (1889 a 1930)” nas turmas de 9º ano (antiga 8ª série) do Ensino Fundamental na Escola Estadual Presidente Tancredo Neves, sugiro aos alunos e aos interessados que vejam os seguintes videos sobre as guerras de Canudos (Bahia) e Contestado (Santa Catarina). E que analisem como o povo brasileiro é forte, corajoso e lutador.

  • Razões de nossa esperança

    * Zé Vicente
    Bendita e louvada seja esta santa romaria
    Bendito o povo que marcha,
    Bendito o povo que marcha,
    Tendo Cristo como guia.

    Sou, sou teu, Senhor,
    Sou povo novo, retirante e lutador,
    Deus dos peregrinos, dos pequeninos,
    Jesus Cristo Redentor.

    No Egito antigamente
    No meio da escravidão
    Deus libertou o seu povo.
    Hoje ele passa de novo
    Gritando a llibertação.

    Para a terra prometida
    O povo de Deus marchou
    Moisés andava na frente.
    Hoje Moisés é a gente
    Quando enfrenta o opressor.

    Caminhemos na estrada
    Muita seca pelo chão
    Todo arame e porteira
    Merecem corte e fogueira
    São frutos da maldição.

    Quem é fraco Deus dá força
    Quem tem medo sofre mais
    Quem se une ao companheiro
    Vence todo o cativeiro
    É feliz e tem a paz.

    Mãos ao alto, voz unida
    Nosso canto se ouvirá
    Nos caminhos do sertão
    Clamando por terra e pão
    Ninguém mais nos calará.

  • Taiobeiras: ordenação do Padre Nilton

    Padre Nilton e Dom Bernardo
    No sábado, 14 de abril de 2012, foi ordenado padre da Igreja Católica o diácono Nilton Mendes de Oliveira, taiobeirense da Comunidade Eclesial de Base de Matrona (zona rural).

    Nilton percorreu uma longa caminhada até se tornar sacerdote da Diocese de Óbidos (Pará). Começou como seminarista diocesano em Montes Claros (MG) a 16 anos atrás. Antes disso, militou nas CEB’s (Comunidades Eclesiais de Base) e na PJR (Pastoral da Juventude Rural) de Taiobeiras.

    Na Diocese de Óbidos, Padre Nilton trabalhará no Projeto Fazenda da Esperança, que lida com a recuperação de pessoas acometidas do vício em álcool e outras drogas.

    A ordenação sacedotal do Padre Nilton ocorreu no Ginásio de Esportes do Centro Educacional Beliza Corrêa, em Taiobeiras, local onde, no dia seguinte (15/04), ele presidiu a sua primeira missa. Quem o ordenou padre foi o Bispo da Diocese de Óbidos, Dom Bernardo Johannes Bahlmann, OFM.

  • Alto Rio Pardo: umas das piores secas da história

    Rio Pardo (norte de Minas) praticamente seco já em abril (2012).
    Na foto cujos créditos são do Perfil Beri Notícias do Facebook, vê-se um trecho do Rio Pardo neste mês de abril de 2012 em situação trágica de falta de água. As últimas chuvas “de porte” que ocorreram na microrregião Alto Rio Pardo (extremo norte de Minas Gerais) se deram exatamente no dia 1º de janeiro deste ano. De lá para cá, já são três meses de seca justamente no período em que tradicionalmente costuma chover.

    O Rio Pardo é a maior fonte de água da região. Estamos nos aproximando de uma das piores estiagens da história do Alto Rio Pardo.

  • Artigo do Levon: Taiobeiras: do luto à luta

    As lágrimas nos olhos e as expressões faciais graves
    revelaram um povo que, abalado pela tragédia, está
    aprendendo a não mais se calar e nem a se resignar.
    A morte da menina Janaína no final da manhã do Domingo de Ramos de 2012 (1º de abril), vítima de um acidente de trânsito no eixo norte da Avenida do Contorno, em Taiobeiras, comoveu e indignou a todos. Porém, mais do que as justificáveis dor e tristeza despertadas, tornou-se a sofrida “deixa” para que a população saísse da apatia costumeira e ocupasse o seu lugar cidadão na avenida da história.
    Na tarde-noite da quarta-feira, 4 de abril, o povo se manifestou como pode no mesmo chão onde os acidentes vem se tornando rotineiros. No carro de som a bradar mensagens de paz e pedidos de providência, a pé, em bicicletas, pilotando motos, em carreata; com faixas afixadas nos canteiros centrais da avenida, portando cartazes com dizeres que podem ser resumidos como sinal de insatisfação e exigência de políticas públicas efetivas que levem à mudança da situação; assim, cada um se fez sentir e ouvir naquele dia. As lágrimas nos olhos e a expressões faciais graves revelaram um povo que, abalado pela tragédia, está aprendendo a não mais se calar e nem a se resignar.
    Nas redes sociais da internet, a indignação contra a inoperância do setor público (em promover políticas de prevenção de acidentes) e a cobrança de ações qualitativas de educação no trânsito transbordaram das telas virtuais para a realidade enlutada. Também muito se questionou sobre as atitudes pouco saudáveis da população taiobeirense na locomoção pelas vias públicas, além da irritante impunidade de condutores de veículos automotores que, despreparados ou embriagados, ceifam precocemente a vida de tantas pessoas neste Brasil a fora.
    As ruas e avenidas da cidade, a cada dia, se enchem de novos veículos, fruto do bom momento econômico do país. No entanto, este fato deve levar o povo a assimilar novos hábitos e posturas de atenção e auto-proteção.
    Nos questionamentos à administração pública de Taiobeiras quanto à segurança do trânsito na cidade, descontados todos os arroubos que o imediato da morte de uma criança provocou, dois fatores merecem destaque, explicação e ações efetivas, a saber:
    1) Uma das moções (recomendações do povo aos políticos) na Conferência das Cidades de 2005, primeiro ano do atual governo municipal no poder, referia-se justamente à criação de políticas públicas que incentivassem os bons hábitos no trânsito, inclusive com a criação de espaços e vias, em nossas longas e bem projetadas avenidas, para a prática segura do ciclismo e da caminhada. Percebe-se que, daquele ano até o presente, a administração não se planejou para criar o óbvio em todos os eixos da Avenida do Contorno, ou seja, ciclovias e pistas de caminhada. Assim, se obrigou os adeptos dessas práticas a disputar lugar com os veículos automotores nos espaços destinados a estes últimos. Que o município cresceu e se desenvolveu, tendo o aumento de sua frota de carros e de motocicletas como um dos sinais desse avanço, é inegável e é bom. Mas faltou planejamento humanizador que aliasse, com qualidade, o progresso alcançado e o respeito civilizador aos personagens-destinatários principais desse bom momento. As pessoas que vivem ou transitam pelos logradouros públicos da cidade não foram levadas em conta nas equações políticas e estratégicas da administração municipal.
    2) Mesmo antes da morte de Janaína, a população já vinha se manifestando e exigindo melhorias no trânsito de Taiobeiras, com a implantação de sinalização adequada e ostensiva e de redutores de velocidade em trechos críticos das principais avenidas; que o diga o programa de rádio Boca no Trombone, espaço muito bem utilizado pelo povo para exigir o cumprimento de seus direitos por parte dos governantes. Porém, estranhamente, “quebra-molas” polêmicos foram implantados em alguns lugares, mas não na parte da Avenida do Contorno mais próxima de residências populares e de forte concentração de crianças, justamente onde ocorreu o acidente fatal. Os idosos são outras vítimas e a ausência de programas qualitativos de educação de trânsito são problemas a serem resolvidos.
    Disso tudo se conclui que ao poder público municipal cabe muito. À sociedade civil organizada, outro tanto. Todos podem se empenhar no papel de educar as pessoas para um trânsito mais civilizado e humano, a começar pelas próprias famílias na orientação aos filhos.
    A dor da perda de Janaína para sua família é irreparável. Os agentes políticos não são os culpados pelo fato em si, evidentemente. Há um autor do acidente. Mas têm a responsabilidade de agir para impedir que novas situações trágicas como esta se repitam. O povo que saiu às ruas demonstrou um espírito novo, organizado e responsável. Sinalizaram que um novo tempo de cidadania se descortina para Taiobeiras. Do luto foram à luta! Que sua dor se transforme em respostas concretas e positivas!
  • História de Taiobeiras: a Matriz de S. Sebastião

    Histórico
    A Paróquia São Sebastião de Taiobeiras foi criada em 20 de maio de 1935. Setenta e cinco anos atrás. A antiga capela de São Sebastião situada no lugar onde hoje é a Praça Joaquim Teixeira, nos fundos do Mercado Municipal, tornou-se a primeira matriz paroquial. Era uma igreja bem pequena, já naquela época, o que motivou os católicos do distrito de Taiobeiras (pertencente ao município de Salinas) a iniciar os esforços para a construção de uma nova e maior.

    Frei Jucundiano de Kok (Frei Juca) chegou em 16 de agosto de 1940. Era coadjutor dos frades de Salinas, que respondiam pela administração da recém-criada paróquia. Anos mais tarde se tornaria o primeiro Pároco de Taiobeiras. Somou-se aos esforços da comunidade e iniciou a construção do novo templo. Foram oito anos de muito trabalho,  nos quais Frei Juca e os leigos, com recursos da Holanda e do próprio povo, projetaram, construíram e inauguraram o novo templo-matriz de São Sebastião de Taiobeiras. A celebração eucarística de inauguração ocorreu em 29 de junho de 1948*, presidida por Dom Antônio de Almeida Morais Júnior, Bispo Diocesano de Montes Claros.

    Embora Frei Jucundiano estivesse em Taiobeiras desde 1940, participando ativamente da construção da Matriz, ele somente tomou posse como primeiro Pároco em 1º de janeiro de 1953. Naquele mesmo ano, em 12 de dezembro, o distrito foi emancipado. A instalação do município ocorreu em 1º de janeiro de 1954. Frei Juca permanceu como Pároco até 27 de julho de 1974, quando faleceu. Durante este tempo, foi várias vezes à Holanda, seu país natal, em férias.

    Centro da Vida e da Fé de um Povo
    A Igreja Matriz, na Praça que leva o seu nome, tornou-se o centro espiritual, social, cultural e arquitetônico da nascente cidade de Taiobeiras. Missas, batizados, casamentos e a evangelização do Povo de Deus passaram a ter nela o seu lugar central e privilegiado. Um templo grande para a época, visionário e aconchegante, como devem ser as casas de oração e de reflexão dos cristãos e das cristãs.

    Na década de 1980 a Praça da Matriz foi definitivamente urbanizada, valorizando ainda mais o entorno da igreja. Na mesma época uma estátua de Frei Jucundiano foi ali erguida em sua homenagem.

    Taiobeiras cresceu e a  Matriz de São Sebastião tornou-se pequena. Novas comunidades eclesiais se formaram na cidade e no campo. Mesmo assim, ela continua como o coração pulsante e afetivo da fé católica taiobeirense.

    Pastoreio
    De sua inauguração até os dias de hoje, a Matriz recebeu todos os párocos de Taiobeiras e arce(bispos) de Montes Claros. Foi nela que as Irmãs da Divina Providência foram recepcionadas em 1991, quando iniciaram sua missão em nossa Paróquia.Também lá, em 2005, elas se despediram da paróquia. Nela foi ordenado padre o missionário redentorista Vilmar Corrêa (1991), natural de Taiobeiras. Também foi na Matriz, em momentos de forte dor e emoção, que os fieis velaram Frei Jucundiano (1974) e Frei Salésio (1995).

    A celebração de despedida dos franciscanos (2007), que evangelizaram Taiobeiras por setenta e dois anos, também teve lugar na Matriz. Foi uma das primeiras igrejas da Arquidiocese de Montes Claros a ser visitada pelo então arcebispo nomeado, Dom José Alberto Moura, em 18 de fevereiro de 2007, durante a posse do primeiro pároco diocesano da paróquia.

    Aliás, a vida do povo de Taiobeiras, marcada pelos sacramentos, pelos momentos de tristeza e de alegria, pela reconciliação e pela missão, teve sempre vez e espaço na Igreja Matriz de São Sebastião, como nos eventos de 1º de Maio, do Grito dos Excluídos e do Dia Nacional da Juventude.

    Nela, ou na praça em que se localiza, todos os Prefeitos e Prefeita de Taiobeiras, tomaram posse do Executivo Municipal após participarem da Celebração da Eucaristia.

    Reformas
    Várias reformas já ocorreram na Matriz. A mais profunda aconteceu entre 1985-86.

    Na atual (2009-10), a idéia consensual foi a de que era necessário cuidar da Casa de Deus sem desfigurar a cultura e a memória histórica do povo. Decidiu-se fazer uma campanha de arrecadação que contasse efetivamente com a participação dos cristãos-católicos, bem como de toda a sociedade, para o empreendimento de uma reforma que não alterasse as características fundamentais da Igreja Matriz de São Sebastião de Taiobeiras.

    É verdade que a cidade cresceu. Por isso, após este grande esforço de revitalização, novas ações para a criação de outras comunidades e construção de novos templos devem ser retomadas para a difusão do Evangelho de Jesus Cristo.

    Fontes
    ARQUIDIOCESE DE MONTES CLAROS. http://www.arquimoc.org.br/textos.php?id=32. Acesso em 18 de março de 2010.
    MIRANDA, Avay. Taiobeiras: seus fatos históricos. Brasília, Thesaurus, 1997.
    NASCIMENTO, Levon. Palavras da caminhada: superando a falta de memória pública com artigos e ensaios. Belo Horizonte: O Lutador, 2006.

    Observação
    * O livro “Taiobeiras: seus fatos históricos” volume II, do escritor taiobeirense Avay Miranda, informa a data de 29.06.1948 como da inauguração da Matriz na presença do Bispo de Montes Claros, Dom Antônio de Almeida Morais Júnior. No entanto, há contradição com a data de nomeação do referido Bispo que, conforme matéria do site da Arquidiocese de Montes Claros, http://www.arquimoc.org.br/, somente ocorreria a 02.10.1948. Portanto, carece de maior detalhamento e pesquisa em outras fontes.
  • Feliz Páscoa a todos!

    Hino Pascal:
    “Ó noite de alegria verdadeira, que uniu de novo o céus à terra inteira!”
    A vida venceu a morte!
    Prevaleceu a esperança!

    Feliz Páscoa de Jesus a todos.

  • Sexta-feira santa: "Jesus dá a vida pela humanidade"

    Nesta data, façamos nossas as palavras da fé popular:
    “Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, porque pela vossa santa cruz redimistes o mundo”.

    E cantemos…
    “Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-nos Bom Jesus, perdoai-nos Bom Jesus”.

    Hoje, parece que a morte venceu. Apenas parece. Apenas parece…
    Mas resiste a esperança. Esperança em Jesus.
    Obrigado, Jesus, por nos amar tão intensamente.
  • Taiobeiras: "Eu sei que vai acontecer um dia novo, tempo bom de se viver"

    Xote da Certeza
    Zé Martins, cantor e compositor da Pastoral da Juventude e das CEBs (Comunidades Eclesiais de Base) do Brasil.

    População de Taiobeiras pede paz em manifestação
    (04/04/2012) contra a violência no trânsito. Violência
    que vitimou a menina Janaína em 01/04/2012 na Av.
    do Contorno. Crédito: Alex Sandro Mendes

    I

    Se algum dia perguntarem pra você
    Não tenha medo, diga com muita certeza
    Quem espera e não se cansa com a peleja
    Vai ver um dia tempo novo acontecer.

    Refrão
    Eu sei que vai acontecer
    Um dia novo, tempo bom de se viver
    Eu sei que vai, vai ser agora
    O dia em que seremos donos da história

    II
    Nesta manhã a alegria vai reinar,
    E tudo mundo será visto como irmão,
    Fazendo festa na chegada da vitória,
    Vamos pra frente, caminhando mão a mão.
  • Taiobeiras: indignada com violência no trânsito, população sai às ruas em manifestação

    População de Taiobeiras reage contra violência no trânsito
    A morte da pequena Janaína, de apenas 7 anos de idade, no último domingo (1º/04/2012), na Avenida do Contorno em Taiobeiras/MG, vítima de atropelamento por um veículo conduzido por motorista supostamente alcoolizado e sem habilitação, levou a população da cidade a responder com uma manifestação pacífica e emocionada na tarde desta quarta-feira, 4 de abril, na mesma via pública onde o fato ocorreu.
    Panfleto entregue na manifestação
    A população se manifestou contra a imprudência no trânsito, que tem provocado vários acidentes nas avenidas e ruas da cidade e clamou por melhorias na infraestrutura urbana que possibilitem a solução deste drama.

    A instalação de redutores de velocidade, de sinalização adequada e a construção de ciclovias e pistas de “cooper” estão entre as reivindicações. Além da paz e da segurança de uma forma geral.

    Em oração, população de Taiobeiras pede Paz.
    A morte da menina Janaína indignou a população e fez com que uma multidão saísse às ruas clamando pela paz em Taiobeiras.


    Congratulações aos organizadores da manifestação.

  • Drauzio Varella: Violência na TV e comportamento agressivo

    * Drauzio Varella em seu site.

    Nunca se assistiu a tanta violência na televisão como nos dias atuais. Dada a enormidade de tempo que crianças e adolescentes das várias classes sociais passam diante da TV, é lógico o interesse pelas consequências dessa exposição. Até que ponto a banalização de atos violentos, exibidos nas salas de visita pelo País afora, diariamente, dos desenhos animados aos programas de “mundo-cão”, contribui para a escalada da violência urbana? Essa questão é mais antiga do que se imagina.

    Surgiu no final dos anos 1940, assim que a televisão entrou nas casas de família. Nos Estados Unidos, país com o maior número de aparelhos por habitante, a autoridade máxima de saúde pública do país (Surgeon General) já afirmava em comunicado à nação, no ano de 1972: “A violência na televisão realmente tem efeitos adversos em certos membros de nossa sociedade”. Desde então, a literatura médica já publicou sobre o tema 160 estudos de campo que envolveram 44.292 participantes, e 124 estudos laboratoriais com 7.305 participantes. Absolutamente todos demonstraram a existência de relações claras entre a exposição de crianças à violência exibida pela mídia e o desenvolvimento de comportamento agressivo.

    Ao lado deles, em 2001, foi publicado um estudo interessantíssimo numa das mais importantes revistas de psicologia, que evidenciou efeitos semelhantes em crianças expostas a videogames de conteúdo violento. Em fevereiro de 2002, Jeffrey Johnson e colaboradores da Universidade de Columbia publicaram na revista Science os resultados de uma pesquisa abrangente que estende as mesmas conclusões para adolescentes e adultos jovens expostos diariamente às cenas de violência na TV.

    A partir de 1975, os pesquisadores passaram a acompanhar um grupo de 707 famílias, com filhos entre um e dez anos de idade. No início do estudo, as crianças tinham em média 5,8 anos e foram seguidas até 2000, quando atingiram a média de 30 anos. Nesse intervalo de tempo, periodicamente, todos os participantes e seus pais eram entrevistados para saber quanto tempo passavam na frente da televisão. Além disso, respondiam a perguntas para avaliar a renda familiar, a possível existência de desinteresse paterno pela sorte dos filhos, os níveis de violência na comunidade em que viviam, a escolaridade dos pais e a presença de transtornos psiquiátricos nas crianças, fatores de risco sabidamente associados ao comportamento agressivo.

    A prática de atos agressivos pelos jovens foi avaliada por meio de sucessivas aplicações de um questionário especializado e de consulta aos arquivos policiais. Depois de cuidadoso tratamento estatístico, os autores verificaram que, independentemente dos fatores de risco citados acima, o número de horas que um adolescente com idade média de 14 anos fica diante da televisão, por si só, está significativamente associado à prática de assaltos e à participação em brigas com vítimas e em crimes de morte mais tarde, quando atinge a faixa etária dos 16 aos 22 anos. Essa conclusão vale para homens ou mulheres, mas não vale para os crimes contra a propriedade, como furtos e vandalismo, que aparentemente parecem não guardar relação com a violência presenciada na TV.

    Conclusões idênticas foram tiradas analisando-se o número de horas que um jovem de idade média igual a 22 anos (homem ou mulher) dedica a assistir à televisão: quanto maior o número de horas diárias, mais frequente a prática de crimes violentos. Entre adolescentes e adultos jovens expostos à TV por mais de três horas por dia, a probabilidade de praticar atos violentos contra terceiros aumentou cinco vezes em relação aos que assistiam durante menos de uma hora. O estudo do grupo de Nova York é importante não só pela abrangência (707 famílias acompanhadas de 1975 a 2000) ou pela metodologia criteriosa, mas por ser o primeiro a contradizer de forma veemente que a exposição à violência da mídia afeta apenas crianças pequenas. Demonstra que ela exerce efeito deletério sobre o comportamento de um universo de pessoas muito maior do que aquele que imaginávamos.

    Apesar do consenso existente entre os especialistas de que há muito está caracterizada a relação de causa e efeito entre a violência exibida pelos meios de comunicação de massa e a futura prática de atos violentos pelos espectadores, o tema costuma ser abordado com superficialidade irresponsável pela mídia, como se essa associação ainda não estivesse claramente estabelecida.

    Em longo comentário ao artigo citado, na revista Science, Craig Anderson, da Universidade de Iowa, responsabiliza a imprensa por apresentar até hoje como controverso um debate que deveria ter sido encerrado anos atrás. Segundo o especialista, esse comportamento é comparável ao mantido por décadas diante da discussão sobre as relações entre o cigarro e o câncer de pulmão, quando a comunidade científica estava cansada de saber e de alertar a população para isso. Seis das mais respeitadas associações médicas americanas (entre as quais as de pediatria, psiquiatria, psicologia e a influente American Medical Association) publicaram, em 2001, um relatório com a seguinte conclusão sobre o assunto: “Os dados apontam de forma impressionante para uma conexão causal entre a violência na mídia e o comportamento agressivo de certas crianças”.

    As associações médicas e a imprensa brasileira dariam importante contribuição ao combate à violência urbana se trouxessem esse tema a debate.

  • Taiobeiras ganha máquina do Governo Dilma (PT)

    Retroescavadeira doada à Prefeitura de Taiobeiras pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário do Governo Dilma (PT) na última sexta-feira, 23/03/2012. Verba da 2ª etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Um importante instrumento de trabalho para alavancar o desenvolvimento do município.

  • Artigo do Levon: Os mitos taiobeirenses: do joelismo aos dias de hoje

    Taiobeiras e sua longa noite política

    Para o bem ou para o mal, de acordo com as conveniências de quem se encontra no poder ou dos que estão na oposição, cada época tem os seus mitos. Joel já é um desses na história taiobeirense e Denerval pavimenta o caminho.


    Joel foi eleito prefeito de Taiobeiras em quatro das cinco vezes nas quais se candidatou e esteve muito perto de conquistar um mandato de deputado estadual em 2002. Não teria conseguido tal feito somente amparado pelo voto “inconsciente” como é amplamente divulgado nos dias de hoje. Se esteve à frente do município por tanto tempo, decerto possuía alguma competência para tal e também contava com grande apoio na sociedade, inclusive e principalmente das classes mais ricas.

    Nos tempos áureos do seu poder, questionar sua administração soava como verdadeira heresia ou pecado. E não era somente a população carente que o idolatrava. A elite local, que hoje está do outro lado batendo no peito como fervorosa defensora do progresso e da modernidade, o tinha como um verdadeiro pai e protetor. Não adianta negar.

    A pequena oposição a Joel estava nas pastorais mais ativas da Igreja e nos movimentos sociais, como algumas poucas lideranças do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. O restante das instituições da cidade se rendia aos seus pés e tecia reverências ao seu nome. Joel foi um “semideus” enquanto controlou o poder e pode atender aos interesses de uma certa parcela privilegiada da sociedade. Começou a decair quando essa mesma nata “bem servida” e desprovida de preocupações com a população mais humilde gerou suas próprias e novas lideranças. Líderes novos, mas da mesma cepa, que ambicionaram controlar o poder diretamente, sem a mediação de um expoente populista, como era o caso de Joel.

    Os métodos de Joel, baseados no carisma pessoal, não diferem muito dos milhares de típicos políticos brasileiros: a união da força do dinheiro com a manietação da pobreza alheia; o atropelamento ideológico da oposição a seus atos e a satisfação dos interesses pulverizados, principalmente de gente da classe média e alta. A realidade atual é a mesma, apenas maquiada e bem assessorada por profissionais de marketing.

    O fato é que Joel foi superado por si mesmo e só então perdeu o poder. Ao não renovar seu grupo e nem se preocupar em dar uma aparência rejuvenescida aos seus métodos, viu o poder passar às mãos de um novo mito originado do mesmo núcleo burguês que lhe dava sustentação. Foram necessárias apenas duas campanhas eleitorais, a de 2000 e a de 2004, para a nova situação se configurar. Não houve revolução, ocorreu uma acomodação nas elites. O “novo”, que lhe substituiu, levou além do cargo de prefeito os mesmos apoiadores mais entusiasmados. Mas não mudou a trajetória político-civilizatória do município: uma terra onde as grandes decisões partem do alto, do gabinete, da “vontade do chefe”.

    Qualquer um que analisar seriamente verá que as instituições sociais que deram amplo suporte ao poder do “joelismo” são as mesmas que mantém a boa fama e o suporte ideológico aos tempos de Denerval. Não houve ruptura na estrutura social que detém o poder em detrimento do povo. Convém afirmar que a classe popular de Taiobeiras nunca teve o poder político nas mãos.

    O que houve, de fato, foi um aprimoramento do discurso e uma maior qualificação da ação política. Porém, em termos brutos, guardadas as devidas proporções, Taiobeiras ainda faz política por meio da força econômica e da cooptação de lideranças. Em matéria de indicadores civilizatórios e democráticos, o município avançou pouco ou quase nada.

    Está mais do que na hora da juventude taiobeirense entender que política não é coisa de caciques mitológicos, muito menos de “salvadores da pátria” que tudo decidem do alto de sua “importância” social ou econômica. Política, para o bem comum, deve partir de cada cidadão, na sua simplicidade, no seu modo de trabalhar; de suas necessidades imediatas ou de longo prazo; de seus interesses pessoais e coletivos. É preciso alargar a visão da história para além dos mitos e das “verdades prontas”. Não se deve repetir discurso fabricado por outros. Deve-se deixar apenas aos museus e aos livros de história um lugar para os mitos políticos, os do passado e os do presente. No futuro, o lugar deverá ser de todos os cidadãos.

    Por isso, mais do que tagarelar defesas ocas a continuadores da mesma situação, o que se deseja é um maior conhecimento crítico do passado de Taiobeiras objetivando a ganhos verdadeiros para toda a população no futuro. Democracia, pouca ainda, é o que nos fará bem quando conquistada com fartura!