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Festa da Páscoa em Taiobeiras
Não consigo ainda entender aquelas pessoas que dizem acreditar na Ressurreição de Jesus Cristo, mas que não aceitam a possibilidade e nem lutam por um mundo mais justo, livre das desigualdades sociais. Para mim uma coisa e a outra são inseparáveis. A vitória de Jesus sobre a morte também é a vitória dos seres criados por Deus ante todos os males que os fazem infelizes e sofredores.
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Artigo do Levon: Homem assassinado pelos romanos na sexta é visto vivo na manhã de domingo
* Levon do Nascimento (ao final da reflexão da quaresma de 2010, na alegria da Páscoa do Senhor Ressuscitado. Aleluia!)É verdade. Trata-se de um tal Jesus de Nazaré, um carpinteiro sem casa e lugar certo para viver, que anda cercado de gente pobre: uns pescadores, uns cobradores de impostos, umas mulheres – algumas delas adúlteras, outras prostitutas -, alguns que eram cegos e dizem ter sido curados por ele, outros que eram loucos-endemoniados e que afirmam ter encontrado a razão. Enfim, um cara meio esquisito, envolvido com gente sem muita expressão na sociedade, mas que se dizia filho de Deus. Alguns até, messiânicos como só, acham que se trata daquele nominado nas escrituras antigas, o que veio para libertar nosso povo do domínio dos estrangeiros. Bem, ele foi julgado culpado de blasfêmias na última sexta-feira e crucificado pelos romanos junto com outros bandidos. Às pressas, o sepultaram no mesmo dia, pois o sábado já ia começar.O estranho é que corre por toda a cidade que ele foi visto vivo, conversando primeiro com algumas mulheres que o seguiam, depois com alguns de seus discípulos. Ninguém está entendendo nada. Onde que um sujeito como aquele, sem eira nem beira, que vivia cercado do pior tipo de gente, seria de fato um enviado de Deus?! Só pode ser coisa de quem não tem o que fazer ou então de baderneiros subversivos.Passado algum tempo…Ah, e a onda estranha continua… dizem também que ressuscitou um certo Pedro, pescador, que era seguidor do Nazareno. Ele também foi pregado numa cruz, só que de cabeça para baixo, mas está vivo e liderando o grupo dos seguidores daquele que eles creem ter ressuscitado do mortos.Dizem que também está viva uma mulher chamada Maria, a mãe do Nazareno crucificado. Os seguidores dele a chamam de mãe.Vivo também está um sujeito agora conhecido como Paulo, que antes até que tinha juízo e perseguia os seguidores do Nazareno, mas depois ensandeceu e passou a divulgar ensinamentos em nome do mesmo.E tem mais… um tal de Francisco, da cidade de Assis, deixou para trás toda a herança e a riqueza de seu pai para viver em trapos e passando fome, por causa do Nazareno que dizem ter ressuscitado.Outro redivivo é um bispo de El Salvador, chamado Oscar Romero. Ele foi morto pelos militares de seu país e dos EUA por defender aquele povo subdesenvolvido da América Latina. Olha só, dizia que aquela “raça” de índios e negros tem estampada na cara o rosto do Nazareno.E fiquei sabendo ainda que uma mulher de nome Dorothy Stang também está viva. Ela era uma freira idosa que falava mal dos homens que só trazem o progresso para a Amazônia. Não entendo, pois ela foi morta com razão ao se meter onde não era chamada, tentando impedir o progresso e a livre iniciativa dos homens de negócios. Como é que pode estar viva agora?Sei não. Este Nazareno deve ter alguma coisa de especial. Quem ouve falar dele e se associa ao seu grupo, ganha uma força e tanto. Tem tanta coragem que não se importa em morrer por conta dele. Dizem que ele lhes trará a vida de volta. Pelo visto, trás mesmo! Estou começando a achar que tudo o que disseram sobre este tal Jesus deve ser mesmo verdade. Onde será que posso encontrá-lo? -
Autoridades são questionadas sobre o aumento da criminalidade
* Do site do Jornal Folha Regional.
TAIOBEIRAS – O Major PM Edvar Souza Santos assumiu o comando da 2º Companhia Independente de Polícia Militar, sediada nesta cidade, com a missão de diminuir os índices de criminalidade, que vem crescendo constantemente em toda a microrregião Alto Rio Pardo. A passagem de comando foi feita pelo Comandante da 11ª região da Polícia Militar, Coronel PM Franklin de Paula Silveira, oportunidade em que o Jornal Folha Regional, sem rodeios, questionou as autoridades responsáveis sobre o preocupante aumento da criminalidade.
O primeiro a ser questionado foi o Coronel Franklin de Paula, principalmente sobre os assaltos à mão armada que vem acontecendo contra as joalherias da região. “Temos uma estratégia para combater este tipo de crime. E agora, com o comando do Major Edvar, com certeza vamos produzir resultados na prevenção e na repressão”, garantiu o Coronel para a nossa reportagem, que pediu ajuda da comunidade e da Imprensa, com críticas construtivas.
Perguntamos ao Coronel se a Companhia de Taiobeiras terá Corpo de Bombeiros, e ele disse que isso depende de mobilização política e de cobranças por parte da Imprensa. “Januária e Janaúba já tem Bombeiros. Para Taiobeiras ter, a mobilização política é fundamental. As autoridades precisam reivindicar e mostrar a demanda”, explicou.
O Coronel também foi questionado sobre a situação caótica da Segurança Pública em São João do Paraíso, que divide fronteira com o estado da Bahia e ainda sobrevive um com modesto Destacamento Policial. “Realmente São João do Paraíso está num ponto sensível e precisa de uma análise mais profunda. Nós vamos traçar ações para solucionar o problema”, prometeu o Coronel.
Novo Major – Em entrevista a nossa reportagem, o Major Edvar promete desenvolver um trabalho diferente do que estava sendo feito. “Vamos inserir a comunidade no trabalho da Polícia. Queremos uma participação social. A partir de agora, o cidadão terá uma polícia que conversa, que aborda, que confere e que está próxima”, garantiu o Major.
Quanto aos crimes violentos, o novo Major foi enfático. “Temos várias estratégias para combater este tipo de crime. Mas primeiro precisamos diagnosticar as verdadeiras causas do crime, pois sem o diagnóstico não há como combatermos ou prevenirmos. Pode ter a certeza de que vamos atuar nas verdadeiras causas da criminalidade”, garantiu o Major.
Foto: Alex Video.
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À Luz do Ressuscitado, caminhando na terra do povo
Tempo de Páscoa, 1ª lua cheia do outono (primavera lá no Hemisfério Norte). Tempo de Ressurreição. Tempo de Espiritualidade. Tempo de perdão e de busca de um sentido transcendente para a vida.
Veja algumas fotos que fiz, simbolizando o caminho “espiritual” que tentei tomar neste tempo de preparação para a Ressurreição do Senhor.É um caminho bem terreno, na realidade do meu povo, sem perder a dimensão da luz pascal que emana do coração daquele que deu a vida pelas mulheres e pelos homens.
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Menina de 13 anos é estuprada por causa de pulseira
Do Yahoo Notícias, em 31/03/2010.
Aparentemente inofensivas, pulseiras coloridas, chamadas pelos adolescentes de “pulseiras do sexo”, “pulseiras da malhação” ou “pulseira da amizade”, levaram uma menina de 13 anos a ser estuprada e abusada sexualmente por quatro pessoas em Londrina, no norte do Paraná. Um dos agressores tem 18 anos e os outros são menores. Em razão da gravidade do caso, o juiz da Vara da Infância e Juventude de Londrina, Ademir Ribeiro Richter, proibiu hoje a venda das pulseiras na cidade. A Câmara Municipal também discute a proibição.
As pulseiras finas de silicone começaram a ter conotação sexual na Inglaterra, com cada cor representando uma atitude, que vai desde um abraço até a prática de sexo. O comando para que o parceiro realize a ação é feito quando um arrebenta a pulseira do outro. De acordo com o delegado da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, William Douglas Soares, o comando foi dado por volta do meio-dia do dia 15, no terminal central de transporte coletivo de Londrina.
A vítima e três dos autores tinham se conhecido no dia 14 no mesmo lugar, quando ela saíra da escola e esperava o ônibus para retornar para casa. No dia seguinte, um dos homens chegou até a adolescente e arrebentou a pulseira preta, que convencionalmente representaria o sexo. “Ficou muito claro que a motivação foi o uso da pulseira, porque eles não tinham laço de amizade”, afirmou o delegado. “Ela disse que, depois que arrebentou, eles pressionaram que ela teria que fazer e ela se sentiu constrangida e os acompanhou até a casa de um deles.”
A família da menina procurou a Delegacia do Adolescente somente no dia 23 relatando o fato. A adolescente foi entregue ao Centro de Referência Especializada de Assistência Social (Creas) para que tenha acompanhamento psicológico. Para o rapaz de 18 anos, a legislação prevê, em caso de condenação, pena de 8 a 15 anos, enquanto os menores poderão ser encaminhados para medidas socioeducativas ou para internação.
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Noam Chomsky e o golpe de 1964 no Brasil
Por Miriam, no Blog do Luis Nassif
Chomsky diz que o barbarismo do nosso tempo começou com o golpe de 1964 no Brasil ( que hoje completa 46 anos).Ao receber o prêmio Erich Fromm 2010, no último dia 23 de março, em Stuttgart, na Alemanha, Noam Chomsky procedeu à leitura de seu discurso “The evil scourge of terrorism”: Reality, construction, remedy” (O perverso flagelo do terrorismo: Realidade, construção e remédio).
Em vigorosa explanação, ele detalha o mecanismo do terrorismo atual, a partir e após o governo Reagan, vasculhando também nos governos Eisenhower e Kennedy.
Os golpes, invasões, as mazelas da CIa e inteligência militar usadas contra Cuba, Nicarágua, El Salvador, Líbia, Irã, Afeganistão,Teologia da Libertação, Argentina, Chile, Brasil, são expostos como partes da estratégia e campanha dos governos norte americanos de deter a conscientização dos povos para a libertação do seu domínio. Campanha esta que teria terminado somente alguns dias depois da queda do muro de Berlim, em 1989, com o assassinato de jesuítas em El Salvador.
Aqui tradução livre de alguns trechos que nos tocam diretamente:
“À parte Cuba, a praga do estado de terror no hemisfério ocidental foi iniciada com o golpe basileiro em 1964, instalando a primeira de uma série de Estados neo-nazi de Segurança Nacional e inciando uma praga de repressão sem precedente no hemisfério, sempre fortemente apoiados por Washington, fonte de uma particularmente forma de estado-dirigente de terrorismo insternacional. A campanha foi em substancial medida, uma guerra contra a Igreja. Foi mais do que simbólico que culminou no assassinato de seis intelectuais dirigentes latino americanos, padres jesuítas, em Novembro de 1989, poucos dias depois da gueda do muro de Berlim. Eles foram mortos por uma elite do batalhão salvadorenho, recentemente retreinados na Escola de Forças Especiais John F.Kennedy, na Carolina do Nort. Como foi aprendida no último Novembro, mas aparentemente não despertou interesse, a ordem para o assassinato foi assinada pelo chefe do staff e seus associados, todos eles tão estritamente conectados com o Pentágono e a Embaixada dos Estados Unidos, que se tornou muito difícil imaginar que Washington estava alheio aos planos de seu batalhão modelo. A força de elite já tinha deixado um rastro de sangue das vítimas usuais através de hedionda década de 1980 em El Salvador, que se iniciou com o assassinato do Arcebispo Romero, “a voz dos sem voz”, pelas mesmas mãos.
O assassínio dos padres jesuítas foi um duro golpe para a teologia da libertação, o notável reviver do Cristianismo iniciado pelo Papa João XXIII, no Vaticano II, que ele iniciou em 1962, no evento que “introduziu uma nova era na história da Igreja Católica”, nas palavras do renomado teólogo e historiador do cristianismo Hans King. Inspirado pelo Vaticano II, os Bispos da América Latina adotaram “a opção preferencial pelos pobres”, reavivando o pacifismo radical dos Evangelhos que tinham sido eliminados quando o Imperador Constantino estabeleceu o cristianismo como a religião do Império Romano – “a revolução” que converteu “a igreja perseguida” para uma “igreja perseguida”, nas palavras do Rei. No pós-Vaticano II, atentos para reviver o Cristianismo do período pré-Constantino, padres, freiras e leigos levaram a mensagem dos Evangelhos para os pobres e os perseguidos, trouxeram-nos juntos em “bases comunitárias” e os encorajaram a levar seus destinos com suas próprias mãos e trabalharem juntos para acabar a miséria da sobrevivência em brutais domínios de poder dos Estados Unidos.
A reação para essa grave heresia, não estava longe de vir. A primeira desculpa foi o golpe militar no Brasil em 1964, derrubando um governo algo democrático social e instituindo um regime de tortura e violência. A campanha terminou com o assassínio dos jesuítas intelectuais 20 anos atrás. Tem havido muito debate sobre quem merece crédito pela queda do muro de Berlim, mas não há nenhum sobre a responsabilidade pela brutal demolição da tentativa para reviver a igreja dos Evangelhos. A Escola de Washington das Américas, famosa por seu treinamento de matadores latino americanos, orgulhosamente anunciou uma vez, entre os seus itens listados, que a teologia da libertação foi derrotada com a assistência da armada dos Estados Unidos — dado uma mão, sem dúvida ao Vaticano, usando os mais gentis meios de expulsão e supressão.Como recordam, o último novembro foi dedicado à celebração do 20º aniversário da liberação do leste da Europa da tirania russa, uma vitória das forças do “amor, tolerância,não violência, o espírito humano e perdão”, como Vaclav Havel declarou.Menos atenção – de fato, virtualmente zero – foi devotada para o brutal assassinato de seus contrapartes salvadorenhos, poucos dias depois que o muro de Berlim caiu. E eu duvido que alguém poderia mesmo achar uma alusão para o que aquele brutal assassinato significou: o fim de uma década de terror vicioso na América Central e o triunfo final do “retorno ao barbarismo do nosso tempo”, que se iniciou com o golpe brasileiro de 1964, deixando muitos mártires religiosos em sua vigília e terminando a heresia iniciada no Vaticano II – não exatamente uma era de “amor, tolerância, não violencia, o espírito humanitários e perdão.”
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CONAE: Conferência da Educação
Está acontecendo esta semana, até a quinta-feira, 1º de abril, em Brasília/DF, a CONAE (Conferência Nacional de Educação), oportunidade em que a sociedade está discutindo com o Governo Federal os rumos da Educação no Brasil.
Não custa nada lembrar que eu cobrei insistentemente da Secretaria de Educação de Taiobeiras, no meu antigo blog, sobre a realização da etapa municipal que levantaria as propostas taiobeirenses e escolheria os delegados para a CONAE. Nenhuma resposta foi dada. Ninguém foi convocado. Se houve tal encontro foi entre quatro paredes bem restritas, de modo que a comunidade escolar nem soube, muito menos participou. Um “exemplo” de democracia!
Veja algumas das discussões da CONAE conforme matéria postada no blog do Luis Nassif. Acho que todos(as) os(as) professores(as), pais e alunos(as) deveriam estar ligados. Disto depende o futuro da educação no país.
Levon
A avaliação na educação
Do UOL
Rankings de escolas pelo Enem ou pelo Ideb prejudicam a educação, diz especialista
Simone Harnik
Em Brasília
Atualizado às 10h46A divulgação dos rankings do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) ou do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) costumam causar polêmica dentro das escolas. Há sempre alguma instituição que se sente injustiçada pelo resultado. Crítico desse sistema, o professor Luiz Carlos de Freitas, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), defende um novo modelo de avaliação.
“Repassar a responsabilidade para a escola por um mau desempenho, como se fosse culpa do professor, não dá”, disse ele, nesta segunda-feira (29), durante a Conae (Conferência Nacional de Educação), realizada em Brasília. A reunião definirá as diretrizes para um sistema de educação único para todo o país – e debate, entre outros aspectos, a avaliação.
Você é favor ou a contra a divulgação de rankings da educação? Opine
Segundo Freitas, o país precisa de um novo modelo de indicador que leve em conta os conhecimentos do estudante na hora em que ele ingressa na rede de ensino. Ou seja, um índice que possa medir quanto o estudante aprendeu. Ele também afirma que os rankings são prejudiciais para a educação e que podem, até mesmo, afetar o desempenho futuro de uma instituição de ensino. Veja a entrevista:
UOL Educação – Por que os rankings de índices são prejudiciais para a educação?
Luiz Carlos de Freitas – Porque, estatisticamente, eles não se sustentam. Quando se faz o ranking de mil escolas, por exemplo, as flutuações da média das escolas se superpõem. Estas flutuações se chamam, tecnicamente, desvio padrão. E, portanto, se uma média pode flutuar para mais ou para menos, como é que eu digo que uma escola que teve um pouquinho menos de média, mas está na mesma zona de flutuação, é inferior à outra. Por isso, o mundo inteiro abandonou a ideia de ranking.
UOL Educação – E a posição no ranking pode afetar a autoestima de uma escola?
Freitas – Lógico. Imagine uma escola cuja equipe pedagógica compromissada se debruçou o ano inteiro para formar melhor os seus alunos e, de repente, vem um ranqueamento que a coloca como inadequada. Mas o ranking não mostra como os alunos chegaram no primeiro dia de aula.
UOL Educação – E que tipo de índice pode ser confiável para avaliar uma escola?
Freitas – Se não tenho a medida de chegada do aluno, como sei se a escola é boa ou má? Não tenho como saber isso. Mas existem medidas de valor agregado, que mostram o desempenho na entrada e no final de ciclo. O valor agregado é melhor do que as médias medidas ao final de quatro anos, porque toma como base como o aluno chegou. As outras medidas tomam só o final.
UOL Educação – O governo Lula avançou no quesito avaliação?
Freitas – Os oito anos de governo mantiveram a mesma estrutura de avaliação do governo Fernando Henrique Cardoso. Pelo menos, o governo não avançou para outras medidas piores, mas isso não é suficiente. O governo Lula é um governo “rolha”, porque ele impediu, na área da avaliação, que o modelo Fernando Henrique progredisse. Ele congelou. Mas era preciso mais do que isso.
UOL Educação – O que o senhor espera, no quesito avaliação, para o país?
Freitas – Uma reorientação do modelo de avaliação que hoje é a base do sistema nacional de educação. Espera-se uma mudança no modelo. Não sou contra a avaliação, mas temos de ter um modelo que seja a cara do governo Lula.
UOL Educação – E como seria essa cara?
Freitas – A avaliação tem de valorizar e envolver os atores da escola no processo local. Isso não significa deixar de fazer avaliações nacionais, mas vamos dar novo significado a este processo. As escolas precisam consumir os dados da avaliação – o que hoje não acontece. Esses dados têm de ter uma utilidade. Hoje, as escolas recebem relatórios técnicos, difíceis de serem digeridos e não há instrumentos de mediação entre as avaliações e a sala de aula. Precisaria haver uma avaliação institucional participativa, conduzida pela escola. Repassar a responsabilidade para a escola por um mau desempenho, como se fosse culpa do professor, não dá. É preciso indagar qual era a responsabilidade da política pública e da equipe da escola. As duas têm de ser pesadas.
Foto: Alunos da Escola Estadual Presidente Tancredo Neves, de Taiobeiras/MG
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Leonardo Boff: A Páscoa da Terra Crucificada
* Leonardo BoffAdital – A páscoa é uma festa comum a judeus e a cristãos e encerra uma metáfora da atual situação da Terra, nossa devastada morada comum. Etimologicamente, páscoa significa passagem da escravidão para a liberdade e da morte para a vida. O Planeta como um todo está passando por uma severa páscoa. Estamos dentro de um processo acelerado de perda: de ar, de solos, de água, de florestas, de gelos, de oceanos, de biodiversidade e de sustentabilidade do próprio sistema-Terra. Assistimos estarrecidos aos terremotos no Haiti e no Chile, seguidos de tsunamis. Como se relaciona tudo isso com a Terra? Quando as perdas vão parar? Ou para onde nos poderão conduzir? Podemos esperar como na Páscoa que após a sexta-feira santa de paixão e morte, irrompe sempre nova vida e ressurreição?Precisamos de uma olhar retrospectivo sobre a história da Terra para lançarmos alguma luz sobre a crise atual. Antes de mais nada, cumpre reconhecer que terremotos e devastações são recorrentes na história geológica do Planeta. Existe uma “taxa de extinção de fundo” que ocorre no processo normal da evolução. Espécies existem por milhões e milhões de anos e depois desparecem. É como um indivíduo que nasce, vive por algum tempo e morre. A extinção é o destino dos indivíduos e das espécies, também da nossa.Mas além deste processo natural, existem as extinções em massa. A Terra, segundo geólogos, teria passado por 15 grandes extinções desta natureza. Duas foram especialmente graves. A primeira ocorrida há 245 milhões de anos por ocasião da ruptura de Pangeia, aquela continente único que se fragmentou e deu origem aos atuais continentes. O evento foi tão devastador que teria dizimado entre 75-95% das espécies de vida então existentes. Por debaixo dos continentes continuam ativas as placas tectônicas, se chocando umas com as outras, se sobrepondo ou se afastando, movimento chamado de deriva continental, responsável pelos terremotos.A segunda ocorreu há 65 milhões de anos, causada por alterações climáticas, subida do nível do mar e aquecimento, eventos provocados por um asteróide de 9,6 km caído na América Central. Provocou incêndios infernais, maremotos, gases venenosos e longo obscurecimento do sol. Os dinossauros que por 133 milhões de anos dominavam, soberanos, sobre a Terra, desapareceram totalmente bem como 50% das espécies vivas. A Terra precisou de dez milhões de anos para se refazer totalmente. Mas permitiu uma radiação de biodiversidade como jamais antes na história. O nosso ancestral que vivia na copa das árvores, se alimentando de flores, tremendo de medo dos dinossauros, pôde descer à terra e fazer seu percurso que culminou no que somos hoje.Cientistas (Ward, Ehrlich, Lovelock, Myers e outros) sustentam que está em curso um outra grande extinção que se iniciou há uns 2,5 milhões e anos quando extensas geleiras começaram a cobrir parte do Planeta, alterando os climas e os níveis do mar. Ela se acelerou enormemente com o surgimento de um verdadeiro meteoro rasante que é o ser humano através de sua sistemática intervenção no sistema-Terra, particularmente nos último s séculos. Peter Ward (O fim da evolução, 1977, p.268) refere que esta extinção em massa se nota claramente no Brasil que nos últimos 35 anos está extinguindo definitivamente quatro espécies por dia. E termina advertindo:”um gigantesco desastre ecológico nos aguarda”.O que nos causa crise de sentido é a existência dos terremotos que destroem tudo e dizimam milhares de pessoas como no Haiti e no Chile. E aqui humildemente temos que aceitar a Terra assim como é, ora mãe generosa, ora madrasta cruel. Ela segue mecanismos cegos de suas forças geológicas. Ela nos ignora, por isso os tsunamis e cataclismos são aterradoras. Mas ela nos passa informações. Nossa missão de seres inteligentes é descodificá-las para evitar danos ou usá-las em nosso benefício. Os animais captam tais informações e antes de um tsunami fogem para lugares altos. Talvez nós outrora, sabíamos captá-las e nos defendíamos. Hoje perdemos esta capacidade. Mas para suprir nossa insuficiência, está ai a ciência. Ela pode descodificar as informações que previamente a Terra nos passa e nos sugerir estratégias de autodefesa e salvamento.Como somos a própria Terra que tem consciência e inteligência, estamos ainda na fase juvenil, com pouco aprendizado. Estamos ingressando na fase adulta, aprendendo melhor como manejar as energias da Terra e do cosmos. Então a Terra, através de nosso saber, deixará que seus mecanismos sejam destrutivos. Todos vamos ainda crescer, aprender e amadurecer.A Terra pende da cruz. Temos que tirá-la de lá e ressuscitá-la. Então celebraremos uma páscoa verdadeira, e nos será permitido desejar: feliz Páscoa.[Autor de Nossa ressurreição na morte, Vozes 2007].
* Teólogo, filósofo e escritor -
Professor em greve socorre Policial
Professores da rede estadual de São Paulo estão em greve por melhores salários e condições de trabalho, onde o governo é do PSDB, sob o comando de José Serra, provável candidato a Presidente da República.Em 26 de março de 2010 os professores fizeram uma manifestação. A Polícia Militar de São Paulo, sob as ordens de Serra, deixou de prender os bandidos e atacou ferozmente os professores, sem necessidade, pois o protesto era pacífico. Evidentemente houve reação. E aí surgiu a seguinte cena. Um professor solidário, mesmo tendo apanhado da PM, socorre e carrega nos braços um policial ferido. É a foto de 2010.Fonte: Blog do Luis Nassif. -
Bush limpa mão em Clinton após cumprimentar haitiano
Por Marco Bócoli, no Blog do Luis Nassif
Vídeo de Bush “limpando a mão” em Clinton é sensação na internet.
A ida dos dois últimos presidentes dos EUA ao Haiti deveria ter chamado a atenção para a atitude humanitária dos dois rivais em ajuda ao povo caribenho. Entretanto, o gesto bastante curioso de George W. Bush acabou chamando bastante atenção.
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O pobre, o reino e o antirreino
Mais uma vez aproveito o tempo especial da Quaresma – preparação para a Páscoa – para lhe oferecer uma oportunidade de refletir. Veja este texto que escrevi em 2008 e publiquei no antigo blog e no livro Blogosfera dos Gerais.
* Levon do Nascimento, em 20 de outubro de 2008.
Assumir a evangélica opção preferencial pelos pobres não é fácil. Muitos pensam apenas em se tratar de fazer caridade. Aquela caridade de dar comida e roupa a quem não as tem. É também. Mas isto é só o começo. É algo bem maior. É libertar o ser humano de todas as amarras materiais e espirituais que o impedem de viver a riqueza de Deus (o usufruto dos bens da vida e a integridade dos valores eternos e divinos).Assim, às vezes, conviver com pessoas que são detestadas por quem se considera honesto, justo, seguidor das leis humanas e/ou divinas, também pode ser um ato de estar com os pobres. O próprio Jesus conviveu com cobradores de impostos, prostitutas e ladrões. Nunca se tornou como eles. Ao contrário, levou-os ao seu exemplo e seguimento.
A opção pelo pobre, especialmente os pobres mesmos, os deserdados e excluídos, é mais do que simples ação de fim de ano ou caridade de limpeza de consciência. É ter a coragem de se tornar profeta ou até mesmo mártir por uma causa que valha a pena. Dizia uma velha canção que “o sangue vermelho dos mártires fez a semente do Evangelho se espalhar”. De fato, os Atos dos Apóstolos nos revelam que quanto mais os primeiros cristãos eram perseguidos e presos, torturados e mortos, mais e mais pessoas, especialmente pagãos, pobres e escravos, se convertiam à nova fé em Cristo.
O Evangelho ou Boa Notícia, anunciado por um Jesus humano, pobre, filho de carpinteiro é, por essência, revolucionário e transformador em qualquer época e sociedade. Não somente e puramente no plano político ou material. Ele transcende as realidades do universo. É espiritualmente revolucionário. Começa no cotidiano da vida terrena e se completa na felicidade celestial da salvação dos homens e das mulheres que seguirem os seus valores, até se encontrarem com o Jesus divino, o ressuscitado, o Senhor.
O Evangelho de Jesus Cristo aponta para o Reino de Deus. Reino este que, segundo o próprio Jesus, em metáfora humana, é semelhante a um banquete. Ora, num banquete todos os convidados estão alegres, se confraternizam e dividem entre si os alimentos e as bebidas. É uma festa. Logo, o Reino do Pai é uma comemoração. E todas as pessoas são convidadas.
No entanto, não é um Reino somente para depois da morte. Jesus mesmo, em todas as ocasiões, buscou se banquetear com seus amigos e seguidores. Multiplicou o pão para o povo faminto a fim de não vê-lo sofrer e de tê-lo perto de si, ao invés de enviá-lo à cidade mais próxima para comprar comida. A fim de unir seus discípulos, despediu-se deles numa Ceia, na qual Ele próprio se fez alimento para saciá-los durante a luta que haveria de vir até sua volta. O Reino de Deus, pregado por Jesus, não suporta a fome, a divisão e a exclusão. É um Reino de justiça, de paz e de igualdade.
O contrário do Reino anunciado por Cristo é o antirreino. E se engana quem acha que é apenas aquele inferno alegórico da Idade Média. É o mau espiritual também. Mas começa no cotidiano da vida. São as peias e instituições humanas que provocam a competição, a rivalidade, a desigualdade, o egoísmo e todo azar de males humanos.
Os sistemas econômicos e políticos, quando utilizados para satisfazerem os egos perniciosos de pessoas ou grupos elitistas, em detrimento dos apelos dos pobres, tornam-se antirreinos; causadores da divisão; diabos (quem divide, separa, espalha) a assombrar os homens com a fome, as pestes, as guerras, as injúrias e as infâmias.
No entanto, o antirreino tem estratégias de dominação e sedução que, às vezes, chegam a confundir o seguidores de Cristo e de seu Evangelho. Apresenta-se belo, admirável e seguro. Induz ao erro. Mutila as consciências. Aliena.
Nas figuras metafóricas de linguagem do livro do Apocalipse, fala-se em bestas (tudo que é contra o Reino de Deus) que adquirem poder sobre as nações e os homens. Numa dessas passagens, há uma segunda besta que incute símbolos nas pessoas crédulas, incapazes de se perceberem dominadas. Tais sinais servem para tudo: comprar, vender, demonstrar reverência à besta. Somente aqueles que se mantiverem atentos ao Evangelho perceberão tais armadilhas, mas serão perseguidos até o Salvador venha redimi-los definitivamente.
Isto significa que os sistemas humanos, principalmente o econômico e o político, amparados nas técnicas de marketing e propaganda, iludem as pessoas com falsos valores, que lhes retiram a dignidade e a consciência, fazendo-as desprezarem a si mesmas, aos seus irmãos e a Deus para seguirem ditames que prejudicam a elas próprias, sem que percebam. Quem rejeita tais sistemas corre o risco da exclusão social e econômica, mas é amado por Deus.
Símbolos vazios de sentido, sinais do antirreino, amarelados pelo tempo, ornam as inconsciências de muitos. Aguardam pelo sopro do Espírito daquele que veio anunciar o Reino, para enfim tombarem na escuridão do esquecimento, destronados pela justiça que vem de Deus.
O antirreino tem seus estratagemas. Mas é pueril. Será destruído. O Reino de Deus, ao contrário, é forte e eterno. Vencerá. O sangue do Cristo, unido ao dos mártires, é o fundamento de sua existência pelos séculos sem fim.Fonte:
NASCIMENTO, Levon do. Blogosfera dos Gerais: opinião, testemunho e outras reflexões. 1.ed. Belo Horizonte: Editora O Lutador, 2009. pp. 43-46. -
Martírio de Oscar Romero
Hoje, 30 anos do assassinato-martírio de Dom Oscar Romero, Arcebispo de San Salvador (El Salvador). Sacrifício em favor do povo oprimido pela Guerra Civil patrocinada pelos EUA na América Central (contexto da Guerra Fria).
24 de março de 1980.
Veja:
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Dom Helder: o santo rebelde
Quaresma é um tempo especial de preparação para a Páscoa de Jesus – a maior festa do cristianismo. Tempo especial de nos inspirarmos nos grandes “santos”, fieis a Jesus Cristo e aos mais humilhados. Um exemplo é Dom Helder Câmara. Sigamos o seu exemplo e estejamos cada vez mais próximos do “peregrino” de Nazaré.
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Pai Nosso dos Mártires
Quaresma é preparação para a Páscoa de Cristo. É um tempo todo especial de reviver a memória dos Mártires de ontem e hoje. Tempo de celebrar a esperança, a loucura e a coragem dos que acreditaram e acreditam na Ressurreição, não tendo medo de entregar a própria vida em favor dos irmãos, na comunhão eterna com o Cristo Libertador.Pai Nosso dos Mártires(Cirineu Kubn)Pai nosso, dos pobres marginalizadosPai nosso, dos mártires, dos torturados.Teu nome é santificado naqueles que morrem defendendo a vida,Teu nome é glorificado, quando a justiça é nossa medidaTeu reino é de liberdade, de fraternidade, paz e comunhãoMaldita toda a violência que devora a vida pela repressão.O, o, o, o, O, o, o, oQueremos fazer Tua vontade, és o verdadeiro Deus libertador,Não vamos seguir as doutrinas corrompidas pelo poder opressor.Pedimos-Te o pão da vida, o pão da segurança, o pão das multidões.O pão que traz humanidade, que constrói o homem em vez de canhõesO, o, o, o, O, o, o, oPerdoa-nos quando por medo ficamos calados diante da morte,Perdoa e destrói os reinos em que a corrupção é mais forte.Protege-nos da crueldade, do esquadrão da morte, dos prevalecidosPai nosso revolucionário, parceiro dos pobres, Deus dos oprimidosPai nosso, revolucionário, parceiro dos pobres, Deus dos oprimidosO, o, o, o, O, o, o, oPai nosso, dos pobres marginalizadosPai nosso, dos mártires, dos torturados.Fonte: PJ Maringá/PR -
Zé Vicente: nas horas de Deus, amém!
Zé Vicente, cearense, é um cantor cristão extremamente criativo e engajado entre a fé evangélica e a luta social no cotidiano dos filhos e das filhas de Deus.
Com a onda capitalista da música religiosa (que em alguns casos serve mais ao dinheiro do que a Deus), hoje pouco se fala nele em muitas comunidades e paróquias. No entanto, é difícil alguém não conhecer uma canção sua cantada em algum momento importante da caminhada eclesial. É o dilema do “pobre” nazareno contra o “rico” sinédrio de Jerusalém.
Entre os vários sucessos de sua autoria se destacam: Baião das Comunidades, “Quando o Espírito de Deus soprou…”, Olha a glória de Deus brilhando, Nas horas de Deus, amém!, Tua Palavra é luz do meu caminho, Utopia (Quando o dia da paz renascer…), Pelos caminhos d’América, Bandeira da Paz, O Deus que me criou me quis me consagrou, dentre outros.
Veja alguns instantes de uma apresentação sua, bastante livre e descontraída, no Pentecostes de 2009, na cidade baiana de Condeúba, microrregião da Serra Geral da Bahia, vizinha do Alto Rio Pardo mineiro.
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Se calarem a voz dos profetas…
“Se calarem a voz dos profetas… as pedras falarão… se fecharem uns poucos caminhos… mil trilhas nascerão…”Quaresma: tempo de profecia. -
Visita de Lula a Israel
* Pe. José Oscar Beozzo, no site Adital
A Folha ofereceu neste domingo duas entrevistas a respeito da conturbada situação em Israel e nos territórios por ele ocupados: uma com Dorit Shavit, diretora para a América Latina do Ministério das Relações Exteriores de Israel e outra com Nabil Shaath, que foi o primeiro chancelar da Autoridade Nacional Palestina (ANP).
Dorit Shavit disse que alertaria Lula de que o Irã desenvolve “não só um programa nuclear, mas armas atômicas” e que “se obtiverem armas atômicas, ameaçarão todo o Oriente Médio e o mundo, porque terá início uma corrida armamentista regional”.
Não ocorreu à Folha perguntar à Dorit Shavit se as armas atômicas que Israel desenvolveu e introduziu no Oriente Médio (segundo especialistas Israel teria cerca de 300 ogivas nucleares operacionais) não constituem nenhuma ameaça aos seus vizinhos, nem estão provocando corrida armamentista regional?
Não ocorreu também à Folha perguntar a Dorit Shavit por que Israel não é signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear ratificado por 187 países em todo o mundo, inclusive o Irã?
Não ocorreu igualmente ao repórter da Folha perguntar por que não aceita Israel que suas instalações nucleares de Dimona no deserto do Neguev sejam inspecionadas pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)? Nem por que o Conselho de Segurança da ONU jamais ameaça Israel, por não submeter seu programa nuclear à inspeção internacional? A AIEA inspeciona regularmente as instalações do Irã!
A entrevista parece mais um “press-release” do Ministério das Relações Exteriores de Israel do que a pauta de um jornal interessado em esclarecer seus leitores acerca do complexo jogo de interesses e de poder no Oriente Médio.
Esclareço que sou formalmente contra o desenvolvimento de armas nucleares por parte do Irã, como por parte de Israel, Estados Unidos, Rússia, Grã Bretanha, França, China, Índia, Paquistão, Coréia do Norte ou qualquer outro país e não apenas contra esse procedimento por parte do Irã ou da Coréia do Norte, que monopolizam hipocritamente a execração por parte dos países que desenvolveram armas nucleares, seguidos em sua posição por boa parte da mídia, como se viu na reportagem da Folha de São Paulo.
* Coordenador geral do Cesep (Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular). Vigário da Paróquia São Benedito em Lins. Membro e ex-presidente do Cehila (Comissão de Estudos da História da Igreja no Brasil e na América Latina)
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Quaresma: em busca de uma nova ascese
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20 de março: reinauguração da Matriz II
Imagens da Matriz de São Sebastião de Taiobeiras reformada, quase pronta para a reinauguração que ocorrerá às 19 horas do próximo sábado, dia 20 de março de 2010, com a presença de Dom José Alberto Moura, Arcebispo Metropolitano de Montes Claros.Interior da Matriz, com vista para o presbitério (altar) >










