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  • O escândalo da pedofilia

    * Dom Demétrio Valentini (foto), no site Adital, numa reprodução de conteúdo da Diocese de Jales (SP).
    Está tendo ampla repercussão a divulgação de casos de pedofilia, envolvendo membros do clero da Igreja Católica. O assunto merece ser analisado com cuidado, para perceber com objetividade sua dimensão, e distinguir os dados verdadeiros, da exploração que deles se faz com o intento de denegrir a imagem da Igreja, universalizando para toda a instituição o que se constitui em erros pessoais, de todo condenáveis, mas que não podem ser imputados como se fossem de autoria de toda a Igreja.
    Em primeiro lugar, a própria Igreja se antecipa em reconhecer e em confessar a gravidade da situação, admitindo inclusive que houve culpa por falta de vigilância em coibir abusos, permitindo que padres pedófilos continuassem exercendo o ministério, favorecendo assim a continuidade dos delitos.
    Independente da quantidade de casos constatados, mesmo que fosse um só, merece a clara condenação de todos, e se praticado por algum membro do clero católico, o reconhecimento de quanto isto depõe contra a imagem da Igreja.
    Em recente carta à Igreja da Irlanda, onde foram constatados diversos casos de pedofilia praticada por padres católicos, o Papa Bento 16 faz uma dura advertência à hierarquia da Igreja daquele país, para que redobre a vigilância, e afaste do ministério todos os envolvidos na prática da pedofilia.
    Se há uma conseqüência positiva, decorrente da discussão levantada no mundo inteiro em torno da pedofilia, é o crescimento da consciência da criminalidade dos atos de abusos sexuais praticados com crianças. Eles se constituem em crimes, que precisam ser denunciados, e devem ser condenados, com responsabilização adequada de todos os que incorrem em alguma responsabilidade por seu cometimento.
    As crianças têm o direito de serem preservadas das distorções sexuais dos adultos, sejam eles quem forem. Esta consciência da necessidade de preservar as crianças da maldade dos adultos precisa avançar muito mais. É toda a sociedade que precisa estar atenta para preservar a inocência das crianças. Nisto toda a sociedade tem culpa em cartório. Se fosse usado o mesmo rigor com que agora se aponta para os padres pedófilos, quantas situações precisariam ser denunciadas, nas famílias, na sociedade, sobretudo nos meios de comunicação social, onde não despertou ainda a consciência dos prejuízos causados às crianças pelas situações a que elas ficam expostas.
    Mas no que se refere diretamente à pedofilia, seria muita hipocrisia achar que ela se limita aos casos praticados por padres católicos. Existe inclusive uma evidente campanha, levada adiante por pessoas interessadas em denegrir a imagem da Igreja Católica, que está se aproveitando desta situação para tornar ainda mais virulentas as acusações contra ela. Por isto, no Brasil não é nada de estranhar que uma conhecida rede de televisão se esmere agora em ampliar o que é sua razão de ser: acusar continuamente a Igreja Católica, usando para isto todos os meios de que dispõe.
    Neste sentido, sem fazer dos números uma desculpa, é importante olhar os dados com objetividade. O Professor Carlos Alberto di Franco, Doutor em Comunicação pela Universidade de Navarra (difranco@iics.org.br), traz a seguinte constatação: desde 1995, na Alemanha, houve 210.000 denúncias de abusos de pedofilia. Destas denúncias, só trezentas se referem a padres católicos. Isto é, só 0.2% por cento do total. E por que só se insiste em falar da Igreja, tentando inclusive envolver o Papa, acusando-o de responsabilidade por ter aceito um padre pedófilo na sua diocese, no tempo em que era arcebispo de Munique? Por que não se fala dos outros 99,98 por cento dos casos?
    Se olhamos o clero do Brasil, em sua imensa maioria constituído de beneméritos ministros devotados à sua missão, com os limites humanos de que todos somos revestidos, a proporção é certamente parecida com a análise apresentada pelo Prof. Di Franco. Os raros casos de pedofilia constatados no clero brasileiro, por mais deploráveis que sejam, não justificam a hipócrita escandalização, levada em frente por meios de comunicação que trazem evidente a marca da tendenciosidade, que fica desmascarada à luz de qualquer dado objetivo.
    A Igreja Católica está disposta a uma severa autocrítica de sua própria instituição, diante dos casos reais de pedofilia praticada por membros do seu clero. Ela aceita de bom grado os questionamentos objetivos que podem ser feitos pela sociedade. Mas ela dispensa a hipocrisia de quem generaliza as acusações, escondendo seus interesses escusos, e desvirtuando uma análise objetiva do problema da pedofilia.

    * Dom Demétrio Valentini é Bispo Diocesano de Jales (SP) e Presidente da Cáritas Brasileira.

  • Frei Betto: Vinde a eles as criancinhas?

    * Frei Betto, em Adital.

    As sucessivas denúncias de pedofilia e abuso sexual cometidos por sacerdotes e acobertados por bispos e cardeais envergonham a Igreja Católica e abalam a fé de inúmeros fiéis.

    No caso da Irlanda, onde mais de 2 mil crianças entregues aos cuidados de internatos religiosos foram vítimas da prática criminosa de assédio sexual, o papa Bento XVI divulgou documento em que pede perdão em nome da Igreja, repudia como abominável o que ocorreu e exige indenização às vítimas.

    Faltou ao pontífice determinar punições da Igreja aos culpados, ainda que tenha consentido em submetê-los às leis civis. O clamor das vítimas e de suas famílias exige que a Santa Sé aja com rigor: suspensão imediata do ministério sacerdotal, afastamento das atividades pastorais e sujeição às leis civis que punem tais práticas hediondas.

    A crescente laicização da sociedade europeia reduz drasticamente o número de fiéis católicos e a freqüência à igreja. O catolicismo europeu, atrelado a uma espiritualidade moralista e a uma teologia acadêmica, afastado do mundo dos pobres e imbuído de um saudosismo ultramontano que o faz ignorar o Concilio Vaticano II, perde sempre mais o entusiasmo evangélico e a ousadia profética.

    Dominado por movimentos fundamentalistas que cultivam a fé em Jesus, mas não a fé de Jesus, o catolicismo europeu cheira a heresia ao incensar a papolatria e encarar o mundo não mais como vale de lágrimas e sim como refém de um relativismo que corrói as noções de autoridade, pecado e culpa.

    Ao olvidar a dimensão social do pecado, como a injustiça, a opressão, o latifúndio improdutivo ou a apologia da desigualdade, o catolicismo liberal centrou sua pregação na obsessão sexual. Como se Deus tivesse incorrido em erro ao tornar a sexualidade prazerosa.

    Como o Espírito Santo se vale de vias transversas para renovar a Igreja, tomara que as denúncias de pedofilia eclesiástica sirvam para pôr fim ao celibato obrigatório do clero diocesano, permitir a ordenação sacerdotal de homens e mulheres casados e ultrapassar o princípio doutrinário, ainda vigente, de que, no matrimônio, as relações sexuais são admissíveis apenas quando visam à procriação.

    Ora, tivesse Deus de acordo com tal princípio, não teria feito do gênero humano uma exceção na espécie animal e, portanto, destituiria o homem e a mulher da capacidade de amar e expressar o amor por meio de carícias e incutiria neles o cio próprio dos períodos procriatórios dos bichos, o que os faz se acasalar.

    Jesus foi celibatário, mas é uma falácia deduzir que pretendeu impor sua opção aos apóstolos. Tanto que, segundo o evangelho de Marcos, curou a sogra de Pedro (1, 29-31). Ora, se tinha sogra, Pedro tinha mulher. E ainda foi escolhido como primeiro cabeça da Igreja.

    Os evangelhos citam as mulheres que integravam o grupo de discípulos de Jesus: Suzana, Joana etc. (Lucas 8, 1-3). E deixam claro que a primeira pessoa a anunciar Jesus como Deus entre nós foi uma apóstola, a samaritana (João 4, 39).

    Nos seminários e casas de formação do clero e de religiosos é preciso avaliar se o que se pretende é formar padres ou cristãos, uma casta sacerdotal ou evangelizadores, pessoas submissas ao figurino romano ou homens e mulheres dotados de profunda espiritualidade evangélica, afeitos à vida de oração e comprometidos com os direitos dos pobres.

    No tempo de Jesus, as crianças eram desprezadas por sua ignorância e repudiadas pelos mestres espirituais. Jesus agiu na contramão dos preceitos vigentes ao permitir que as crianças dele se aproximassem e ao citá-las como exemplo de fidelidade a Deus. Porém, deixou claro que seria preferível amarrar uma pedra no pescoço e se atirar na água do que escandalizar uma delas (Marcos 9, 42).

    As sequelas psíquicas e espirituais daqueles que confiaram em sacerdotes tarados são indeléveis e de alto custo no tratamento terapêutico prolongado. As vítimas fazem muito bem ao exigir indenização. Resta à Igreja punir os culpados e cuidar para que tais aberrações não se repitam.

    [Autor de Um homem chamado Jesus (Rocco), entre outros livros. Transcrito do jornal ‘Estado de Minas’ em 08/04/2010].

  • O modelo finlandês de Educação

    * Do Blog do Luis Nassif

    A rede BBC esta publicando uma série sobre os fatores de sucesso em programas de educação ao redor do mundo. Esta semana eles focaram a Finlandia, que consistentemente lidera o PISA (exame da OECD para alunos de 15 anos) só ficando em segundo em matemática. Alguns pontos da reportagem:

    – A filosofia da Finlandia é de que cada aluno contribue e que ninguem é deixado para trás;
    – Uso de um professor adicional para ajudar alunos com problemas em alguma matéria;
    – A escola é integrada até o aluno chegar aos 13 anos, com o mesmo professor desde o começo. O professor cresce com os alunos e conhece todos muito bem;
    – As crianças começam na escola só aos 7 anos de idade, até la a enfase é brincar;
    – Uma cultura muito forte de leitura e envolvimento das familias;
    – A carreira de professor é de muito prestigio, muito procurada com padrões de ensino elevado.

    Fonte: http://news.bbc.co.uk/2/hi/programmes/world_news_america/8601207.stm e Blog do Luis Nassif.

  • Sobre a verdade

    “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.
    (João 8,32)
  • Entrevista com Dom Pedro Casaldáliga

    Uma entrevista com Dom Pedro Casaldáliga (Bispo Emérito), disponível no site da Prelazia de São Félix do Araguai/MT, porém sem data de quando foi realizada.

    Eduardo Lallana e Charo Garcia de la Rosa de São Félix do Araguaia (MT)

    Muitas já foram as entrevistas feitas com dom Pedro Casaldáliga. Umas abordam a sua tomada de postura ante a situação mundial, outras, sua verve ante os problemas e desafios da Igreja. Mas a entrevista a seguir busca uma peculiaridade: alcançar o coração da pessoa, do pastor, do místico, do poeta – duas vezes indicado ao Prêmio Nobel da Paz, bispo emérito de São Félix, um dos líderes da teologia da libertação, figura internacional na defesa dos direitos humanos.

    Qual seria o lema da sua vida?
    Dom Pedro Casaldáliga – Relativizar o que é relativo e absolutizar o que é absoluto.

    E para você, o que é absoluto?
    Dom Pedro – Tenho um poeminha que diz “que tudo é relativo, menos Deus e a fome”.

    Que passagens da Bíblia são as que mais têm influenciado sua vida, as que mais têm guiado sua ação pastoral?
    Dom Pedro – “Deus é amor” e “Deus amou o mundo de tal modo que enviou seu Filho não para condenar o mundo, mas para salvá-lo”.

    Falemos de seus guias, mestres espirituais, aquelas pessoas que iluminaram seu caminho além desta fonte evangélica.
    Dom Pedro – Evidentemente Jesus de Nazaré, Francisco de Assis, Teresa de Lisieux, Charles de Foucault, companheiros de episcopado, aqui na América Latina.

    Você é conhecido por sua alma de poeta. Se tivesse que eleger dentro da literatura universal, quais seriam seus poetas preferidos?
    Dom Pedro – San Juan de la Cruz, Antonio Machado.

    Se tivesse que eleger algum poema?
    Dom Pedro – O próprio “Auto-retrato” de Antonio Machado, “A seqüência de Páscoa” e outro poema imortal para mim, o “Canto Espiritual de Joan Maragal”.

    Somos humanos, somos feitos de virtudes e defeitos. Qual seu maior defeito?
    Dom Pedro – A impaciência.

    E a maior virtude?
    Dom Pedro – A esperança.

    Qual é o grande pecado do mundo de hoje?
    Dom Pedro – O capitalismo neoliberal.

    E um dos pecados importantes da Igreja santa e pecadora?
    Dom Pedro – A falta de capacidade para unir-se às igrejas, absolutizando o que não é absoluto, e não respondendo ao testamento de Jesus, “que todos sejam um”.

    Entrando mais em aspectos pessoais de sua vida, qual é o momento mais triste de sua vida?
    Dom Pedro – Não saberia dizer em virtude de relativizar o que é relativo, o momento da morte de meu pai, de minha mãe, a morte de líderes, militantes, agentes de pastoral. São momentos tristes, mas como a esperança continua não chega a ser um drama, uma tragédia. Não creio que possa dizer que tenho vivido tristezas maiores. Relativizar porque a esperança continua dando garantia posterior a todos os fracassos, a todas as decepções. Eu digo em algum lugar de um diário meu: “Deus é amor, nós somos amor, traição e medo, mas também esperança”. E essa esperança resolve todas as decepções e todas as tristezas, todos os fracassos.

    Por contraste, quais os momentos mais felizes de sua vida?
    Dom Pedro – Cada vez que vejo que uma comunidade, um líder que assume sua missão, assume suas causas, cada vez que vejo que há comunidades, pessoas, capazes de solidaridade, arriscando inclusive a própria vida. O testemunho de nossos mártires.

    Sabemos que foi perseguido, ameaçado de morte em várias ocasiões. Quando realmente temeu por sua vida?
    Dom Pedro – Durante a ditadura militar, houve bastantes momentos. Na ocasião da morte do padre Juan Bosco Penido Burnier: a bala era para mim. Eu tenho o poder de esquecer o mal e quando olho para trás nunca posso dizer que estou olhando para trás com raiva. Não. Esse absoluto que é Deus resolve todos esses problemas e todas as tristezas e decepções.

    Falando de decepções, qual foi a maior decepção de sua vida?
    Dom Pedro – Maior nenhuma, porque seria uma decepção maior chegar a um túnel sem saída, mas a saída está sempre adiante. Não posso falar de decepções maiores: políticos amigos que falharam, projetos militantes ou pastorais que falharam, mas eu os relativizo.

    Quais são os seus três maiores desejos?
    Dom Pedro – Que se acabe a fome no mundo, que se acabe a fabricação de armas, a carreira armamentista, que se acabe a guerra sobretudo essa guerra religiosa ou respaldada por religiões.

    E as três maiores preocupações?
    Dom Pedro – Que as igrejas não se unam, que não sejamos capazes de administrar este mundo que daria para todos e tenhamos que seguir vivendo em meio a uma humanidade em que dois terços não têm o direito de viver. E no cotidiano, os erros, sobretudo os nossos e dos agentes de pastoral.

    Olhando para trás, qual seu maior erro?
    Dom Pedro – Não ter sido compreensivo o bastante em muitas ocasiões.

    Do que se arrepende?
    Dom Pedro – De muitas coisas. De tudo um pouco. Podia ter feito melhor, com mais esperança, com mais simplicidade, com maior generosidade. Eu recordo sempre a frase daquele santo que dizia que quando se apresentasse diante de Deus lhe pediria: “esqueça-se das minhas boas obras, vamos falar somente dos meus fracassos, dos meus pecados, que isso sabes resolver muito bem”.

    Uma de suas características mais destacadas tem sido a relação com os povos indígenas. O que tem aprendido nesta experiência com eles?
    Dom Pedro – A convivência com a natureza, um certo sentido de comunidade, relativizar também muitas coisas que nossa civilização considera como absolutas.

    Poderia recordar quando, como e se houve algum momento especial no qual fez essa opção pelos pobres que tem guiado e marcado sua existência?
    Dom Pedro – Em minha infância ouvi muitas vezes de meu pai e minha mãe: “Nós somos pobres”. Já firmado na infância, pouco depois com contatos, com análises, convivências religiosas passei a sentir que a opção pelos pobres tem que ser a opção fundamental da Igreja. Uma opção que defina a Igreja recordando aquela frase de Van-der Meerch: “A verdade, Pilatos, é estar do lado dos pobres”. Para a Igreja também.

    Quais são, para você, os três grandes desafios para a Igreja do terceiro milênio?
    Dom Pedro – O ecumenismo e o macroecumenismo. A pobreza estrutural de suas instituições. A profecia contra sistemas, estruturas que matam, que excluem, que proíbem. Então seria, a união das próprias igrejas, a profecia diária, uma profecia que denuncia, anuncia e consola.

    Se fosse nomeado papa, quais seriam as três primeiras decisiões mais importantes que tomaria?
    Dom Pedro – Estamos brincando, não? A primeira seria suprimir o Estado Pontifício e que o papa deixasse de ser chefe de Estado. A segunda, suspender a Cúria Romana e, a terceira, convocar um encontro chamado Concílio verdadeiramente ecumênico, para refazer totalmente a Cúria Romana, para redefinir o ministério de Pedro e para propor com seriedade a integração dos diferentes povos e a relativização do que é relativo, que pode ser o próprio celibato sacerdotal.

    Chama atenção em sua vida o fato de que sendo bispo não tenha empregado os símbolos do poder episcopal. Qual é a motivação última e profunda, de que nunca tenha usado a mitra e o cajado? Qual é a raiz dessas suas decisões?
    Dom Pedro – Com todo respeito aos irmãos que os usam, creio que não são símbolos nem gestos evangélicos. Estão vinculados a um status e seria o mais lógico prescindir de escudo, prescindir de mitra, de cajado, e celebrar as eucaristias com simplicidade. Não creio que essas simbologias façam nenhum bem à Igreja.

    Para você, qual é a virtude humana que mais valoriza?
    Dom Pedro – A coerência.

    E a virtude evangélica?
    Dom Pedro – A esperança.

    Como gostaria de ser recordado?
    Dom Pedro – Como alguém que crê que Deus salva todos e tudo.

    Para você, ser um homem ou uma mulher espiritual é…?
    Dom Pedro – Viver em profundidade, assumir opções dignas de uma vida humana. Ser coerente, abrir-se às necessidades do próximo. Celebrar a vida.

    Agora vou lhe dizer algumas palavras soltas e lhe pediria que respondesse com o fogo de sua mente e de seu coração. Algunas relativas à geografia. África?
    Dom Pedro – A maior dívida da humanidade.

    América Latina?
    Dom Pedro – Minha segunda pátria.

    Cataluña?
    Dom Pedro – A família, a língua, a paisagem.

    Brasil?
    Dom Pedro – Uma casa de última hora e definitiva.

    Araguaia?
    Dom Pedro – Nosso rio.

    Soria?
    Dom Pedro – Antonio Machado, “Tierra Sin Males”, solidariedade.

    Injustiça?
    Dom Pedro – A negação do amor.

    O chamado “terceiro mundo”?
    Dom Pedro – Um escândalo na história humana. Porque “terceiro mundo” por definição significa um mundo proibido, marginalizado, explorado, inferior.

    “Primeiro mundo”?
    Dom Pedro – A prepotência, o lucro, o egoísmo, o consumismo, o imperialismo.

    Liberdade?
    Dom Pedro – A possibilidade de vencer o medo, a possibilidade de ser o que se é, a possibilidade de ajudar todos que vivem sem liberdade.

    Movimento dos Sem Terra?
    Dom Pedro – Hoje em dia, o maior movimento popular social da América Latina.

    Latifúndio?
    Dom Pedro – Uma ineqüidade, o abuso da terra de todos, o egoísmo estrutural no campo.

    Globalização?
    Dom Pedro – A transformação da humanidade em mercado.

    Solidaridade?
    Dom Pedro – Como disse a poeta nicaragüense: “a ternura dos povos”. A caridade estruturada de povo para povo.

    Guerra?
    Dom Pedro – A negação da vida.

    Bem. Agora, também com algumas palavras, sugiro que evoque seu pensamento, seu sentimento sobre alguns personagens. Lula?
    Dom Pedro – Uma experiência, operária, política, importante para a América Latina. Uma certa decepção, quiçá porque exigimos o que no momento não se pode exigir, mas em todo caso, na história do Brasil, na história da América Latina, haverá sido um passo político importante.

    Bush?
    Dom Pedro – Uma epidemia mundial.

    Fidel Castro?
    Dom Pedro – Um grande estadista, um pai da pátria latino-americana, mas ao mesmo tempo, autoritário, imperialista, que talvez não tenha sabido abrir os espaços que deveria ter aberto para democratizar mais as conquistas de saúde, de educação que Cuba fez, que seria um testemunho mais acessível aos outros povos.

    Evo Morales?
    Dom Pedro – Uma vitória dos povos indígenas depois de 500 anos de proibição, de exclusão.

    E para terminar, o que lhe dizem estas palavras? Vida Eterna?
    Dom Pedro – A convivência plena com Deus vivo, e com todos os filhos e filhas de Deus.

    Vida Plena?
    Dom Pedro – A partir da palavra de Jesus: “que todos tenham vida e a tenham em abundância”, vida plena, aqui do lado de cá da morte, sempre é uma vida relativa, mas em esperança: vamos à vida eterna plena.

    E a última pergunta; o que tem dado sentido a sua vida?
    Dom Pedro – A Boa Nova do Evangelho.

  • Leonardo Boff: Lição por linhas tortas

    DEUS PODE ESTAR TENTANDO DIZER QUE É HORA DE A IGREJA ABOLIR O CELIBATO IMPOSTO POR LEI.

    * Leonardo Boff, para o Jornal O Estado de São Paulo, disponível em Estadão On Line.

    O levantamento dos padres pedófilos em quase todos os países da cristandade católica está ainda em curso, revelando a extensão desse crime que tantos prejuízos tem provocado em suas vítimas. É pouco dizer que a pedofilia envergonha a Igreja. É pior. Ela representa uma dívida impagável com aqueles menores que foram abusados sob a capa da credibilidade e da confiança que a função de padre encarna. A tese central do papa Ratzinger que cansei de ouvir em suas conferências e aulas vai por água abaixo. Para ele, o importante não é que a Igreja seja numerosa. Basta que seja um “pequeno rebanho”, constituído de pessoas altamente espiritualizadas. Ela é um pequeno “mundo reconciliado” que representa os outros e toda a humanidade. Ocorre que dentro desse pequeno rebanho há pecadores criminosos e é tudo menos um “mundo reconciliado”. Ela tem que humildemente acolher o que dizia a tradição: a Igreja é santa e pecadora e é uma “casta meretriz”. Não é suficiente ser Igreja. Ela tem que trilhar, como todos, pelo caminho do bem e integrar as pulsões da sexualidade que já possui 1 bilhão de anos de memória biológica para que seja expressão de enternecimento e de amor e não de obsessão e de violência contra menores.

    O escândalo da pedofilia se constitui num sinal dos tempos atuais. Do Vaticano II (1962-1965) aprendemos que cumpre identificar nos sinais uma interpelação que Deus nos quer transmitir. Vejo que a interpelação vai nesta linha: está na hora de a Igreja romano-católica fazer o que todas as demais Igrejas fizeram: abolir o celibato imposto por lei eclesiástica e liberá-lo para aqueles que veem sentido nele e conseguem vivê-lo com jovialidade e leveza de espírito. Mas essa lição não está sendo tirada pelas autoridades romanas. Ao contrário, apesar dos escândalos, reafirmam o celibato com mais vigor.

    Sabemos como é insuficiente a educação para a integração da sexualidade no processo de formação dos padres. Ela é feita longe do contato normal com as mulheres, o que produz certa atrofia na construção da identidade. As ciências da psique nos deixaram claro: o homem só amadurece sob o olhar da mulher e a mulher sob o olhar do homem. Homem e mulher são recíprocos e complementares. O sexo genético-celular mostrou que a diferença entre homem e mulher, em termos de cromossomos, se reduz a apenas um cromossomo. A mulher possui dois cromossomos XX e o homem, um cromossomo X e outro Y. Donde se depreende que o sexo-base é o feminino (XX), sendo o masculino (XY) uma diferenciação dele. Não há, pois, um sexo absoluto, mas apenas um dominante. Em cada ser humano, homem e mulher, existe “um segundo sexo”. Na integração do animus e da anima, vale dizer, das dimensões de feminino e de masculino presentes em cada um, se gesta a maturidade sexual.

    Essa integração vem sendo dificultada pela ausência de uma das partes, a mulher, que é substituída pela imaginação e pelos fantasmas que, se não forem submetidos à disciplina, podem gerar distorções. O que se ensinava nos seminários não é sem sabedoria: quem controla a imaginação, controla a sexualidade. Em grande parte, assim é. Mas a sexualidade possui um vigor vulcânico. Paul Ricoeur, que muito refletiu filosoficamente sobre a teoria psicanalítica de Freud, reconhece que a sexualidade escapa ao controle da razão, das normas morais e das leis. Ela vive entre a lei do dia, em que valem as regras e os comportamentos estatuídos, e a lei da noite, em que funciona a pulsão, a força da vitalidade espontânea. Só um projeto ético e humanístico de vida (o que queremos ser) pode dar direção a essa dialética e transformá-la em força de humanização e de relações fecundas.

    Nesse processo o celibato não é excluído. Ele é uma das opções possíveis que eu defendo. Mas o celibato não pode nascer de uma carência de amor, ao contrário: deve resultar de uma superabundância de amor a Deus que transborda para os que estão a sua volta.

    Por que a Igreja romano-católica não dá um passo e abole a lei do celibato? Porque é contraditório com a sua estrutura. Ela é uma instituição total, autoritária, patriarcal e altamente hierarquizada. Ela abarca a pessoa do nascimento à morte. O poder conferido ao papa, para uma consciência cidadã mínima, é simplesmente tirânico. O cânon 331 é claro. Trata-se de um poder “ordinário, supremo, pleno, imediato e universal”. Se riscarmos a palavra papa e colocarmos Deus, funciona perfeitamente. Por isso se dizia: “O papa é o deus menor na terra”. Uma Igreja que coloca o poder em seu centro fecha as portas e as janelas para o amor, a ternura e o sentido da compaixão. O celibatário é funcional para esse tipo de Igreja.

    O celibato implica cooptar o sacerdote totalmente a serviço, não da humanidade, mas desse tipo de Igreja. Ele só deverá amar a Igreja. Enquanto essa lógica perdurar, não esperemos que a lei do celibato seja abolida. Ele é muito cômoda para ela.

    Mas como fica o sonho de Jesus de uma comunidade fraterna e igualitária? Bem, isso é um outro problema, talvez o principal.

    * Leonardo Boff é teólogo, escritor e professor emérito de ética da UERJ.

  • Balanço da Conferência Nacional de Educação (CONAE)

    Por Erisson, no Blog do Luis Nassif

    Eu já tinha comendado isso antes, mas passou em branco. Reproduzo aqui minha colocação:

    A 1ª Conferência Nacional da Educação ( CONAE ) acabou de terminar e entre pontos polêmicos, aprovou as seguintes decisões:

    – Cotas Raciais para ingresso nas Universidades Públicas

    http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/04/01/conae-aprova-cotas-raciais-para-o-ingresso-nas-universidades-publicas.jhtm

    -Inclusão de temática LGBT nos livros didáticos

    http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/03/31/conae-livros-didaticos-e-escolas-terao-de-incluir-tematica-lgbt.jhtm

    – Eleição Direta para Diretores nas escolas

    http://www.pt.org.br/portalpt/noticias/nacional-2/conae-aprova-proposta-de-eleicao-direta-para-diretores-de-escolas-publicas-3951.html

    O destaque negativo desta CONAE fica pela pífia cobertura do evento, tanto pela imprensalona, quanto pelos blogs alternativos. Exceto algumas notas neste blog, nenhum veículo alternativo dedicou maior atenção ao evento.

    No Viomundo, apenas um artigo sobre o SUS da educação no dia 31;

    No Escrivinhador, nenhum artigo.

    No Carta Maior, nenhuma menção.

    No Conversa Afiada, nenhuma nota.

    Creio que hoje ou amanhã, com o fim do evento e a participação do presidente Lula hoje, as atenções da grande mídia, e por conseguinte, da mídia alternativa, devem se voltar para o tema, seja por conta das eleições antecipadas, seja por conta de aspectos polêmicos votadas nesta conferência.

    De minha parte, vou aguardar a divulgação do documento final aprovado.

  • Filme: Segurança Nacional

    Saiba mais sobre este filme brasileiro que será lançado em maio clicando aqui ou vendo o trailer abaixo:

  • Presidente Lula e ministro da Educação defendem Piso e Carreira de Professor

    O presidente Lula anunciou que vai pessoalmente conversar com os governadores que não pagam o Piso Salarial Nacional dos profissionais de educação. Foi durante a Conferência Nacional de Educação(Conae). Numa defesa contundente de reivindicações históricas da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Lula afirmou que “o casamento entre educação de qualidade e valorização do professor têm que ser indissolúvel”.

    O presidente lamentou que alguns estados ainda não paguem o Piso e se dispôs a falar com os governadores, atendendo a uma sugestão feita pelo ministro da educação, Fernando Haddad, também durante a Conae.

    “Terminou o tempo de tratar as professoras como normalistas ou professorinhas. Esse sonho acabou. Os professores tiveram a profissão sucateada e mal tratada. A remuneração faz parte da qualidade da educação e eu não me conformo que um Piso de R$ 1,020,00 é bom para um educador que toma conta de nossos filhos”, lamentou o presidente.

    O ministro Haddad sugeriu ao presidente que adote em relação ao Piso a mesma postura que teve com o salário mínimo e “reúna governadores, prefeitos e entidades como a CNTE para fixar metas para recompor a remuneração dos educadores”, disse Haddad.

    Para o presidente da CNTE, Roberto Franklin de Leão, o fato de o presidente Lula ter se comprometido em conversar com os governadores demonstra a importância que o Piso tem. “O presidente reconheceu que os professores ganham mal. Ele se dispôs a construir um processo de debate e esse é um peso muito importante e eu espero que a gente consiga avançar na implantação efetiva do Piso”, afirmou.

    Leão destacou que ainda há uma divergência entre os valores que o governo reconhece para o Piso (R$ 1,020,00) e o defendido pela CNTE (R$1,3 mil). “Mas isso faz parte do debate. Só não aceitamos desvincular o Piso do Fundeb. Mas a CNTE tem sempre disposição em discutir”, disse.

    O ministro Haddad lamentou que a baixa remuneração dos professores esteja afastando os jovens da carreira de magistério. “Se quisermos que a educação seja prioridade número um no país, temos que contar com o trabalhador em educação”, concluiu Haddad.

    Clique aqui para ouvir o programa da CNTE.

    Fonte: Blog do Alberto Bouchardet, de Monte Azul (MG). Foto: Presidente Lula e Ministro da Educação Fernando Haddad.

  • Festa da Páscoa em Taiobeiras

    Não consigo ainda entender aquelas pessoas que dizem acreditar na Ressurreição de Jesus Cristo, mas que não aceitam a possibilidade e nem lutam por um mundo mais justo, livre das desigualdades sociais. Para mim uma coisa e a outra são inseparáveis. A vitória de Jesus sobre a morte também é a vitória dos seres criados por Deus ante todos os males que os fazem infelizes e sofredores.
    Veja algumas fotos da festa da Páscoa nesta madrugada-manhã de domingo, 04 de abril de 2010, em Taiobeiras (MG).

  • Artigo do Levon: Homem assassinado pelos romanos na sexta é visto vivo na manhã de domingo

    * Levon do Nascimento (ao final da reflexão da quaresma de 2010, na alegria da Páscoa do Senhor Ressuscitado. Aleluia!)

    É verdade. Trata-se de um tal Jesus de Nazaré, um carpinteiro sem casa e lugar certo para viver, que anda cercado de gente pobre: uns pescadores, uns cobradores de impostos, umas mulheres – algumas delas adúlteras, outras prostitutas -, alguns que eram cegos e dizem ter sido curados por ele, outros que eram loucos-endemoniados e que afirmam ter encontrado a razão. Enfim, um cara meio esquisito, envolvido com gente sem muita expressão na sociedade, mas que se dizia filho de Deus. Alguns até, messiânicos como só, acham que se trata daquele nominado nas escrituras antigas, o que veio para libertar nosso povo do domínio dos estrangeiros. Bem, ele foi julgado culpado de blasfêmias na última sexta-feira e crucificado pelos romanos junto com outros bandidos. Às pressas, o sepultaram no mesmo dia, pois o sábado já ia começar.

    O estranho é que corre por toda a cidade que ele foi visto vivo, conversando primeiro com algumas mulheres que o seguiam, depois com alguns de seus discípulos. Ninguém está entendendo nada. Onde que um sujeito como aquele, sem eira nem beira, que vivia cercado do pior tipo de gente, seria de fato um enviado de Deus?! Só pode ser coisa de quem não tem o que fazer ou então de baderneiros subversivos.

    Passado algum tempo…

    Ah, e a onda estranha continua… dizem também que ressuscitou um certo Pedro, pescador, que era seguidor do Nazareno. Ele também foi pregado numa cruz, só que de cabeça para baixo, mas está vivo e liderando o grupo dos seguidores daquele que eles creem ter ressuscitado do mortos.

    Dizem que também está viva uma mulher chamada Maria, a mãe do Nazareno crucificado. Os seguidores dele a chamam de mãe.

    Vivo também está um sujeito agora conhecido como Paulo, que antes até que tinha juízo e perseguia os seguidores do Nazareno, mas depois ensandeceu e passou a divulgar ensinamentos em nome do mesmo.

    E tem mais… um tal de Francisco, da cidade de Assis, deixou para trás toda a herança e a riqueza de seu pai para viver em trapos e passando fome, por causa do Nazareno que dizem ter ressuscitado.

    Outro redivivo é um bispo de El Salvador, chamado Oscar Romero. Ele foi morto pelos militares de seu país e dos EUA por defender aquele povo subdesenvolvido da América Latina. Olha só, dizia que aquela “raça” de índios e negros tem estampada na cara o rosto do Nazareno.

    E fiquei sabendo ainda que uma mulher de nome Dorothy Stang também está viva. Ela era uma freira idosa que falava mal dos homens que só trazem o progresso para a Amazônia. Não entendo, pois ela foi morta com razão ao se meter onde não era chamada, tentando impedir o progresso e a livre iniciativa dos homens de negócios. Como é que pode estar viva agora?

    Sei não. Este Nazareno deve ter alguma coisa de especial. Quem ouve falar dele e se associa ao seu grupo, ganha uma força e tanto. Tem tanta coragem que não se importa em morrer por conta dele. Dizem que ele lhes trará a vida de volta. Pelo visto, trás mesmo! Estou começando a achar que tudo o que disseram sobre este tal Jesus deve ser mesmo verdade. Onde será que posso encontrá-lo?
  • Autoridades são questionadas sobre o aumento da criminalidade

    * Do site do Jornal Folha Regional.

    TAIOBEIRAS – O Major PM Edvar Souza Santos assumiu o comando da 2º Companhia Independente de Polícia Militar, sediada nesta cidade, com a missão de diminuir os índices de criminalidade, que vem crescendo constantemente em toda a microrregião Alto Rio Pardo. A passagem de comando foi feita pelo Comandante da 11ª região da Polícia Militar, Coronel PM Franklin de Paula Silveira, oportunidade em que o Jornal Folha Regional, sem rodeios, questionou as autoridades responsáveis sobre o preocupante aumento da criminalidade.

    O primeiro a ser questionado foi o Coronel Franklin de Paula, principalmente sobre os assaltos à mão armada que vem acontecendo contra as joalherias da região. “Temos uma estratégia para combater este tipo de crime. E agora, com o comando do Major Edvar, com certeza vamos produzir resultados na prevenção e na repressão”, garantiu o Coronel para a nossa reportagem, que pediu ajuda da comunidade e da Imprensa, com críticas construtivas.

    Perguntamos ao Coronel se a Companhia de Taiobeiras terá Corpo de Bombeiros, e ele disse que isso depende de mobilização política e de cobranças por parte da Imprensa. “Januária e Janaúba já tem Bombeiros. Para Taiobeiras ter, a mobilização política é fundamental. As autoridades precisam reivindicar e mostrar a demanda”, explicou.

    O Coronel também foi questionado sobre a situação caótica da Segurança Pública em São João do Paraíso, que divide fronteira com o estado da Bahia e ainda sobrevive um com modesto Destacamento Policial. “Realmente São João do Paraíso está num ponto sensível e precisa de uma análise mais profunda. Nós vamos traçar ações para solucionar o problema”, prometeu o Coronel.

    Novo Major – Em entrevista a nossa reportagem, o Major Edvar promete desenvolver um trabalho diferente do que estava sendo feito. “Vamos inserir a comunidade no trabalho da Polícia. Queremos uma participação social. A partir de agora, o cidadão terá uma polícia que conversa, que aborda, que confere e que está próxima”, garantiu o Major.

    Quanto aos crimes violentos, o novo Major foi enfático. “Temos várias estratégias para combater este tipo de crime. Mas primeiro precisamos diagnosticar as verdadeiras causas do crime, pois sem o diagnóstico não há como combatermos ou prevenirmos. Pode ter a certeza de que vamos atuar nas verdadeiras causas da criminalidade”, garantiu o Major.

    Foto: Alex Video.

  • À Luz do Ressuscitado, caminhando na terra do povo

    Tempo de Páscoa, 1ª lua cheia do outono (primavera lá no Hemisfério Norte). Tempo de Ressurreição. Tempo de Espiritualidade. Tempo de perdão e de busca de um sentido transcendente para a vida.
    Veja algumas fotos que fiz, simbolizando o caminho “espiritual” que tentei tomar neste tempo de preparação para a Ressurreição do Senhor.

    É um caminho bem terreno, na realidade do meu povo, sem perder a dimensão da luz pascal que emana do coração daquele que deu a vida pelas mulheres e pelos homens.

     
  • Menina de 13 anos é estuprada por causa de pulseira

    Do Yahoo Notícias, em 31/03/2010.

    Aparentemente inofensivas, pulseiras coloridas, chamadas pelos adolescentes de “pulseiras do sexo”, “pulseiras da malhação” ou “pulseira da amizade”, levaram uma menina de 13 anos a ser estuprada e abusada sexualmente por quatro pessoas em Londrina, no norte do Paraná. Um dos agressores tem 18 anos e os outros são menores. Em razão da gravidade do caso, o juiz da Vara da Infância e Juventude de Londrina, Ademir Ribeiro Richter, proibiu hoje a venda das pulseiras na cidade. A Câmara Municipal também discute a proibição.

    As pulseiras finas de silicone começaram a ter conotação sexual na Inglaterra, com cada cor representando uma atitude, que vai desde um abraço até a prática de sexo. O comando para que o parceiro realize a ação é feito quando um arrebenta a pulseira do outro. De acordo com o delegado da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, William Douglas Soares, o comando foi dado por volta do meio-dia do dia 15, no terminal central de transporte coletivo de Londrina.

    A vítima e três dos autores tinham se conhecido no dia 14 no mesmo lugar, quando ela saíra da escola e esperava o ônibus para retornar para casa. No dia seguinte, um dos homens chegou até a adolescente e arrebentou a pulseira preta, que convencionalmente representaria o sexo. “Ficou muito claro que a motivação foi o uso da pulseira, porque eles não tinham laço de amizade”, afirmou o delegado. “Ela disse que, depois que arrebentou, eles pressionaram que ela teria que fazer e ela se sentiu constrangida e os acompanhou até a casa de um deles.”

    A família da menina procurou a Delegacia do Adolescente somente no dia 23 relatando o fato. A adolescente foi entregue ao Centro de Referência Especializada de Assistência Social (Creas) para que tenha acompanhamento psicológico. Para o rapaz de 18 anos, a legislação prevê, em caso de condenação, pena de 8 a 15 anos, enquanto os menores poderão ser encaminhados para medidas socioeducativas ou para internação.

  • Noam Chomsky e o golpe de 1964 no Brasil

    Por Miriam, no Blog do Luis Nassif
    Chomsky diz que o barbarismo do nosso tempo começou com o golpe de 1964 no Brasil ( que hoje completa 46 anos).

    Ao receber o prêmio Erich Fromm 2010, no último dia 23 de março, em Stuttgart, na Alemanha, Noam Chomsky procedeu à leitura de seu discurso “The evil scourge of terrorism”: Reality, construction, remedy” (O perverso flagelo do terrorismo: Realidade, construção e remédio).

    Em vigorosa explanação, ele detalha o mecanismo do terrorismo atual, a partir e após o governo Reagan, vasculhando também nos governos Eisenhower e Kennedy.

    Os golpes, invasões, as mazelas da CIa e inteligência militar usadas contra Cuba, Nicarágua, El Salvador, Líbia, Irã, Afeganistão,Teologia da Libertação, Argentina, Chile, Brasil, são expostos como partes da estratégia e campanha dos governos norte americanos de deter a conscientização dos povos para a libertação do seu domínio. Campanha esta que teria terminado somente alguns dias depois da queda do muro de Berlim, em 1989, com o assassinato de jesuítas em El Salvador.

    Aqui tradução livre de alguns trechos que nos tocam diretamente:

    “À parte Cuba, a praga do estado de terror no hemisfério ocidental foi iniciada com o golpe basileiro em 1964, instalando a primeira de uma série de Estados neo-nazi de Segurança Nacional e inciando uma praga de repressão sem precedente no hemisfério, sempre fortemente apoiados por Washington, fonte de uma particularmente forma de estado-dirigente de terrorismo insternacional. A campanha foi em substancial medida, uma guerra contra a Igreja. Foi mais do que simbólico que culminou no assassinato de seis intelectuais dirigentes latino americanos, padres jesuítas, em Novembro de 1989, poucos dias depois da gueda do muro de Berlim. Eles foram mortos por uma elite do batalhão salvadorenho, recentemente retreinados na Escola de Forças Especiais John F.Kennedy, na Carolina do Nort. Como foi aprendida no último Novembro, mas aparentemente não despertou interesse, a ordem para o assassinato foi assinada pelo chefe do staff e seus associados, todos eles tão estritamente conectados com o Pentágono e a Embaixada dos Estados Unidos, que se tornou muito difícil imaginar que Washington estava alheio aos planos de seu batalhão modelo. A força de elite já tinha deixado um rastro de sangue das vítimas usuais através de hedionda década de 1980 em El Salvador, que se iniciou com o assassinato do Arcebispo Romero, “a voz dos sem voz”, pelas mesmas mãos.


    O assassínio dos padres jesuítas foi um duro golpe para a teologia da libertação, o notável reviver do Cristianismo iniciado pelo Papa João XXIII, no Vaticano II, que ele iniciou em 1962, no evento que “introduziu uma nova era na história da Igreja Católica”, nas palavras do renomado teólogo e historiador do cristianismo Hans King. Inspirado pelo Vaticano II, os Bispos da América Latina adotaram “a opção preferencial pelos pobres”, reavivando o pacifismo radical dos Evangelhos que tinham sido eliminados quando o Imperador Constantino estabeleceu o cristianismo como a religião do Império Romano – “a revolução” que converteu “a igreja perseguida” para uma “igreja perseguida”, nas palavras do Rei. No pós-Vaticano II, atentos para reviver o Cristianismo do período pré-Constantino, padres, freiras e leigos levaram a mensagem dos Evangelhos para os pobres e os perseguidos, trouxeram-nos juntos em “bases comunitárias” e os encorajaram a levar seus destinos com suas próprias mãos e trabalharem juntos para acabar a miséria da sobrevivência em brutais domínios de poder dos Estados Unidos.



    A reação para essa grave heresia, não estava longe de vir. A primeira desculpa foi o golpe militar no Brasil em 1964, derrubando um governo algo democrático social e instituindo um regime de tortura e violência. A campanha terminou com o assassínio dos jesuítas intelectuais 20 anos atrás. Tem havido muito debate sobre quem merece crédito pela queda do muro de Berlim, mas não há nenhum sobre a responsabilidade pela brutal demolição da tentativa para reviver a igreja dos Evangelhos. A Escola de Washington das Américas, famosa por seu treinamento de matadores latino americanos, orgulhosamente anunciou uma vez, entre os seus itens listados, que a teologia da libertação foi derrotada com a assistência da armada dos Estados Unidos — dado uma mão, sem dúvida ao Vaticano, usando os mais gentis meios de expulsão e supressão.

    Como recordam, o último novembro foi dedicado à celebração do 20º aniversário da liberação do leste da Europa da tirania russa, uma vitória das forças do “amor, tolerância,não violência, o espírito humano e perdão”, como Vaclav Havel declarou.Menos atenção – de fato, virtualmente zero – foi devotada para o brutal assassinato de seus contrapartes salvadorenhos, poucos dias depois que o muro de Berlim caiu. E eu duvido que alguém poderia mesmo achar uma alusão para o que aquele brutal assassinato significou: o fim de uma década de terror vicioso na América Central e o triunfo final do “retorno ao barbarismo do nosso tempo”, que se iniciou com o golpe brasileiro de 1964, deixando muitos mártires religiosos em sua vigília e terminando a heresia iniciada no Vaticano II – não exatamente uma era de “amor, tolerância, não violencia, o espírito humanitários e perdão.”

    http://chomsky.info/talks/20100323.htm

  • CONAE: Conferência da Educação

    Está acontecendo esta semana, até a quinta-feira, 1º de abril, em Brasília/DF, a CONAE (Conferência Nacional de Educação), oportunidade em que a sociedade está discutindo com o Governo Federal os rumos da Educação no Brasil.

    Não custa nada lembrar que eu cobrei insistentemente da Secretaria de Educação de Taiobeiras, no meu antigo blog, sobre a realização da etapa municipal que levantaria as propostas taiobeirenses e escolheria os delegados para a CONAE. Nenhuma resposta foi dada. Ninguém foi convocado. Se houve tal encontro foi entre quatro paredes bem restritas, de modo que a comunidade escolar nem soube, muito menos participou. Um “exemplo” de democracia!

    Veja algumas das discussões da CONAE conforme matéria postada no blog do Luis Nassif. Acho que todos(as) os(as) professores(as), pais e alunos(as) deveriam estar ligados. Disto depende o futuro da educação no país.

    Levon

    A avaliação na educação
    Do UOL
    Rankings de escolas pelo Enem ou pelo Ideb prejudicam a educação, diz especialista
    Simone Harnik
    Em Brasília
    Atualizado às 10h46

    A divulgação dos rankings do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) ou do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) costumam causar polêmica dentro das escolas. Há sempre alguma instituição que se sente injustiçada pelo resultado. Crítico desse sistema, o professor Luiz Carlos de Freitas, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), defende um novo modelo de avaliação.

    “Repassar a responsabilidade para a escola por um mau desempenho, como se fosse culpa do professor, não dá”, disse ele, nesta segunda-feira (29), durante a Conae (Conferência Nacional de Educação), realizada em Brasília. A reunião definirá as diretrizes para um sistema de educação único para todo o país – e debate, entre outros aspectos, a avaliação.

    Você é favor ou a contra a divulgação de rankings da educação? Opine

    Segundo Freitas, o país precisa de um novo modelo de indicador que leve em conta os conhecimentos do estudante na hora em que ele ingressa na rede de ensino. Ou seja, um índice que possa medir quanto o estudante aprendeu. Ele também afirma que os rankings são prejudiciais para a educação e que podem, até mesmo, afetar o desempenho futuro de uma instituição de ensino. Veja a entrevista:

    UOL Educação – Por que os rankings de índices são prejudiciais para a educação?

    Luiz Carlos de Freitas – Porque, estatisticamente, eles não se sustentam. Quando se faz o ranking de mil escolas, por exemplo, as flutuações da média das escolas se superpõem. Estas flutuações se chamam, tecnicamente, desvio padrão. E, portanto, se uma média pode flutuar para mais ou para menos, como é que eu digo que uma escola que teve um pouquinho menos de média, mas está na mesma zona de flutuação, é inferior à outra. Por isso, o mundo inteiro abandonou a ideia de ranking.

    UOL Educação – E a posição no ranking pode afetar a autoestima de uma escola?

    Freitas – Lógico. Imagine uma escola cuja equipe pedagógica compromissada se debruçou o ano inteiro para formar melhor os seus alunos e, de repente, vem um ranqueamento que a coloca como inadequada. Mas o ranking não mostra como os alunos chegaram no primeiro dia de aula.

    UOL Educação – E que tipo de índice pode ser confiável para avaliar uma escola?

    Freitas – Se não tenho a medida de chegada do aluno, como sei se a escola é boa ou má? Não tenho como saber isso. Mas existem medidas de valor agregado, que mostram o desempenho na entrada e no final de ciclo. O valor agregado é melhor do que as médias medidas ao final de quatro anos, porque toma como base como o aluno chegou. As outras medidas tomam só o final.

    UOL Educação – O governo Lula avançou no quesito avaliação?

    Freitas – Os oito anos de governo mantiveram a mesma estrutura de avaliação do governo Fernando Henrique Cardoso. Pelo menos, o governo não avançou para outras medidas piores, mas isso não é suficiente. O governo Lula é um governo “rolha”, porque ele impediu, na área da avaliação, que o modelo Fernando Henrique progredisse. Ele congelou. Mas era preciso mais do que isso.

    UOL Educação – O que o senhor espera, no quesito avaliação, para o país?

    Freitas – Uma reorientação do modelo de avaliação que hoje é a base do sistema nacional de educação. Espera-se uma mudança no modelo. Não sou contra a avaliação, mas temos de ter um modelo que seja a cara do governo Lula.

    UOL Educação – E como seria essa cara?

    Freitas – A avaliação tem de valorizar e envolver os atores da escola no processo local. Isso não significa deixar de fazer avaliações nacionais, mas vamos dar novo significado a este processo. As escolas precisam consumir os dados da avaliação – o que hoje não acontece. Esses dados têm de ter uma utilidade. Hoje, as escolas recebem relatórios técnicos, difíceis de serem digeridos e não há instrumentos de mediação entre as avaliações e a sala de aula. Precisaria haver uma avaliação institucional participativa, conduzida pela escola. Repassar a responsabilidade para a escola por um mau desempenho, como se fosse culpa do professor, não dá. É preciso indagar qual era a responsabilidade da política pública e da equipe da escola. As duas têm de ser pesadas.

    Foto: Alunos da Escola Estadual Presidente Tancredo Neves, de Taiobeiras/MG

  • Leonardo Boff: A Páscoa da Terra Crucificada

    * Leonardo Boff

    Adital – A páscoa é uma festa comum a judeus e a cristãos e encerra uma metáfora da atual situação da Terra, nossa devastada morada comum. Etimologicamente, páscoa significa passagem da escravidão para a liberdade e da morte para a vida. O Planeta como um todo está passando por uma severa páscoa. Estamos dentro de um processo acelerado de perda: de ar, de solos, de água, de florestas, de gelos, de oceanos, de biodiversidade e de sustentabilidade do próprio sistema-Terra. Assistimos estarrecidos aos terremotos no Haiti e no Chile, seguidos de tsunamis. Como se relaciona tudo isso com a Terra? Quando as perdas vão parar? Ou para onde nos poderão conduzir? Podemos esperar como na Páscoa que após a sexta-feira santa de paixão e morte, irrompe sempre nova vida e ressurreição?

    Precisamos de uma olhar retrospectivo sobre a história da Terra para lançarmos alguma luz sobre a crise atual. Antes de mais nada, cumpre reconhecer que terremotos e devastações são recorrentes na história geológica do Planeta. Existe uma “taxa de extinção de fundo” que ocorre no processo normal da evolução. Espécies existem por milhões e milhões de anos e depois desparecem. É como um indivíduo que nasce, vive por algum tempo e morre. A extinção é o destino dos indivíduos e das espécies, também da nossa.

    Mas além deste processo natural, existem as extinções em massa. A Terra, segundo geólogos, teria passado por 15 grandes extinções desta natureza. Duas foram especialmente graves. A primeira ocorrida há 245 milhões de anos por ocasião da ruptura de Pangeia, aquela continente único que se fragmentou e deu origem aos atuais continentes. O evento foi tão devastador que teria dizimado entre 75-95% das espécies de vida então existentes. Por debaixo dos continentes continuam ativas as placas tectônicas, se chocando umas com as outras, se sobrepondo ou se afastando, movimento chamado de deriva continental, responsável pelos terremotos.


    A segunda ocorreu há 65 milhões de anos, causada por alterações climáticas, subida do nível do mar e aquecimento, eventos provocados por um asteróide de 9,6 km caído na América Central. Provocou incêndios infernais, maremotos, gases venenosos e longo obscurecimento do sol. Os dinossauros que por 133 milhões de anos dominavam, soberanos, sobre a Terra, desapareceram totalmente bem como 50% das espécies vivas. A Terra precisou de dez milhões de anos para se refazer totalmente. Mas permitiu uma radiação de biodiversidade como jamais antes na história. O nosso ancestral que vivia na copa das árvores, se alimentando de flores, tremendo de medo dos dinossauros, pôde descer à terra e fazer seu percurso que culminou no que somos hoje.

    Cientistas (Ward, Ehrlich, Lovelock, Myers e outros) sustentam que está em curso um outra grande extinção que se iniciou há uns 2,5 milhões e anos quando extensas geleiras começaram a cobrir parte do Planeta, alterando os climas e os níveis do mar. Ela se acelerou enormemente com o surgimento de um verdadeiro meteoro rasante que é o ser humano através de sua sistemática intervenção no sistema-Terra, particularmente nos último s séculos. Peter Ward (O fim da evolução, 1977, p.268) refere que esta extinção em massa se nota claramente no Brasil que nos últimos 35 anos está extinguindo definitivamente quatro espécies por dia. E termina advertindo:”um gigantesco desastre ecológico nos aguarda”.

    O que nos causa crise de sentido é a existência dos terremotos que destroem tudo e dizimam milhares de pessoas como no Haiti e no Chile. E aqui humildemente temos que aceitar a Terra assim como é, ora mãe generosa, ora madrasta cruel. Ela segue mecanismos cegos de suas forças geológicas. Ela nos ignora, por isso os tsunamis e cataclismos são aterradoras. Mas ela nos passa informações. Nossa missão de seres inteligentes é descodificá-las para evitar danos ou usá-las em nosso benefício. Os animais captam tais informações e antes de um tsunami fogem para lugares altos. Talvez nós outrora, sabíamos captá-las e nos defendíamos. Hoje perdemos esta capacidade. Mas para suprir nossa insuficiência, está ai a ciência. Ela pode descodificar as informações que previamente a Terra nos passa e nos sugerir estratégias de autodefesa e salvamento.

    Como somos a própria Terra que tem consciência e inteligência, estamos ainda na fase juvenil, com pouco aprendizado. Estamos ingressando na fase adulta, aprendendo melhor como manejar as energias da Terra e do cosmos. Então a Terra, através de nosso saber, deixará que seus mecanismos sejam destrutivos. Todos vamos ainda crescer, aprender e amadurecer.

    A Terra pende da cruz. Temos que tirá-la de lá e ressuscitá-la. Então celebraremos uma páscoa verdadeira, e nos será permitido desejar: feliz Páscoa.

    [Autor de Nossa ressurreição na morte, Vozes 2007].


    * Teólogo, filósofo e escritor
  • Professor em greve socorre Policial

    Professores da rede estadual de São Paulo estão em greve por melhores salários e condições de trabalho, onde o governo é do PSDB, sob o comando de José Serra, provável candidato a Presidente da República.
    Em 26 de março de 2010 os professores fizeram uma manifestação. A Polícia Militar de São Paulo, sob as ordens de Serra, deixou de prender os bandidos e atacou ferozmente os professores, sem necessidade, pois o protesto era pacífico. Evidentemente houve reação. E aí surgiu a seguinte cena. Um professor solidário, mesmo tendo apanhado da PM, socorre e carrega nos braços um policial ferido. É a foto de 2010.
    Fonte: Blog do Luis Nassif.